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‘Estou completamente apto no aspecto físico’, diz são-paulino Hernanes

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Volante do São Paulo afirma que só está na reserva por escolha do técnico Cuca

 

Da Redação

Após sofrer com problemas físicos no começo da temporada no São Paulo, o volante Hernanes garantiu que está “completamente apto” para jogar 90 minutos. De acordo com o jogador, ele só está na reserva por escolha do técnico Cuca, e não por questões físicas.

“Quero estar sempre em campo desde o início. Esse começo está sendo assim, mas estou completamente apto no aspecto físico e técnico para poder jogar do início. Vai depender da escolha do Cuca”, disse Hernandes em entrevista ao canal SporTV nesta quarta-feira.

O volante explicou que os problemas físicos sofridos no início do ano foram decorrentes da falta de tempo para treinar na pré-temporada. O jogador foi contratado do Hebei China Fortune no dia 29 de dezembro de 2018. “Tive dois meses de férias na China e ia ter dois meses de pré-temporada na China. Na Europa é assim: 45 dias de pré-temporada. Felizmente em dezembro conseguimos um acerto com São Paulo e aí tive cinco dias, após dois meses, para me preparar e jogar contra o Frankfurt. O corpo não estava preparado. Senti incômodos, recuperava de um, tinha outro. Não dava tempo. Tinha Paulista, Libertadores”, disse.

Hernanes marcou o gol da vitória por 1 a 0 sobre o Fortaleza, no último domingo, no Castelão. O Tricolor enfrentará o Bahia, domingo, às 11h, no Morumbi, pela quinta rodada, e a tendência é de que Hernanes continue no banco, como opção para o segundo tempo.

“Sou um cara consciente, sei que nas melhores condições posso ajudar de maneira mais efetiva. Quando não estou, não é porque fiz no passado que mereço jogar. Tem de provar a cada dia que mereço, em respeito pelos companheiros, garotos e instituição. Estou aqui para servir”, disse.

Contra o Bahia, o São Paulo deve ter o retorno o atacante Alexandre Pato, recuperado da contusão cervical sofrida no último dia 5 de maio, contra o Flamengo. Com dores no tornozelo direito, o zagueiro Anderson Martins não treinou com o restante do elenco nesta quarta-feira e deve ficar mais uma partida de fora.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fonte: O Estado de S.Paulo / https://esportes.estadao.com.br/noticias/futebol,estou-completamente-apto-no-aspecto-fisico-diz-hernanes,70002830276

Foto: Érico Leonan/São Paulo

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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