Esporte
Daniel Alves é cortado da seleção e Fagner é chamado para amistosos na Europa
Esporte
Lateral vai desfalcar o Corinthians na primeira partida da quartas de final do Paulistão
Da Redação
A CBF anunciou nesta segunda-feira o corte do lateral-direito Daniel Alves, do Paris Saint-Germain, por causa de uma lesão no joelho esquerdo, e a convocação de Fagner, do Corinthians, para os amistosos da seleção brasileira contra o Panamá, neste sábado, na Cidade do Porto, em Portugal, e contra a República Checa, na terça seguinte, em Praga.
Aos 29 anos, Fagner tem oito jogos pela seleção brasileira, sendo quatro deles disputados na última Copa do Mundo, na Rússia. Na competição, o lateral-direito já havia herdado o lugar de Daniel Alves e acabou sendo titular depois que Danilo também se machucou.
Segundo a CBF, o jogador do Corinthians chegará à Cidade do Porto nesta terça-feira, juntamente com o atacante Everton, do Grêmio. A previsão da comissão técnica é ter 21 jogadores no treino desta segunda, no estádio do Boavista, às 14 horas (de Brasília).
Após ser definida a desconvocação de Daniel Alves, o coordenador da seleção, Edu Gaspar, entrou em contato com o Corinthians para comunicar a decisão. “O Fagner nunca saiu do nosso radar de observações. Estamos falando de um jogador que esteve conosco na Copa do Mundo e que sabemos da qualidade e do que pode entregar nos jogos deste período Fifa”, disse.
Edu Gaspar também ressaltou a importância de Daniel Alves para a seleção brasileira e garantiu que o lateral-direito seguirá sendo observado pela comissão técnica. “Não fechamos as portas para os atletas. Ainda mais para um líder e um jogador da importância do Dani dentro do futebol e da seleção. Falamos com ele hoje (segunda-feira) e desejamos sua pronta recuperação”, completou.
Na vitória do Paris Saint-Germain no clássico contra o Olympique de Marselha por 3 a 1, no domingo, no estádio Parque dos Príncipes, em Paris, pelo Campeonato Francês, Daniel Alves sentiu dores no joelho esquerdo quando pisou no chão após uma disputa de cabeça ainda no primeiro tempo. Deixou a partida antes do final e fez exames médicos na capital francesa.
A convocação de Daniel Alves para os amistosos na Europa foi a primeira desde março do ano passado. Dois meses depois, na final da Copa da França, o lateral-direito se machucou gravemente no joelho direito e ficou de fora do Mundial e dos seis amistosos realizados no segundo semestre.
Fonte: O Estado de S.Paulo / https://esportes.estadao.com.br/noticias/futebol,tite-convoca-fagner-para-o-lugar-do-lesionado-daniel-alves,70002759422
Foto: Wilton Junior/Estadão
Esporte
Quando perder músculo também ameaça o cérebro
Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.
Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.
Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.
Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.
O que a ciência mostra :
Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.
Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.
Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.
Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.
Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?
Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.
Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.
O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.
Por que o músculo influencia a saúde cerebral?
A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.
A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.
Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.
Como enfrentar cientificamente esse problema ?
O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.
O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.
A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.
Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.
Envelhecer bem ,exige preservar força
A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.
Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.
Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.
Saúde não é sorte. É rotina.
Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308 Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.
Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.
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