Mato Grosso
Agentes evitam entrada de celulares em unidade prisional
Mato Grosso
Da Redação
Agentes penitenciários da Penitenciária Dr. Osvaldo Florentino Ferreira, em Sinop, impediram nesta terça-feira (17.04) a entrada de 17 celulares, cinco chips e carregadores no local. Os materiais foram apreendidos após os agentes observarem há dias o comportamento suspeito de um dos reeducandos que trabalha internamente no recolhimento e retirada do lixo para a área externa da unidade.
Depois de constatada a suspeita, o recuperando passou a ser monitorado e no momento em que ele foi jogar o lixo na área destinada nesta terça-feira, o agente que estava de vigilância na torre viu o interno resgatando um pacote com os materiais ilícitos.
Conforme o diretor da unidade, João Batista Borba, os materiais seriam entregues a alguns presos da unidade. “Assim que o interno voltou da atividade ele foi abordado e os tambores de lixo revistados, quando então encontramos o material”, explica o diretor.
O reeducando foi conduzido para a Delegacia da Polícia Civil para registro da ocorrência. Um procedimento administrativo disciplinar será aberto pela unidade para apurar a responsabilidade do preso.
CRC
Hoje também foi evitada a entrada de cerca de 200 g de maconha no Centro de Ressocialização de Cuiabá (CRC). A mulher A. B. R., 22 anos, aparentou nervosismo durante o procedimento de revista aos visitantes e foi levada para uma unidade de saúde. Lá foi constatada a presença da droga que foi introduzida nas suas partes intimas. A mulher foi encaminhada para registro da ocorrência à Delegacia de Repressão a Entorpecentes da Polícia Civil.
Mato Grosso
Município regulariza medição da qualidade da água após TAC
O Município de Itiquira (a 361 km de Cuiabá) regularizou o monitoramento da potabilidade da água fornecida à população, incluindo a análise de metais pesados e agrotóxicos. A medida atende compromisso firmado com o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), por meio da Promotoria de Justiça de Itiquira, em Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) celebrado em maio deste ano no âmbito da política municipal de saneamento.As amostras foram coletadas em 12 pontos do sistema de abastecimento, sendo 11 locais de captação e a Estação de Tratamento de Água (ETA). Os exames contemplaram todos os parâmetros exigidos pela Portaria GM/MS nº 888/2021, do Ministério da Saúde, e apontaram resultados dentro dos padrões de potabilidade estabelecidos pela legislação.Segundo a Promotoria de Justiça, as análises realizadas anteriormente não incluíam alguns dos agrotóxicos mais utilizados na região e previstos no Anexo 9 da Portaria GM/MS nº 888/2021. Com a regularização do monitoramento, o controle passa a contemplar esses parâmetros.Além dos exames realizados por laboratório contratado pelo município, a Promotoria de Justiça de Itiquira solicitou ao Centro de Apoio Operacional às Execuções (CAEx) do MPMT a realização de uma contraprova. O objetivo é verificar se os resultados obtidos pelo laboratório privado são confirmados por análise independente.Nesta sexta-feira (2), representantes da Prefeitura de Itiquira, do Ministério Público e o professor doutor Domingos Sávio Barbosa, do Laboratório de Química Ambiental da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), reuniram-se para discutir a possibilidade de implantação de um monitoramento contínuo da qualidade da água, por meio de parceria com a instituição de ensino.Para o promotor de Justiça Claudio Angelo Correa Gonzaga, o avanço representa o cumprimento de uma demanda histórica da instituição e um importante passo para a proteção da saúde pública.“Essa é uma demanda antiga do Ministério Público. Houve compromissos firmados anteriormente e repactuados neste ano, mas o monitoramento era realizado de forma intermitente ou incompleta. Agora, o município avança para regularizar definitivamente a situação. Em um estado com uso intenso de agrotóxicos, é fundamental que a população tenha acesso a informações confiáveis sobre a qualidade da água que consome. O desafio é transformar essas análises em uma rotina permanente e fortalecer a transparência, permitindo que cada cidadão também exerça o papel de fiscal”, destacou.Transparência – Conforme previsto no TAC, todos os relatórios das análises ficarão disponíveis para consulta pública no site da Prefeitura de Itiquira. A medida busca garantir transparência e possibilitar o acompanhamento dos resultados pela sociedade. Eventuais reclamações ou inconsistências identificadas nos relatórios poderão ser comunicadas à Promotoria de Justiça de Itiquira por meio da Ouvidoria do Ministério Público de Mato Grosso, inclusive de forma sigilosa.
Foto: Reprodução Instagram.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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