Mato Grosso

Polícia Civil prende 4 e apreende 100 quilos de maconha na BR 364

Publicado em

Mato Grosso

Da Redação

 

Um carregamento de mais de 100 quilos de maconha foi apreendido em ação da Delegacia Especializada de Repressão a Entorpecentes (DRE), da Polícia Judiciária Civil, e Polícia Rodoviária Federal (PRF), na madrugada desta sexta-feira (29.03).

Quatro homens foram presos e dois veículos apreendidos, sendo um desses carros produto de furto. Os suspeitos, Ricardo Junior Costa, conhecido como “Kenken”, Josué do Carmo Ferreira, Danilo Fernando Baldini e Leandro José Barbosa dos Santos, foram autuados em flagrante pelos crimes de tráfico de drogas, associação criminosa e receptação.

A droga vinha do Estado de Mato Grosso do Sul para ser distribuída na região metropolitana de Cuiabá. O carregamento foi interceptado pelos policiais, em ação integrada na Rodovia da BR 364.

A apuração começou com denúncia sobre uma possível carga de droga, que era transportada por dois veículos e um caminhão baú. Segundo as informações, a droga era trazida do estado vizinho, Mato Grosso do Sul, com destino a Cuiabá.

“Policiais da DRE saíram de Cuiabá sentido Rodovia BR 364, onde passaram a vistoriar e observar Postos de Combustíveis e outros pontos possíveis para localização dos veículos mencionados”, disse o delegado titular da DRE, Vitor Hugo Bruzulato Teixeira.

Conforme o delegado, quase chegando do município de Rondonópolis foi possível encontrar dois veículos Fiat, sendo uma Strada e um Pálio, com as características suspeitas. O Pálio seguia com três homens e o veículo Strada outros dois ocupantes.

O Pálio era dirigido por Danilo e tinha como passageiro Josué. O terceiro ocupante do carro conseguiu fugir.  

O automóvel Strada era conduzido por Leandro e como passageiro estava Ricardo. No interior do veículo, no banco traseiro estavam 100 tabletes de maconha. Em checagem foi percebido sinais de adulteração do número do chassi, tratando-se de um veículo Strada furtado em novembro de 2018 em Cuiabá.

Os quatro suspeitos e os veículos foram conduzidos à DRE, interrogados e autuados em flagrante pelos crimes de tráfico de drogas, associação criminosa e receptação.

Conforme o delegado da DRE, Vitor Hugo Bruzulato, o alvo principal da ação é um caminhão Baú, que acompanhava os dois veículos, objetos principal, porém não foi localizado.

“As diligências continuam para apurar e localizar o foragido, bem como aprofundar as investigações, para que possamos identificar e prender outras pessoas que possivelmente estão envolvidas no suporte e esclarecer completamente da onde saiu essa droga e para onde seria distribuída na capital”, finalizou Vitor Hugo Bruzulato.

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Mato Grosso

Réu é condenado a 40 anos de reclusão por feminicídio

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O Tribunal do Júri de Ribeirão Cascalheira (a 900 km de Cuiabá) condenou, na sexta-feira (2), A.A.F.G. a 40 anos e 10 meses de reclusão, em regime inicial fechado, pelo feminicídio de L.S.S. A acusação foi sustentada em plenário pelo promotor de Justiça Bruno Barros Pereira. O julgamento ocorreu com aplicação da Lei nº 14.994/2024, que elevou as penas para o crime de feminicídio.O Conselho de Sentença reconheceu a autoria e a materialidade do crime, bem como a qualificadora do recurso que dificultou a defesa da vítima. Também foram aplicadas as causas de aumento relacionadas ao emprego de arma de fogo de uso restrito e ao meio cruel utilizado na execução. Na sentença, o juízo negou ao réu o direito de recorrer em liberdade, manteve a prisão e determinou o início imediato do cumprimento da pena.Para o promotor de Justiça Bruno Barros Pereira, a condenação representa uma resposta firme do Sistema de Justiça a um crime marcado pela violência e pela discriminação de gênero. “Foi um caso emblemático para a região e uma resposta importante para a sociedade diante da gravidade dos fatos”, destacou.Conforme a denúncia do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), o feminicídio foi motivado pelo inconformismo do acusado com o fim do relacionamento extraconjugal mantido com a vítima. Durante o julgamento, o Ministério Público sustentou que o crime ocorreu em um contexto de menosprezo à condição de mulher, permeado por humilhação e sentimento de posse.As investigações apontaram que o réu decidiu matar a vítima horas antes do crime e se dirigiu armado até o local onde ela estava. Antes dos disparos, submeteu a mulher a uma situação degradante. Segundo a acusação, a vítima foi puxada pelos cabelos, obrigada a se ajoelhar e, em seguida, atingida por dois tiros no rosto.Bruno Barros Pereira ressaltou que as provas apresentadas em plenário demonstraram a violência extrema empregada na execução do crime e o desprezo do condenado pela condição feminina. “Os elementos levados ao julgamento evidenciaram a motivação de gênero e a crueldade da conduta, circunstâncias que foram reconhecidas pelos jurados e refletidas na pena aplicada”, afirmou.Processo 1000481-46.2025.8.11.0079.

Fonte: Ministério Público MT – MT



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