Mato Grosso
Policiais apreendem 28 explosivos na posse de assaltante em Rondonópolis
Mato Grosso
Da Redação
Vinte e oito bananas de emulsão explosivas foram apreendidas na sexta-feira (30.11), em Rondonópolis (212 km ao Sul) pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) da Polícia Judiciária Civil de Mato Grosso.
Os explosivos estavam na posse de Carlos Eduardo Aquino da Costa Santos, 20 anos, que foi autuado em flagrante por posse, detenção, fabricação ou emprego ilegal de artefato explosivo ou incendiário, além de posse ilegal de arma de fogo de uso permitido. Os crimes estão previstos na Lei 10.826/2003 (Estatuto do Desarmamento).
A apreensão ocorreu após averiguação de denúncia referente ao armazenamento de explosivo em uma casa no bairro no Conjunto São José III. Uma arma usada na prática de crimes foi apreendida no quarto do suspeito e os explosivos estavam dentro guarda-roupa, além de um talão de cheque subtraído de uma das vítimas.
Em checagens, os policiais descobriram que a arma de fogo foi furtada na cidade de Pedra Preta, no dia 02 de novembro de 2017, a qual o suspeito alegou ter comprado de um terceiro.
Contra o suspeito, que tem deficiência em uma das pernas devido a disparos que recebeu durante uma tentativa de homicídio, havia relatos de vítimas e testemunhas da participação dele em roubos, onde elas informavam que um dos assaltantes mancava em uma pernas.
Diante das suspeitas, os policiais averiguaram outras informações desses crimes e imagens de circuito de segurança, identificando Carlos Eduardo no roubo de um escritório de advocacia (06/08/18), roubo em um posto de combustível(22/07/2018), ambos na cidade de Rondonópolis, e dois roubos praticado na lanchonete Subway.
Após lavratura do auto de prisão em flagrante, o suspeito foi encaminhado para a unidade prisional de Rondonópolis
Mato Grosso
Município regulariza medição da qualidade da água após TAC
O Município de Itiquira (a 361 km de Cuiabá) regularizou o monitoramento da potabilidade da água fornecida à população, incluindo a análise de metais pesados e agrotóxicos. A medida atende compromisso firmado com o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), por meio da Promotoria de Justiça de Itiquira, em Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) celebrado em maio deste ano no âmbito da política municipal de saneamento.As amostras foram coletadas em 12 pontos do sistema de abastecimento, sendo 11 locais de captação e a Estação de Tratamento de Água (ETA). Os exames contemplaram todos os parâmetros exigidos pela Portaria GM/MS nº 888/2021, do Ministério da Saúde, e apontaram resultados dentro dos padrões de potabilidade estabelecidos pela legislação.Segundo a Promotoria de Justiça, as análises realizadas anteriormente não incluíam alguns dos agrotóxicos mais utilizados na região e previstos no Anexo 9 da Portaria GM/MS nº 888/2021. Com a regularização do monitoramento, o controle passa a contemplar esses parâmetros.Além dos exames realizados por laboratório contratado pelo município, a Promotoria de Justiça de Itiquira solicitou ao Centro de Apoio Operacional às Execuções (CAEx) do MPMT a realização de uma contraprova. O objetivo é verificar se os resultados obtidos pelo laboratório privado são confirmados por análise independente.Nesta sexta-feira (2), representantes da Prefeitura de Itiquira, do Ministério Público e o professor doutor Domingos Sávio Barbosa, do Laboratório de Química Ambiental da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), reuniram-se para discutir a possibilidade de implantação de um monitoramento contínuo da qualidade da água, por meio de parceria com a instituição de ensino.Para o promotor de Justiça Claudio Angelo Correa Gonzaga, o avanço representa o cumprimento de uma demanda histórica da instituição e um importante passo para a proteção da saúde pública.“Essa é uma demanda antiga do Ministério Público. Houve compromissos firmados anteriormente e repactuados neste ano, mas o monitoramento era realizado de forma intermitente ou incompleta. Agora, o município avança para regularizar definitivamente a situação. Em um estado com uso intenso de agrotóxicos, é fundamental que a população tenha acesso a informações confiáveis sobre a qualidade da água que consome. O desafio é transformar essas análises em uma rotina permanente e fortalecer a transparência, permitindo que cada cidadão também exerça o papel de fiscal”, destacou.Transparência – Conforme previsto no TAC, todos os relatórios das análises ficarão disponíveis para consulta pública no site da Prefeitura de Itiquira. A medida busca garantir transparência e possibilitar o acompanhamento dos resultados pela sociedade. Eventuais reclamações ou inconsistências identificadas nos relatórios poderão ser comunicadas à Promotoria de Justiça de Itiquira por meio da Ouvidoria do Ministério Público de Mato Grosso, inclusive de forma sigilosa.
Foto: Reprodução Instagram.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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