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Irritado com derrota no clássico, presidente do Guarani demite Osmar Loss

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‘Foi uma derrota vergonhosa. Vergonhosa!’, declarou Palmeron Mendes Filho em tom ríspido

 

Da Redação

Osmar Loss não é mais técnico do Guarani. Após a derrota por 3 a 0 para a Ponte Pretano 193º clássico entre os clubes, neste sábado, o presidente Palmeron Mendes Filho se reuniu com os membros do Conselho de Administração ainda no vestiário do estádio Moisés Lucarelli e demitiu o treinador de 43 anos. Ele deixa o clube com quatro vitórias, dois empates e seis derrotas, eliminações precoces na Copa do Brasil e no Campeonato Paulista, além do duro revés contra o rival.

“Fizemos uma rápida reunião agora, todo o Conselho de Administração, o pessoal de futebol, e infelizmente acabou o ciclo de Osmar Loss. Precisamos começar o projeto para a Série B, com um técnico que tenha este perfil. Foi uma derrota vergonhosa. Vergonhosa! Está na hora de mudança e na quarta-feira o Marco Antônio assume como interino. Vamos buscar um novo nome no mercado”, avaliou o presidente em tom ríspido e visivelmente irritado.

A Série B do Campeonato Brasileiro já teve tabela básica divulgada pela CBF e começará na segunda quinzena de abril. A estreia será contra o Figueirense, no Brinco de Ouro. “O nosso objetivo do ano é o acesso pra Série A. Esse era o momento para a troca de treinador. O Guarani não pode estacionar nos 14 pontos, tinha que estar batendo nos 20 pontos. O Loss se dedicou muito, mas não conseguiu atingir a meta do trabalho”, completou Palmeron, avaliando o trabalho do treinador demitido.

Com a derrota fora de casa, o Guarani segue com 14 pontos e está eliminado de forma precoce no Grupo B, já que o Novorizontino tem 19 e o Palmeiras 22, faltando apenas uma rodada para o fim da primeira fase. Na próxima quarta-feira, às 21h30, o time enfrenta o Red Bull Brasil no Brinco de Ouro com Marco Antônio como técnico interino.

PONTE CELEBRA

Do outro lado, a alegria era geral na Ponte Preta. Jorginho ficou muito satisfeito com a vitória. “Eu conversei com os jogadores no intervalo que não era mais para a gente tomar gol na volta do intervalo. Eu pedi para eles e deu certo, porque conseguiram manter a concentração, a pegada. Entraram muito ligados, com muita vontade, um chamando a atenção do outro e isso com certeza fez a diferença. A gente jogou com muita consistência”, resumiu o treinador da equipe alvinegra.

A Ponte Preta vai encerrar sua participação na primeira fase contra o Palmeiras, quarta-feira à noite, em São Paulo. Mesmo com 19 pontos e na quarta posição geral, o time campineiro já está fora das quartas de final. Isso porque aparece em terceiro lugar no Grupo A, atrás de Santos, com 23 e Red Bull, com 24, ambos classificados. “Esta é uma questão do regulamento que precisa ser observada. Não é justo”, concluiu Jorginho.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fonte: Estadão Conteúdo / https://esportes.estadao.com.br/noticias/futebol,irritado-com-derrota-no-classico-presidente-do-guarani-demite-osmar-loss,70002758300

Foto: Reprodução/Guarani Facebook

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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