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Colômbia faz 3 a 0, reage na Copa do Mundo e elimina Polônia

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Colombianos se recuperam de derrota na estreia e continuam vivos no Mundial da Rússia

 

Da Redação

Depois de uma decepcionante derrota na estreia, a seleção da Colômbia mostrou força em sua reação na Copa do Mundo da Rússia. Neste domingo, o time de James Rodríguez e Falcao Garcia aplicou 3 a 0 na Polônia, em Kazan, e se manteve viva no Grupo H. A vitória colombiana foi a primeira de uma seleção sul-americana sobre uma europeia neste Mundial e, de quebra, eliminou os poloneses, cabeças de chave do grupo. O resultado deixa a equipe mais perto das oitavas de final.

De volta ao time, o meia James Rodríguez e o zagueiro Mina mostraram serviço. O primeiro deu duas assistências na partida e o ex-jogador do Palmeiras balançou as redes. Falcao Garcia e Cuadrado marcaram os outros gols colombianos. O goleiro Ospina também brilhou ao fazer duas grandes defesas no segundo tempo.

Do outro lado, Lewandowski era a única referência da equipe. Até teve chance para deixar sua marca, mas parou na boa defesa colombiana. Foi a segunda derrota seguida da Polônia, que decepcionou sua torcida em solo russo e não tem mais chances de avançar ao mata-mata. É a primeira seleção europeia a ser eliminada neste Mundial.

Com três pontos, a Colômbia ocupa o terceiro lugar do Grupo H. Está atrás de Japão e Senegal, ambos com quatro pontos. Os japoneses lideram somente por terem menos cartões amarelos, que é um dos últimos critérios de desempate. 

Na rodada final da chave, a Colômbia terá pela frente o Senegal na quinta-feira, às 11 horas (de Brasília), em Samara. Se vencer, o time sul-americano garante vaga nas oitavas de final. Em caso de empate, vai depender do resultado do duelo entre Polônia e Japão, que vão atuar no mesmo dia e horário.

O JOGO

Com James Rodríguez e Mina entre os titulares, a Colômbia entrou em campo neste domingo disposta a não repetir os erros da estreia, quando perdeu um jogador por expulsão e levou um gol de pênalti nos primeiros minutos, contra o Japão. A atenção era a maior preocupação de José Pekerman.

E se tornou ainda mais importante quando a Polônia começou o jogo no ataque, tentando impor pressão. Os europeus apostavam novamente no talento individual de Lewandowski. O brasileiro naturalizado polonês Thiago Cionek ficou de fora após fazer gol contra na estreia. 

Os primeiros minutos de jogo foram de muita correria, lançamentos e marcação alta para os dois lados. Desesperados em busca da vitória, as duas seleções sofriam com a ansiedade. Erros de passe, roubadas de bola, faltas e jogadas mais ríspidas eram constantes. O jogo era truncado. As seguidas falhas cobravam o preço. Os dois times tinham postura franca em busca do gol. Mas não havia chances claras nos dois ataques. 

A partir dos 30 minutos, a Polônia passou a desacelerar o jogo, tentando cadenciar o meio-campo. A Colômbia, contudo, não desistiu da correria. E foi premiada aos 39. Na base da pressão, James Rodríguez apareceu pela direita e fez cruzamento preciso para Mina, sem qualquer marcação quase na pequena área, cabecear para as redes. 

A equipe colombiana voltou para o segundo tempo no mesmo ritmo. Era mais ofensiva e objetiva. Aguardava o time da Polônia em seu campo de defesa e partia nos contra-ataques. Do outro lado, a Polônia seguia sem saber como se aproximar da área colombiana.

Numa das raras chegadas com perigo da Polônia, Mina falhou e Lewandowski apareceu cara a cara com Ospina. Mas o goleiro colombiano salvou, aos 13 minutos. 

A resposta dos colombianos foi fatal. Aos 24, Quintero descolou grande passe para Falcao Garcia, que bateu na saída do goleiro Szczesny. Apenas cinco minutos depois, James Rodríguez obteve outro lindo passe e Cuadrado disparou pelo meio em contra-ataque. Na saída do goleiro polonês, ele anotou o terceiro gol dos sul-americanos. 

Daí para frente, a Colômbia reduziu o ritmo e a Polônia manteve o estilo cadenciado. Mesmo assim, criou duas boas oportunidades. Em ambos os casos, Ospina foi decisivo, garantindo a vitória e o bom placar dos colombianos. 

FICHA TÉCNICA

POLÔNIA 0 x 3 COLÔMBIA

POLÔNIA – Szczesny; Piszczek, Bednarek, Pazdan (Glik); Krychowiak, Goralski, Bereszynski (Teodorczyk), Rybus, Zielinski, Kownacki (Grosicki); Lewandowski. Técnico: Adam Nawalka.

COLÔMBIA – Ospina; Arias, Davinson Sánchez, Mina e Mojica; Barrios, Aguilar (Uribe), Cuadrado, Quintero (Lerma) e James Rodríguez; Falcao García (Bacca). Técnico: José Pekerman.

GOLS – Mina, aos 39 minutos do primeiro tempo. Falcao Garcia, aos 24, e Cuadrado, aos 29 minutos do segundo tempo.

CARTÕES AMARELOS – Bednarek, Goralski.

ÁRBITRO – Cesar Arturo Ramos (Fifa/México).

RENDA – Não disponível.

PÚBLICO – 42.873 pagantes.

LOCAL – Arena Kazan, em Kazan (Rússia).

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fonte: O Estado de S.Paulo

Foto: Saeed Khan/AFP

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Quando perder músculo também ameaça o cérebro

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Durante muito tempo, falar em obesidade significava olhar apenas para o peso e para o IMC. Hoje sabemos que isso é insuficiente.

Duas pessoas com o mesmo peso podem ter condições completamente diferentes. Uma pode apresentar boa massa muscular e força preservada. A outra pode acumular gordura, especialmente abdominal, enquanto perde músculo e capacidade funcional.

Essa combinação é chamada de obesidade sarcopênica.

Ela reúne dois problemas importantes: excesso de gordura corporal e redução da massa ou da força muscular. Além de aumentar o risco de fragilidade, quedas, diabetes e doenças cardiovasculares, novas evidências mostram que essa condição também pode estar associada a maior risco de demência.

O que a ciência mostra :

 

Um grande estudo publicado na revista Clinical Nutrition avaliou dados de centenas de milhares de pessoas e analisou a relação entre composição corporal, força muscular e desenvolvimento de demência.

Os resultados mostraram que tanto a sarcopenia isolada quanto a obesidade sarcopênica estavam associadas a um risco maior de declínio cognitivo. Um dos achados mais relevantes foi a importância da força de preensão manual, medida por dinamometria.

Quanto menor a força e quanto maior sua redução ao longo dos anos ,maior foi o risco observado.

Isso reforça uma mudança importante na forma de avaliar a saúde: Não basta saber quanto peso uma pessoa perdeu. Precisamos saber quanto músculo e quanta força ela conseguiu preservar.

Emagrecer , nem sempre significa melhorar a saúde ?

 

Uma perda de peso mal conduzida pode incluir perda significativa de massa muscular, principalmente em pessoas mais velhas, sedentárias, submetidas a dietas muito restritivas ou a tratamentos sem acompanhamento adequado.

Mesmo com o avanço dos medicamentos para obesidade, o objetivo não deve ser apenas reduzir o número na balança. O tratamento precisa preservar músculo, reduzir gordura visceral, melhorar o metabolismo e manter a autonomia.

O paciente não deve apenas ficar mais leve. Deve ficar mais saudável, mais forte e funcionalmente mais capaz.

Por que o músculo influencia a saúde cerebral?

A relação entre músculo e cérebro é complexa, mas alguns mecanismos ajudam a explicá-la.

A perda muscular pode piorar a resistência à insulina, reduzir o gasto energético, aumentar o sedentarismo e favorecer inflamação crônica. Ao mesmo tempo, fatores como hipertensão, diabetes, apneia do sono e colesterol elevado afetam os vasos sanguíneos que irrigam tanto o coração quanto o cérebro.

Por isso, preservar músculo é muito mais do que uma questão estética. É uma estratégia de proteção metabólica, cardiovascular, funcional e possivelmente cognitiva.

Como enfrentar cientificamente esse problema ?

 

O primeiro passo é avaliar mais do que o peso. Circunferência abdominal, composição corporal, força de preensão, velocidade da marcha, capacidade funcional e exames cardiometabólicos ajudam a identificar riscos que o IMC isolado não mostra.

O treinamento de força deve ocupar posição central. Caminhar é importante, mas pode não ser suficiente para preservar ou recuperar massa muscular. Exercícios resistidos, progressivos e individualizados são fundamentais.

A alimentação também precisa garantir quantidade adequada de proteínas e energia, distribuídas ao longo do dia e ajustadas à idade, função renal, rotina e condição clínica.

Além disso, é essencial tratar fatores que aceleram a perda muscular e o envelhecimento vascular, como sedentarismo, diabetes, hipertensão, alterações do sono, tabagismo e obesidade visceral.

Envelhecer bem ,exige preservar força

A obesidade sarcopênica mostra por que o cuidado não pode ser fragmentado. Peso, metabolismo, coração, músculo e cérebro fazem parte do mesmo sistema.

Entendemos que o acompanhamento precisa ir além da balança. Avaliamos composição corporal, força, risco cardiovascular, alimentação, sono, rotina e capacidade funcional para construir estratégias verdadeiramente individualizadas.

Porque o objetivo não é apenas perder peso. É preservar autonomia, proteger o cérebro, fortalecer o corpo e construir saúde antes que a doença se manifeste.

 

Saúde não é sorte. É rotina.

Dr. Max Wagner de LimaCardiologista — CRM 6194 | RQE 2308
Prevenção cardiovascular, cardiometabolismo e medicina de antecipação.

Maristela Luft — CRN -16431Nutricionista e Mestre em nutrição clínica, composição corporal e cuidado cardiometabólico.



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