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Na estreia de Dorival Júnior, Flamengo empata com Bahia e cai para o quinto lugar

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Equipe fica no empate por 0 a 0 e perde a chance de assumir a liderança do Brasileiro

 

Da Redação

Na estreia do técnico Dorival Júnior em lugar de Maurício Barbieri, demitido na sexta-feira, o Flamengo desperdiçou a chance de assumir a liderança provisória do Campeonato Brasileiro ao empatar sem gols com o Bahia, nesta noite de sábado, na Arena Fonte Nova, pela 27.ª rodada da competição. O time mostrou abatimento pela eliminação da Copa do Brasil, após derrota para o Corinthians, por 2 a 1, na última quarta-feira.

Se vencesse o time carioca, a equipe se igualaria ao São Paulo em número de pontos (51), mas ficou com 49, caindo para quinto lugar, uma vez que o Grêmio chegou aos 50 pontos ao vencer o Fluminense por 1 a 0. O Bahia soma 30 pontos, em 14.º lugar, e está bem perto da zona de rebaixamento. A Chapecoense, que abre a degola, tem 28 ponts.

O Bahia foi mais presente no primeiro tempo, teve maior volume de jogo, porém, finalizou muito pouco a gol. Até arriscou de longe como num chute forte de Léo que passou perto da trave direita de César, aos 22 minutos, e num chute em curva de Ramires, de apenas 18 anos, que levantou a torcida nas arquibancadas. A bola também foi para fora.

O Flamengo, acuado em seu campo, não conseguia fazer a transição da defesa ao ataque. Dorival Júnior armou um ataque diferente com Vitinho e o garoto Lincoln, de 18 anos, aproveitando as ausências de Henrique Dourado e Uribe. Mas eles não justificaram suas escalações.

Na parte final, dois lances geraram polêmica e reclamações. Aos 39 minutos, Cuellar tentou aliviar na pequena área e a bola tocou na mão direita de Léo Duarte. Houve a reclamação de pênalti, bem como no lance individual de Zé Rafael que entrou na área enfileirando os zagueiros e perdeu o equilíbrio na frente de Réver. A torcida xingou muito o árbitro de ladrão.

Aos cinco minutos do segundo tempo, a torcida tricolor levou um susto quando o goleiro Anderson saltou com Vitinho e deixou a bola escapar entre suas mãos. O atacante flamenguista, desequilibrado, deu um leve toque na bola que seguia em direção ao gol. Mas o zagueiro Lucas Fonseca chegou de carrinho para aliviar.

Era uma demonstração de mudança de atitude do Flamengo, que adiantou sua marcação, ganhou a posse de bola, porém, sem chegar em boas condições de finalização. O Bahia sentiu a pressão e só acordou na parte final.

Aos 32 minutos, na frente da área, Élber fez o giro e soltou a bomba. O goleiro César teve dificuldade até para rebater a bola, que saiu espirrada pela frente. Três minutos depois, Zé Rafael desceu pela esquerda e bateu cruzado para fora, levantando a torcida. Com os times cansados, os técnicos queimaram suas substituições. A última chance de gol saiu aos 48 minutos, quando Renê levantou na pequena área, Willian Arão cabeceou de cima para baixo, mas para fora.

O Bahia agora se concentra no duelo contra o Botafogo, quarta-feira, às 21h45, no Engenhão, pela volta das oitavas de final da Copa Sul-Americana. O time tricolor vai ao Rio de Janeiro defender a vantagem de 2 a 1, conquistada na Arena Fonte Nova. O empate serve para chegar às quartas. Pelo Brasileiro, retorna a campo diante do Grêmio, no próximo sábado, às 21 horas, em Porto Alegre, pela 28.ª rodada. O Flamengo vai reencontrar o Corinthians na arena alvinegra, na sexta-feira, às 21 horas de sexta-feira.

FICHA TÉCNICA

BAHIA 0 X 0 FLAMENGO

BAHIA – Anderson; Bruno (Nino Paraíba), Douglas Grolli, Lucas Fonseca e Léo; Gregore, Ramires (Vinícius), Zé Rafael (Clayton) e Ramires; Élber e Gilberto. Técnico: Enderson Moreira.

FLAMENGO – César; Pará, Léo Duarte, Réver e Trauco (Renê); Cuéllar, Willian Arão, Lucas Paquetá e Éverton Ribeiro; Lincoln (Marlos Moreno) e Vitinho (Berrío). Técnico: Dorival Júnior.

ÁRBITRO – Igor Junio Benevenuto de Oliveira (MG).

CARTÕES AMARELOS – Élber e Douglas Grolli (Bahia).

RENDA – R$ 1.171.225,00.

PÚBLICO – 31.626 pagantes.

LOCAL – Arena Fonte Nova, em Salvador (BA)

 

 

 

 

 

 

Fonte: https://esportes.estadao.com.br/noticias/futebol,na-estreia-de-dorival-junior-flamengo-empata-com-bahia-e-cai-para-o-quinto-lugar,70002525719

Foto: Foto: Staff Imagens/ Flamengo

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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