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Oeste e Ponte Preta empatam sem gols e ampliam jejuns de vitórias na Série B

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Paulistas não saíram do zero em duelo disputado na Arena Barueri

 

Da Redação

O duelo paulista entre Oeste Ponte Preta terminou empatado e sem gols, neste sábado à noite, na Arena Barueri, no fechamento da 27.ª rodada da Série B do Campeonato Brasileiro. Ruim para os dois times, que ampliaram os seus jejuns de vitórias na competição. O Oeste não ganha há quatro jogos, soma 35 pontos e ocupa o 14.º lugar, preocupado com o rebaixamento, enquanto a Ponte não comemora uma vitória há seis rodadas e está com 36 pontos, em décimo lugar e longe da disputa pelo acesso.

O primeiro tempo foi equilibrado, inclusive, nas poucas chances criadas de cada lado. Na verdade, faltou pontaria nos dois times. Aos 11 minutos, Zé Love chutou e o goleiro Ivan encaixou pela Ponte Preta. André Luis respondeu aos 17 minutos, quando recebeu na marca do pênalti e bateu cruzado. Mas para fora, tirando tinta da trave esquerda.

O Oeste tinha mais volume de jogo e voltou a ter chance aos 31 minutos, quando Zé Love finalizou após passe de Marciel. Na sequência, Marcinho não aproveitou o rebote. O veterano Zé Love continua chamando a bola e subiu sozinho aos 37 minutos e cabeceou, porém, para fora. O goleiro Ivan tinha saído errado no lance.

O Oeste tinha mais volume de jogo e voltou a ter chance aos 31 minutos, quando Zé Love finalizou após passe de Marciel. Na sequência, Marcinho não aproveitou o rebote. O veterano Zé Love continua chamando a bola e subiu sozinho aos 37 minutos e cabeceou, porém, para fora. O goleiro Ivan tinha saído errado no lance.

O ritmo caiu no segundo tempo. Até as chances de gols diminuíram. Só mesmo num lance isolado, como aconteceu aos 27 minutos, para mudar o cenário. Da intermediária, Marcinho arriscou o chute e Ivan teve de se esticar para mandar a bola a escanteio. Lance parecido aconteceu aos 35 minutos, num chute de Patrick e que Ivan espalmou.

A Ponte teve sua chance aos 37 minutos, numa cabeçada de Reginaldo que apareceu na área após cruzamento de Danilo Barcelos. A bola passou perto da trave. Ninguém teve pontaria para tirar o zero do placar.

O Oeste volta a campo no próximo sábado, diante do Brasil de Pelotas (RS) no estádio Bento Freitas. A Ponte Preta vai jogar na sexta-feira contra o Goiás, às 19h15, em Goiânia (GO).

FICHA TÉCNICA

OESTE 0 X 0 PONTE PRETA

OESTE – Tadeu; Wallace Bonilha, Patrick, Joilson e Conrado; Lídio, Marciel, Cássio (Léo Ceará) e Mazinho; Marcinho (Pedrinho) e Zé Love. Técnico: Roberto Cavalo.

PONTE PRETA – Ivan; Igor, Renan Fonseca, Reginaldo e Danilo Barcelos; Nathan, Paulinho (João Vitor) e Tiago Real (Matheus Vargas); André Luis, Victor Rangel (Roberto) e Júnior Santos. Técnico: Marcelo Chamusca.

ÁRBITRO – Bruno Arleu de Araujo (RJ).

CARTÕES AMARELOS – Cássio, Patrick, Zé Love, Lídio e Joilson (Oeste). Reginaldo e Matheus Vargas (Ponte Preta).

RENDA – R$ R$ 7.210,00.

PÚBLICO – 886 pagantes.

LOCAL – Arena Barueri, em Barueri (SP).

 

 

 

 

 

 

Fonte: Estadão Conteúdo

Foto: Jefferson Vieira/Oeste FC

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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