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Medeiros discorda de Bolsonaro em relação a mudanças no trânsito

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Da Redação – Jean Borsatti

O deputado federal José Medeiros (PODE-MT) parece não ter ficado contente com as propostas do presidente Jair Bolsonaro (PSL) em relação ao Código de Trânsito Brasileiro.

Medeiros é um fiel escudeiro do presidente eleito e até então não havia discordado abertamente de Bolsonaro. O deputado que é vice-líder do governo na Câmara dos Deputados deverá propor mudanças na matéria, já que possuí ampla experiência na área, Medeiros é Agente da Polícia Rodoviária Federal a mais de vinte anos.

Um dos pontos criticados por Medeiros foi a proposta do governo federal de acabar com a multa quando uma criança está no veículo sem a cadeirinha, segundo o deputado a cadeirinha, é de extrema importância, segundo o deputado Bolsonaro pensou apenas no bolso do cidadão e não na segurança no trânsito.

Medeiros também se opôs ao discurso muito difundido pelo presidente em que diz que no Brasil há uma “indústria da multa”.

Outra mudança proposta pelo presidente foi o aumento de pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH) que passa de 20 para 40 pontos como limite de infrações anuais pelos condutores antes de ter sua carteira cassada, o aumento da validade do documento também foi proposto pelo governo federal, de acordo com a proposta a CNH passaria a valer por dez anos, atualmente o motorista precisa renovar o documento a cada cinco anos.

Segundo o deputado as propostas serão amplamente discutidas na Câmara de Deputados.

Foto: Vinícius Loures/Câmara dos Deputados

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Presidente da Câmara renuncia ao mandato e diz que política é “frustrante”

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O presidente da Câmara Municipal de Ipiranga do Norte (MT), Celso da Conceição (Republicanos), renunciou ao mandato de vereador e encerrou sua passagem pelo Legislativo municipal com um desabafo sobre os desafios da vida política. Em discurso de despedida, ele classificou a atividade como “frustrante” e defendeu a atuação dos políticos do município.

A saída foi oficializada no último dia 6, um dia depois de Celso presidir sua última sessão ordinária. Durante o pronunciamento, o parlamentar não detalhou os motivos da decisão e afirmou que se trata de uma escolha pessoal. Informações divulgadas pela imprensa local apontam que ele teria recebido uma proposta de emprego, mas a motivação não foi confirmada oficialmente pelo vereador.

Ao falar sobre a decisão, Celso ressaltou que cada pessoa precisa avaliar o que considera melhor para a própria vida.

“Às vezes, quem está de fora vê que está muito bom e acha que alguma coisa deveria estar melhor, que, se fosse eu, não fazia assim, fazia assado. Mas cada um é dono da sua vida e acredita naquilo que é melhor para si. E é isso que eu estou fazendo, né? Com fé em Deus, vai estar tudo certo”, declarou.

O vereador também demonstrou insatisfação com a imagem da classe política perante a sociedade. Para ele, o trabalho realizado por representantes públicos nem sempre é reconhecido, e a população tende a generalizar críticas sobre a conduta dos políticos.

“Realmente é frustrante, muito frustrante, porque a gente se dedica tanto e, infelizmente, o nosso país é olhado só como que político nenhum, parece que todos os políticos roubam, que todo político é aquilo”, afirmou.

Na sequência, Celso defendeu os colegas de Ipiranga do Norte e disse acreditar que o cenário nacional seria diferente se a atuação política no país seguisse o exemplo que, segundo ele, existe no município.

“Mas eu volto a dizer: se todos os políticos do nosso país fossem iguais aos políticos de Ipiranga do Norte, o nosso país era outro”, completou.

Eleito em 2024 com 307 votos, Celso esteve à frente da Câmara durante o biênio 2025-2026. Sua renúncia provocou mudanças na composição do Legislativo: o vice-presidente, Cleonaldo Araujo França, assumiu a presidência e permanecerá no cargo até o encerramento do atual período da Mesa Diretora.

Com a saída de Celso, o primeiro suplente do Republicanos, Neto da Farmácia, deverá assumir a cadeira de vereador. Ele recebeu 152 votos nas eleições municipais de 2024.

A renúncia encerra antecipadamente o mandato de Celso, que se despediu dos colegas com agradecimentos pela experiência no Legislativo. Apesar das críticas à percepção pública sobre a política, ele destacou a importância da trajetória vivida na Câmara e deixou a função afirmando ter gratidão pelo período em que exerceu o cargo.



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