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A segunda vitória dá ânimo e dá confiança ao elenco do São Paulo’, diz Cuca

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Treinador comemora segundo trunfo seguido no placar de 2 a 1 sobre o Goiás, em Goiânia, nesta quarta-feira

 

Da Redação

Após o triunfo sobre o Goiás por 2 a 1 nesta quarta-feira, no estádio Serra Dourada, o técnico Cuca destacou a importância da segunda vitória seguida no Campeonato Brasileiro. O São Paulo alcançou a liderança do torneio com seis pontos e leva vantagem sobre o Atlético Mineiro nos critérios de desempate.

“Uma vitória muito importante, numa arrancada do campeonato, te motiva, te dá ânimo, confiança, principalmente para um time jovem como é o nosso, e mostra coisas novas. O jogo começou complicado, demoramos um pouquinho para entender a velocidade pelos lados que eles tinham, neutralizamos, descobrimos espaços pelo lado de campo e numa dessas jogadas chegamos ao gol com Pato”, afirmou Cuca em entrevista coletiva em Goiânia.

O treinador destacou que o time controlou o jogo, abrindo 2 a 0, mas mostrou preocupação com o primeiro gol do Goiás, no final do primeiro tempo. “Fizemos o segundo gol, e o jogo ficou à nossa feição. O Toró deu uma tirada muito bonita, não dava para o goleiro chegar, e nós tivemos o jogo na nossa mão, mas tomamos aos 47 do primeiro tempo o contra-ataque do contra-ataque. O gol deles acabou saindo. Vira outro jogo”, avaliou o treinador.

No segundo tempo, o São Paulo voltou a controlar partida, mas não criou tantas oportunidades de gol. Com Hernanes na vaga de Pato, o São Paulo conseguiu cadenciar a partida, mas ainda assim correu risco de sofrer o empate já nos acréscimos em outro erro no meio-campo, dando de presente o contra-ataque para os adversários.

“Controlamos bem a partida, criamos menos chances, fizemos algumas mudanças, jogando o Antony um pouco mais por dentro. Ao fim do jogo, em cima da hora, tivemos outro vacilo que nós temos que corrigir. É uma equipe jovem, mas temos que corrigir, porque lá na frente podemos ser penalizados”, concluiu Cuca.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fonte: O Estado de S.Paulo / https://esportes.estadao.com.br/noticias/futebol,a-segunda-vitoria-da-animo-e-da-confianca-ao-nosso-jovem-elenco-diz-cuca,70002812497

Foto: Alex Silva/Estadão

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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