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Tricampeão da Europa, Real Madrid fecha ano na liderança de rankings da Uefa
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Entidade divulgou a lista nesta terça-feira: Bayern de Munique e Barcelona ocupam a segunda e terceira posições
Da Redação
Atual tricampeão da Europa, o Real Madrid figura na liderança de dois rankings de clubes da Uefa, divulgados nesta terça-feira pela entidade, que levam em conta respectivamente os coeficientes dos últimos cinco anos para definir os cabeças de chaves dos torneios continentais e os coeficientes dos últimos dez anos e que é utilizado para distribuição de receitas entre os times.
Na primeira destas listagens, o time espanhol figura no topo com 144 mil pontos, enquanto Bayern de Munique e Barcelona ocupam respectivamente a segunda e a terceira posições, ambos com 127 mil pontos, sendo que o time alemão está à frente da equipe espanhola apenas pelo critérios de desempate estabelecidos pela Uefa.
Atlético de Madrid, Juventus, Paris Saint-Germain, Manchester City, Sevilla, Porto e Arsenal completam, nesta ordem, o Top 10 neste ranking cuja pontuação é determinada pelos coeficientes dos últimos cinco anos.
Já na listagem que contabiliza o que ocorreu no período de uma década, o Real lidera com 379 mil pontos, enquanto o Barça é o segundo colocado, com 317 mil. O Bayern, com 297 mil, ocupa o terceiro lugar.
O Atlético de Madrid também figura na quarta posição desta segunda listagem e depois é seguido, em ordem, por Manchester United, Chelsea, Juventus, Porto, Arsenal e Benfica, que são os outros integrantes deste Top 10.
O Real foi confirmado na liderança destes rankings três dias depois de também ter conquistado o tricampeonato consecutivo do Mundial de Clubes da Fifa, assegurado com uma goleada por 4 a 1 sobre o Al Ain, no sábado, em Abu Dabi, nos Emirados Árabes.
Confira os dez primeiros do ranking da Uefa utilizado para definição de cabeças de chave em torneios continentais:
1) Real Madrid, 144.000 pontos
2) Bayern de Munique, 127.000
3) Barcelona, 127.000
4) Atlético de Madrid, 125.000
5) Juventus, 120.000
6) Paris Saint-Germain, 101.000
7) Manchester City, 99.000
8) Sevilla, 99.000
9) Porto, 90.000
10) Arsenal, 86.000
Confira os dez primeiros do ranking da Uefa utilizado para distribuição de receitas:
1) Real Madrid, 379.000 pontos
2) Barcelona, 317.000
3) Bayern de Munique, 297.000
4) Atlético de Madrid, 230.000
5) Manchester United, 220.000
6) Chelsea, 216.000
7) Juventus, 201.000
8) Porto, 195.000
9) Arsenal, 192.000
10) Benfica, 179.000
Fonte: Estadao Conteudo / https://esportes.estadao.com.br/noticias/futebol,tricampeao-da-europa-real-madrid-fecha-ano-na-lideranca-de-rankings-da-uefa,70002657787
Foto: Kai Pfaffenbach/Reuters
Esporte
Quando perder músculo também ameaça o cérebro
Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.
Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.
Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.
Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.
O que a ciência mostra :
Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.
Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.
Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.
Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.
Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?
Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.
Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.
O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.
Por que o músculo influencia a saúde cerebral?
A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.
A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.
Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.
Como enfrentar cientificamente esse problema ?
O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.
O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.
A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.
Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.
Envelhecer bem ,exige preservar força
A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.
Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.
Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.
Saúde não é sorte. É rotina.
Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308 Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.
Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.
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