Mato Grosso
Mulher é presa por extorsão após pedir resgate por motocicleta furtada
Mato Grosso
Da Redação
A Delegacia Especializada de Repressão a Roubos e Furtos de Veículos (DERRFVA) prendeu em flagrante, no sábado (23.06), uma mulher que estava exigindo dinheiro da vítima para resgate de uma motocicleta furtada. Adriana Gomes da Silva, 36, foi autuada em flagrante pelos crimes de extorsão, receptação, e adulteração de sinal de veículo automotor.
Os policiais da DERRFVA foram acionados para atender uma vítima que relatou estar recebendo ligações de uma mulher, a qual pedia R$ 550 para devolver a sua motocicleta furtada. O veículo foi subtraído no dia 13 de junho, em frente a empresa em que a vítima trabalha no bairro São Mateus, em Cuiabá.
A suspeita marcou um encontro com a vítima, na região central de Várzea Grande, para receber o valor do resgate e a devolução da motocicleta. Em diligências, próximo ao ponto combinado, os policiais da DERRFVA conseguiram identificar a mulher no momento em que ela se aproximou da vítima.
No momento da abordagem policial, a acusada estava com as chaves da motocicleta da vítima no bolso e com o aparelho celular, do qual fazia as ligações para pedido de resgate. Questionada sobre o veículo furtado, ela informou que estava em uma praça próximo de onde estavam. A motocicleta foi encontrada no local indicado pela suspeita e estava sem as placas de identificação.
A suspeita foi conduzida a DERRFVA, onde após ser interrogada pelo delegado Marcelo Martins Torhacs, foi lavrado o flagrante. “O veículo apreendido em poder da suspeita era furtado e estava com as placas suprimidas, caracterizando os crimes de receptação e adulteração de sinal de veículo automotor, além de serem encontradas no telefone da suspeita mensagens de WhatsApp, exigindo o dinheiro da vítima, sendo a extorsão um crime grave, análogo ao crime de roubo”, explicou o delegado.
Mato Grosso
Júri condena trio a mais de 68 anos pela morte de Zampieri
Após três dias de julgamento e a análise de um processo com mais de 55 mil páginas, o Tribunal do Júri da Comarca de Cuiabá condenou três acusados de serem executores e intermediários da morte do advogado Roberto Zampieri. As penas somadas alcançam 68 anos, 9 meses e 30 dias de reclusão. Antônio Gomes da Silva foi condenado a 21 anos, 10 meses e 15 dias de prisão, Hedilerson Fialho Martins Barbosa a 25 anos de reclusão e Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas a 21 anos, 10 meses e 15 dias. A decisão foi proferida às 00h49 da madrugada desta sexta-feira (2), ao término dos debates entre acusação e defesa e da deliberação dos jurados.Atuaram na acusação os promotores de Justiça Samuel Frungilo e Vinícius Gahyva Martins, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), além do assistente de acusação Giovani Santin, vice-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso (OAB-MT).Ao longo de três dias de julgamento, jurados acompanharam depoimentos de testemunhas, interrogatórios dos réus, exposição de provas e sustentações orais das partes.No primeiro dia de julgamento, foram ouvidas seis testemunhas, entre elas os delegados da Polícia Judiciária Civil Nilson André Farias de Oliveira e Edilson Ricardo Pick, responsáveis por etapas da investigação, além do delegado da Polícia Federal Marco Bontempo. Também prestaram depoimento José Marcos Marini, Mariana Costa Pinto e Lucilene Gonçalves da Silva. As oitivas abordaram a dinâmica da execução do crime, o papel atribuído a cada acusado e os elementos reunidos durante a apuração.O segundo dia foi dedicado aos interrogatórios dos réus Antônio Gomes da Silva, Hedilerson Fialho Martins Barbosa e Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas. Já no terceiro dia, acusação e defesa apresentaram seus argumentos finais aos jurados. Durante a réplica, os promotores de Justiça reforçaram provas que, segundo a acusação, demonstraram a participação dos três condenados na execução do homicídio. Entre os elementos destacados esteve o rastreamento da movimentação financeira relacionada ao crime. Conforme sustentado pelo Ministério Público, ficou comprovado o pagamento de R$ 124.250,00 antes da execução e outros R$ 60 mil após o homicídio. Segundo a acusação, os valores tiveram origem nos recursos pagos pelos apontados mandantes do crime.Também foi destacado durante os debates que, ao longo das investigações, surgiram elementos indicando que Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas teria solicitado valores entre R$ 500 mil e R$ 750 mil para que ele e os demais envolvidos não entregassem os mandantes às autoridades.Ao defender a condenação dos acusados, o promotor de Justiça Samuel Frungilo ressaltou a robustez do conjunto probatório reunido ao longo da investigação e da tramitação processual. “Eu tenho 27 anos de Ministério Público. Eu nunca vi um crime de recompensa e homicídio mercenário com tantas provas”, afirmou aos jurados.O promotor de Justiça Vinícius Gahyva Martins destacou o planejamento empregado para a execução do crime e a gravidade da conduta atribuída aos acusados. “Planejaram e esperaram o melhor momento de vulnerabilidade da vítima para poder retirar o seu bem mais precioso, o direito de viver. O maior roubo que alguém pode sofrer é a interrupção do curso da sua existência”, sustentou.Conforme a denúncia do MPMT, Antônio Gomes da Silva foi apontado como o autor dos disparos que mataram Roberto Zampieri. Hedilerson Fialho Martins Barbosa foi acusado de ter participado da execução do plano criminoso, inclusive com o fornecimento da arma utilizada no crime. Já Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas respondeu à acusação de integrar a empreitada criminosa.Ao final do julgamento, o Conselho de Sentença acolheu integralmente a tese sustentada pelo Ministério Público e reconheceu a responsabilidade dos três réus pelo homicídio de Roberto Zampieri. Os jurados condenaram os acusados e reconheceram todas as qualificadoras apresentadas na denúncia: homicídio cometido mediante paga ou promessa de recompensa, com emprego de recurso que dificultou a defesa da vítima e com utilização de arma de fogo de uso restrito.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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