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Lyon aplica 3 a 0 no Olympique em Marselha e fica perto da Liga dos Campeões

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Time chega a 66 pontos e ainda pode alcançar o vice-líder Lille

 

Da Redação

Lyon venceu o Olympique de Marselha por 3 a 0, fora de casa, pela antepenúltima rodada do Campeonato Francês, e ficou mais perto de garantir a sua vaga na próxima Liga dos Campeões. Com o resultado, a equipe ficou com 66 pontos na terceira posição do torneio nacional, posto que assegura um lugar pelo menos na fase preliminar da competição continental.

E, a duas rodadas do final do Francês, a vantagem em relação ao Saint-Étienne, quarto colocado, é de quatro pontos. Ou seja, o Lyon precisa de uma vitória em seus dois últimos jogos para ir à Liga dos Campeões sem depender de nenhum outro resultado.

Os gols do triunfo do Olympique foram marcados por Maxwell Cornet, que balançou as redes duas vezes, uma em cada tempo do duelo, e por Moussa Dembélé, que selou o 3 a 0 apenas dois minutos depois de o time abrir 2 a 0.

Com 66 pontos na competição, o Lyon também ainda tem chances matemáticas de ultrapassar o Lille – que está com 72 pontos – e terminar com o vice-campeonato no Francês, mas precisaria vencer as duas partidas finais na competição, torcer para o Lille perder esses dois jogos e tirar uma diferença que hoje é de 14 gols no saldo.

Por sua vez, a derrota do Olympique de Marselha garante que o time da Riviera Francesa não irá se classificar para nenhuma competição europeia da próxima temporada. Com 55 pontos, o sexto colocado não tem mais como alcançar o Saint-Étienne, que ocupa a quarta posição, com 62 pontos.

Ainda neste domingo, o segundo colocado Lille saiu vitorioso ao derrotar o Bordeaux (14º), em casa, por 1 a 0, com gol do atacante Loic Remy. O triunfo deixou a equipe a apenas um empate de assegurar o vice-campeonato sem depender dos resultados do Lyon.

E o atual campeão da Copa da França, Rennes, só empatou com o Guingamp em 1 a 1, em casa, foi aos 46 pontos na 12ª posição e acabou selando o rebaixamento do lanterna do Campeonato Francês, que tem apenas 26 pontos.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fonte: Estadão Conteúdo / https://esportes.estadao.com.br/noticias/futebol,lyon-aplica-3-a-0-no-olympique-em-marselha-e-fica-perto-da-liga-dos-campeoes,70002826312

Foto: Gerard Julien/AFP

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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