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Revelações, veteranos e técnicos vitoriosos: conheça os destaques do Estaduais
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Do título do Corinthians ao título de Rogério Ceni pelo Fortaleza, campeonatos indicam novas forças para o Brasileiro
Da Redação
O fim dos Campeonatos Estaduais, no último fim de semana, encerrou a primeira parte da temporada 2019 e serviu para mostrar à torcida nomes de destaque e que vão chegar em alta para a disputa do Campeonato Brasileiro, a partir do próximo fim de semana. As competições mostraram os bons trabalhos de treinadores, o ressurgimento de jogadores e o nascimento de algumas revelações.
No principal Estadual do País, o Campeonato Paulista, o título do Corinthians teve como líder o técnico Fábio Carille. O responsável direto pelo tricampeonato conseguiu resgatar a segurança defensiva e o ótimo retrospecto em clássicos. O técnico retornou ao time em dezembro após passagem pelo futebol da Arábia Saudita e formou uma defesa forte, um time seguro e um elenco com mentalidade vencedora. O técnico termina o Paulista como um dos grandes vencedores do clube e adquire confiança para a disputa do Campeonato Brasileiro.
Outro nome decisivo na campanha foi Vagner Love. O veterano voltou ao Corinthians no começo deste ano para uma nova passagem e tem mostrado seu valor. Mesmo sem ser titular absoluto, o jogador definiu o título do Campeonato Paulista ao marcar o gol decisivo na vitória por 2 a 1 sobre o São Paulo, no último domingo. Prestes a completar 35 anos, o atacante ainda não tinha no currículo o título do Paulista.
Mesmo com o vice-campeonato, o São Paulo tem a comemorar. O atacante Antony, de 19 anos, Ele deixou o posto de destaque na Copinha para virar depois um dos grandes nomes do time. Veloz e driblador, sentiu não mostrar nervosismo diante da pressão de encarar grandes jogos e até mesmo fez gol na final, contra o Corinthians. A diretoria do clube do Morumbi agora se esforça para segurá-lo diante do assédio de equipes europeias.
No Rio, o título do Flamengo virou um prêmio para o treinador Abel Braga. Depois de superar uma internação por problema cardíaco e encarar a pressão de corresponder com títulos a expectativa sobre o caro elenco do clube, o experiente técnico levou a equipe a conquistar mais um Estadual, desta vez com duas vitórias por 2 a 0 na grande final, sobre o Vasco.
O título no Rio coroou também o atacante Gabriel. Contratado nesta temporada, ele foi o vice-artilheiro do Carioca com sete gols. O jogador anotou um gol decisivo contra o Fluminense, pela semifinal, e com as boas atuações nos últimos jogos, amenizou as críticas por ter sido expulso na derrota por 1 a 0 para o Peñarol, no Maracanã, pela Copa Libertadores.
O atacante Fred foi o grande nome no Campeonato Mineiro. O jogador do Cruzeiromarcou 12 vezes e foi o artilheiro do Campeonato Mineiro, com direito a ter anotado o gol decisivo, o do título, conquistado no sábado, sobre o Atlético-MG. Para o veterano de 35 anos a campanha foi importantíssima para celebrar a recuperação de uma grave lesão no joelho direito sofrida no ano passado. O problema lhe afastou do futebol por seis meses.
A taça dos Estaduais ficará marcada também para Paulo Victor. No ano em que substitui Marcelo Grohe como titular do Grêmio, o goleiro terminou em alta o Campeonato Gaúcho. O responsável por defender três pênaltis na decisão contra o Inter virou herói do título e ganhou elogios do elenco. Paulo Victor evitou os gols de Camilo, Cuesta e Nico López e saiu do Estadual como um dos grandes nomes da conquista gremista.
O técnico Rogério Ceni, do Fortaleza, conquistou pela primeira vez um Estadual no papel de comandante. O ex-goleiro levou o clube a bater o rival, o Ceará, nos dois jogos da decisão e levanta outra taça poucos meses depois de ter sido campeão brasileiro da Série B.
Fonte: O Estado de S. Paulo / https://esportes.estadao.com.br/noticias/futebol,revelacoes-veteranos-e-tecnicos-vitoriosos-conheca-os-destaques-do-estaduais,70002799520
Foto: Alex Silva/Estadão
Esporte
Quando perder músculo também ameaça o cérebro
Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.
Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.
Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.
Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.
O que a ciência mostra :
Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.
Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.
Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.
Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.
Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?
Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.
Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.
O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.
Por que o músculo influencia a saúde cerebral?
A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.
A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.
Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.
Como enfrentar cientificamente esse problema ?
O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.
O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.
A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.
Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.
Envelhecer bem ,exige preservar força
A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.
Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.
Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.
Saúde não é sorte. É rotina.
Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308 Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.
Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.
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