Mato Grosso
Fapemat financia pesquisa que descobriu larvicida que elimina o mosquito transmissor da dengue, zika e Chikungunya
Mato Grosso
Da Redação
A descoberta de um larvicida que elimina o mosquito transmissor da dengue, zika e Chikungunya, por pesquisadores da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) contou com o apoio à pesquisa oferecido pela Fundação de Amparo à Pesquisa de Mato Grosso (FAPEMAT).
De acordo com o Diretor Técnico Científico da Fapemat, Flavio Telles, a instituição vem financiando esse projeto desde o ano de 2016. A instituição já liberou um recurso de R$ 299,510 mil para subsidiar o trabalho dos pesquisadores.
A intenção da Fundação é apoiar o registro de patente dos resultados alcançados junto ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI). Existe hoje em análise um pedido de aditivo de R$ 37 mil para que o registro seja feito internacionalmente pelo Banco Colección Chilena de Recursos Genéticos Microbianos.
Um dos titulares do experimento, o professor da UFMT, Marcos Antônio Soares, afirma que o apoio da Fapemat foi essencial para a consolidação do grupo de pesquisa. “Com esses recursos conseguimos comprar equipamentos e materiais de consumo usados pela equipe no projeto”, explica.
Pesquisa
Uma equipe de pesquisadores chegou à conclusão de que um componente já conhecido e utilizado em outras atividades biológicas é um eficiente larvicida que elimina o mosquito transmissor da dengue, zika e Chikungunya, ainda na sua fase de larva.
Os testes apontaram que o uso de moléculas derivadas do indol diluídas em água matam as larvas do mosquito de forma rápida, mesmo em baixas concentrações. O componente pode ser utilizado tanto para a prevenção, quanto para matar as larvas que já estiverem em água contaminada.
As substâncias foram sintetizadas pelo mestrando Bruno Rodrigues Fazolo, do programa de pós-graduação em Química, orientado do professor Lucas Campos Curcino Vieira (Faculdade de Engenharia- UFMT -campus Várzea Grande). A atividade larvicida foi proposta pela doutoranda Janaina Rosa de Souza (Programa de Pós-Graduação em Ecologia e Conservação da Biodiversidade- UFMT), juntamente com o professor do Instituto de Biociências (Instituto de Biociências-UFMT- campus Cuiabá), Marcos Antônio Soares.
(Com informações da UFMT)
Mato Grosso
Saúde mental de servidores do sistema prisional é debatida em reunião
O Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT) participou de uma reunião interinstitucional no Tribunal Regional do Trabalho de Mato Grosso (TRT/MT) voltada à discussão das condições de trabalho, da saúde mental e da valorização dos profissionais que atuam no sistema prisional mato-grossense. Representando a instituição, a procuradora de Justiça Josane Fátima de Carvalho Guariente destacou a necessidade de ampliar o olhar das instituições para o bem-estar dos servidores, diante dos elevados índices de adoecimento registrados na categoria.Durante o encontro, realizado na sexta-feira, 09/10, a procuradora de Justiça ressaltou que a valorização dos trabalhadores do sistema penitenciário é fundamental para o fortalecimento das políticas públicas voltadas à execução penal. Segundo dados apresentados na reunião, 80% dos afastamentos por motivos de saúde registrados entre esses profissionais em 2025 estão relacionados ao sofrimento psíquico. “É muito importante que todas as instituições voltem um olhar para perceber o quanto esse servidor necessita ser valorizado”, afirmou Josane Guariente.Conduzida pelo presidente do TRT/MT, desembargador Aguimar Peixoto. Também participaram das discussões o secretário de Estado de Justiça, Valter Furtado Filho, o coordenador do Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário (GMF), juiz Geraldo Fidelis Neto, representantes sindicais e gestores ligados à política prisional.O objetivo da reunião foi ampliar a participação dos profissionais que atuam diretamente nas unidades prisionais nas discussões e ações previstas pelo Plano Pena Justa. Iniciativa nacional coordenada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, com o objetivo de promover melhorias estruturais e institucionais no sistema prisional brasileiro, incluindo ações voltadas à valorização dos profissionais que atuam nas unidades penais.A pauta contemplou as demandas de policiais penais e de outros profissionais essenciais ao funcionamento do sistema, como psicólogos, médicos, dentistas e psiquiatras. Como encaminhamento, foi definida a realização de uma audiência pública para aprofundar o debate sobre saúde, condições de trabalho e valorização dos servidores do sistema prisional. A expectativa é que o evento ocorra em dezembro, reunindo instituições e profissionais envolvidos na temática.Informações: TRT-MT
Fonte: Ministério Público MT – MT
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