Mato Grosso
Jovem é preso acusado de pelo menos sete roubos em Cuiabá
Mato Grosso
Um homem com dois mandados de prisão e autor de pelo menos sete roubos foi preso pela Polícia Civil, em ação da Delegacia Especializada de Repressão a Roubos e Furtos de Veículos Automotores (Derrfva), na sexta-feira (29).
O suspeito, D.D.O.P., 21 anos, foi preso em um lava jato no bairro Lixeira, em Cuiabá.
Dos dois mandados de prisão preventiva em aberto do suspeito, um é referente investigação da Especializada sobre crimes de roubos de veículos, receptação, adulterações de sinais identificadores, associação criminosa, praticados na capital.
Na ocasião, 29 de novembro de 2017, dois dos comparsas de D.D.O.P., I.S. e E.N., foram presos pelos policiais civis da DERRFVA. No entanto, D.D.O.P. conseguiu fugir após efetuar disparos de arma de fogo contra os policiais.
Na aquela diligência, os investigadores apreenderam três veículos entre os bairros Jardim Florianópolis e Três Poderes – um Ford/KA sedan, vermelho, um Citroen Air Cross e um Honda Fit), todos roubados.
No dia 6 de dezembro de 2017, D.D.O.P. foi preso em flagrante pela equipe da Delegacia de Veículos, quando foi reconhecido em vários roubos de veículos. Mesmo assim, foi colocado em liberdade durante audiência de custódia, permanecendo nessa condição até sua audiência judicial, ocasião em que foi requerida sua prisão preventiva pelo Ministério Público, sendo o pedido acatado pelo Juízo da 8ª Vara Criminal da Capital.
O segundo mandado de prisão foi solicitado pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos de Cuiabá (Derf), em investigação de roubo majorado a residência, ocasião em que foi subtraído um veículo Mitsubishi TR4.
Conforme o delegado, Marcelo Martins Torhacs, a equipe da DERRFVA vinha procurando o foragido D.D.O.P., nos endereços fornecidos por ele à Polícia e à Justiça, os quais foram comprovados serem fraudulentos, pois em nenhum deles ele não foi encontrado.
O suspeito somente foi encontrado depois de insistentes buscas com auxílio do Núcleo de Inteligência da DERRFVA. Ele estava em lava jato, no bairro Lixeira, Cuiabá.
A materialidade dos crimes praticados por ele está relacionada em boletins de ocorrências juntados ao inquérito policial.
Mato Grosso
Júri condena trio a mais de 68 anos pela morte de Zampieri
Após três dias de julgamento e a análise de um processo com mais de 55 mil páginas, o Tribunal do Júri da Comarca de Cuiabá condenou três acusados de serem executores e intermediários da morte do advogado Roberto Zampieri. As penas somadas alcançam 68 anos, 9 meses e 30 dias de reclusão. Antônio Gomes da Silva foi condenado a 21 anos, 10 meses e 15 dias de prisão, Hedilerson Fialho Martins Barbosa a 25 anos de reclusão e Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas a 21 anos, 10 meses e 15 dias. A decisão foi proferida às 00h49 da madrugada desta sexta-feira (2), ao término dos debates entre acusação e defesa e da deliberação dos jurados.Atuaram na acusação os promotores de Justiça Samuel Frungilo e Vinícius Gahyva Martins, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), além do assistente de acusação Giovani Santin, vice-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso (OAB-MT).Ao longo de três dias de julgamento, jurados acompanharam depoimentos de testemunhas, interrogatórios dos réus, exposição de provas e sustentações orais das partes.No primeiro dia de julgamento, foram ouvidas seis testemunhas, entre elas os delegados da Polícia Judiciária Civil Nilson André Farias de Oliveira e Edilson Ricardo Pick, responsáveis por etapas da investigação, além do delegado da Polícia Federal Marco Bontempo. Também prestaram depoimento José Marcos Marini, Mariana Costa Pinto e Lucilene Gonçalves da Silva. As oitivas abordaram a dinâmica da execução do crime, o papel atribuído a cada acusado e os elementos reunidos durante a apuração.O segundo dia foi dedicado aos interrogatórios dos réus Antônio Gomes da Silva, Hedilerson Fialho Martins Barbosa e Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas. Já no terceiro dia, acusação e defesa apresentaram seus argumentos finais aos jurados. Durante a réplica, os promotores de Justiça reforçaram provas que, segundo a acusação, demonstraram a participação dos três condenados na execução do homicídio. Entre os elementos destacados esteve o rastreamento da movimentação financeira relacionada ao crime. Conforme sustentado pelo Ministério Público, ficou comprovado o pagamento de R$ 124.250,00 antes da execução e outros R$ 60 mil após o homicídio. Segundo a acusação, os valores tiveram origem nos recursos pagos pelos apontados mandantes do crime.Também foi destacado durante os debates que, ao longo das investigações, surgiram elementos indicando que Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas teria solicitado valores entre R$ 500 mil e R$ 750 mil para que ele e os demais envolvidos não entregassem os mandantes às autoridades.Ao defender a condenação dos acusados, o promotor de Justiça Samuel Frungilo ressaltou a robustez do conjunto probatório reunido ao longo da investigação e da tramitação processual. “Eu tenho 27 anos de Ministério Público. Eu nunca vi um crime de recompensa e homicídio mercenário com tantas provas”, afirmou aos jurados.O promotor de Justiça Vinícius Gahyva Martins destacou o planejamento empregado para a execução do crime e a gravidade da conduta atribuída aos acusados. “Planejaram e esperaram o melhor momento de vulnerabilidade da vítima para poder retirar o seu bem mais precioso, o direito de viver. O maior roubo que alguém pode sofrer é a interrupção do curso da sua existência”, sustentou.Conforme a denúncia do MPMT, Antônio Gomes da Silva foi apontado como o autor dos disparos que mataram Roberto Zampieri. Hedilerson Fialho Martins Barbosa foi acusado de ter participado da execução do plano criminoso, inclusive com o fornecimento da arma utilizada no crime. Já Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas respondeu à acusação de integrar a empreitada criminosa.Ao final do julgamento, o Conselho de Sentença acolheu integralmente a tese sustentada pelo Ministério Público e reconheceu a responsabilidade dos três réus pelo homicídio de Roberto Zampieri. Os jurados condenaram os acusados e reconheceram todas as qualificadoras apresentadas na denúncia: homicídio cometido mediante paga ou promessa de recompensa, com emprego de recurso que dificultou a defesa da vítima e com utilização de arma de fogo de uso restrito.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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