Mato Grosso
Polícia Civil prende suspeito, recupera caminhão e carga roubada em Rondonópolis
Mato Grosso
Da Redação
O integrante de uma quadrilha que atuava no roubo de carretas foi preso em flagrante, pela Polícia Judiciária Civil, na terça-feira (24.04), durante investigações da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Rondonópolis (212 km ao Sul). A ação resultou na prisão de Gilvan França da Silva, 36, além da recuperação de uma carreta roubada e de uma carga de 54 toneladas de soja.
O trabalho faz parte de investigações da Derf-Rondonópolis sobre uma série de roubos de cargas, todos com o mesmo modo de ação, em que o motorista é abordado por homens armados e depois é colocado em outro veículo para ser levado para cativeiro. Na ação criminosa, o caminhão roubado segue para até algum posto da cidade e lá é engatado em um novo caminhão trator, e os reboques como não possuem rastreadores, seguem para serem descarregados.
As diligências iniciaram
quando a equipe da Derf-Rondonópolis foi acionada de um roubo de um caminhão, ocorrido na noite de segunda-feira (23), no distrito de Boa Vista. Segundo as informações, o motorista do veículo foi abordado por dois homens armados que o obrigaram a entrar em uma caminhonete e o mantiveram em cárcere privado, em meio ao matagal na Rodovia MT 270, até o início da manhã de terça-feira (24).
Imediatamente após o registro da ocorrência, os investigadores deram início as diligências, quando receberam informações de que o caminhão trator da vítima foi abandonado no Km 90, da BR 163, porém estava sem os reboques. Os policiais continuaram diligenciando na região, até o momento em que avistaram um caminhão trator rebocando os reboques roubados.
Ao realizaram a abordagem do veículo suspeito, o condutor empreendeu fuga e entrou na mata, porém foi alcançado pelos policiais. Questionado, o suspeito confessou o envolvimento no roubo e revelou o local em que descarregou a carga de soja, em um armazém as margens da BR 364. No interior do caminhão trator conduzido pelo suspeito, os policiais apreenderam as chaves de uma caminhonete Toyota Hilux, de propriedade do investigado, e que foi utilizada para levar a vítima para o cativeiro.
A caminhonete foi localizada no pátio de um posto de combustível e dentro dela foram encontrados vários pertences da vítima. Diante da situação, o suspeito foi conduzido a Derf-Rondonópolis, onde foi autuado em flagrante pelos crimes de roubo e associação criminosa.
Segundo as investigações da Derf, Gilvan era quem planejava os roubos e também era responsável por conduzir as vítimas para cativeiro em sua própria caminhonete, além de utilizar o caminhão trator de sua propriedade para levar as carretas para descarga.
Mato Grosso
Júri condena trio a mais de 68 anos pela morte de Zampieri
Após três dias de julgamento e a análise de um processo com mais de 55 mil páginas, o Tribunal do Júri da Comarca de Cuiabá condenou três acusados de serem executores e intermediários da morte do advogado Roberto Zampieri. As penas somadas alcançam 68 anos, 9 meses e 30 dias de reclusão. Antônio Gomes da Silva foi condenado a 21 anos, 10 meses e 15 dias de prisão, Hedilerson Fialho Martins Barbosa a 25 anos de reclusão e Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas a 21 anos, 10 meses e 15 dias. A decisão foi proferida às 00h49 da madrugada desta sexta-feira (2), ao término dos debates entre acusação e defesa e da deliberação dos jurados.Atuaram na acusação os promotores de Justiça Samuel Frungilo e Vinícius Gahyva Martins, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), além do assistente de acusação Giovani Santin, vice-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso (OAB-MT).Ao longo de três dias de julgamento, jurados acompanharam depoimentos de testemunhas, interrogatórios dos réus, exposição de provas e sustentações orais das partes.No primeiro dia de julgamento, foram ouvidas seis testemunhas, entre elas os delegados da Polícia Judiciária Civil Nilson André Farias de Oliveira e Edilson Ricardo Pick, responsáveis por etapas da investigação, além do delegado da Polícia Federal Marco Bontempo. Também prestaram depoimento José Marcos Marini, Mariana Costa Pinto e Lucilene Gonçalves da Silva. As oitivas abordaram a dinâmica da execução do crime, o papel atribuído a cada acusado e os elementos reunidos durante a apuração.O segundo dia foi dedicado aos interrogatórios dos réus Antônio Gomes da Silva, Hedilerson Fialho Martins Barbosa e Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas. Já no terceiro dia, acusação e defesa apresentaram seus argumentos finais aos jurados. Durante a réplica, os promotores de Justiça reforçaram provas que, segundo a acusação, demonstraram a participação dos três condenados na execução do homicídio. Entre os elementos destacados esteve o rastreamento da movimentação financeira relacionada ao crime. Conforme sustentado pelo Ministério Público, ficou comprovado o pagamento de R$ 124.250,00 antes da execução e outros R$ 60 mil após o homicídio. Segundo a acusação, os valores tiveram origem nos recursos pagos pelos apontados mandantes do crime.Também foi destacado durante os debates que, ao longo das investigações, surgiram elementos indicando que Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas teria solicitado valores entre R$ 500 mil e R$ 750 mil para que ele e os demais envolvidos não entregassem os mandantes às autoridades.Ao defender a condenação dos acusados, o promotor de Justiça Samuel Frungilo ressaltou a robustez do conjunto probatório reunido ao longo da investigação e da tramitação processual. “Eu tenho 27 anos de Ministério Público. Eu nunca vi um crime de recompensa e homicídio mercenário com tantas provas”, afirmou aos jurados.O promotor de Justiça Vinícius Gahyva Martins destacou o planejamento empregado para a execução do crime e a gravidade da conduta atribuída aos acusados. “Planejaram e esperaram o melhor momento de vulnerabilidade da vítima para poder retirar o seu bem mais precioso, o direito de viver. O maior roubo que alguém pode sofrer é a interrupção do curso da sua existência”, sustentou.Conforme a denúncia do MPMT, Antônio Gomes da Silva foi apontado como o autor dos disparos que mataram Roberto Zampieri. Hedilerson Fialho Martins Barbosa foi acusado de ter participado da execução do plano criminoso, inclusive com o fornecimento da arma utilizada no crime. Já Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas respondeu à acusação de integrar a empreitada criminosa.Ao final do julgamento, o Conselho de Sentença acolheu integralmente a tese sustentada pelo Ministério Público e reconheceu a responsabilidade dos três réus pelo homicídio de Roberto Zampieri. Os jurados condenaram os acusados e reconheceram todas as qualificadoras apresentadas na denúncia: homicídio cometido mediante paga ou promessa de recompensa, com emprego de recurso que dificultou a defesa da vítima e com utilização de arma de fogo de uso restrito.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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