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Jogos Escolares da Juventude está com calendário definido para 2019

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Da Redação

 

 

Em maio começa a edição 2019 dos Jogos Escolares da Juventude, a maior competição estudantil de Mato Grosso. Realizado pela Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel), o evento está com calendário e municípios-sedes definidos.

Com participação de instituições de ensino públicas e particulares, a realização dos Jogos busca fomentar a prática de atividades esportivas educacionais e desenvolver habilidades esportivas em jovens na fase escolar. A previsão é que cerca de 12 mil estudantes participem como competidores nos Jogos Escolares mato-grossenses.

Para o secretário da Secel, Allan Kadec, os Jogos Escolares da Juventude trazem inúmeros benefícios por isso é uma das prioridades da pasta. “O evento movimenta os municípios, mobiliza a comunidade escolar, favorece o intercâmbio e ajuda a revelar novos talentos. Sem contar que fortalece o esporte educacional, um meio para a formação integral da cidadania”, evidencia Allan.

Neste ano, a programação envolve as duas etapas – estadual e regional – e antecede as fases nacionais organizadas pelo Comitê Olímpico Brasileiro (COB).  A etapa regional – que abrange todos os municípios das 10 regiões esportivas do Estado – começa em maio e vai até o final de junho, contemplando as modalidades coletivas de basquetebol, futsal, handebol e voleibol.

Nas duas etapas participarão estudantes com idades entre 12 e 17 anos, que são divididos em duas categorias. Adolescentes de 12 a 14 anos fazem parte das equipes da Categoria B. Já categoria A agrupa os jovens com idade entre 15 e 17 anos.

No dia 03 de maio, os municípios das regiões sul e sudeste abrem a competição em Alto Garças, sede regional para as competições dos estudantes da categoria B. Já os jovens dessas duas regiões que fazem parte da categoria A farão as disputas no município de Poxoréu, de 31 de maio a 05 de junho.

O restante da programação da fase regional reúne estudantes das duas categorias de faixa etária, divididos apenas por região esportiva. Confira no final o calendário completo.

As escolas campeãs em suas respectivas regiões avançam para a etapa estadual, que acontecerá de julho a setembro.  Nessa nova etapa, além das modalidades coletivas, os esportes individuais também passam a fazer parte das competições.  A modalidade individual poderá contar com representantes de xadrez, tênis de mesa, badminton, luta olímpica, vôlei de praia, ginástica rítmica, natação, judô e atletismo.

A realização dos Jogos Escolares da Juventude conta com a parceria da Secretaria de Estado de Educação (Seduc) e dos municípios-sede do evento.

Etapa Regional – inscrições

Para participar da etapa regional, cada município mato-grossense precisa realizar a fase municipal da competição para definir a(s) escola(s) que o representará nos Jogos Escolares. 

A inscrição do município será feita por envio de e-mail à Secretaria adjunta de Esporte e Lazer, relacionando as escolas, no mínimo duas modalidades, gênero e categorias de participação. Também será necessário o envio de um mapa com resumo quantitativo das delegações.

Todos os formulários já estão disponíveis no site www.esportes.mt.gov.br. A adesão dos municípios pode ser feita a partir do dia 29 de março e vai até 10 dias antes do início da competição em suas respectivas regiões.

De acordo com o secretário adjunto de Esporte e Lazer, Jefferson Neves, as informações vindas dos municípios serão fundamentais para a organização do evento. “Nossa equipe está se preparando para receber as inscrições. Vamos tomar as medidas necessárias para que o mais importante calendário esportivo estudantil do Estado seja cumprido com sucesso”. 

Calendário dos Jogos Escolares da Juventude 2019

Etapa Regional
Data Região esportiva Município-sede
03 a 08 de maio Sul/sudeste Alto Garças
17 a 22 de maio Centro Norte Nova Mutum
24 a 29 de maio Médio Norte Nobres
31 de maio a 05 de junho Sul/sudeste Poxoréu
07 a 12 de junho Oeste Cáceres
14 a 19 de junho Norte Colíder
20 a 25 de junho Leste Querência
21 a 26 de junho Noroeste Juína
28 de junho a 03 de julho Sudoeste Pontes e Lacerda
05 a 10 de julho Nordeste Porto Alegre do Norte

Etapa Estadual
Data Modalidade/Categoria Município-sede
16 a 22 de julho Modalidades coletivas – categoria B Sorriso
28 de julho a 03 de agosto Modalidades coletivas – categoria A Água Boa
19 a 24 de setembro Modalidades individuais – categorias A e B Várzea Grande
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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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