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PM recupera seis veículos em menos de 12 horas

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Mato Grosso

Da Redação

 

Em menos de 12h de trabalho a Polícia Militar localizou seis veículos que tinham sido roubados em diferentes situações. Quatro deles em Várzea Grande, sendo um Fox branco, um Fiat Strada cinza, um Uno Mille azul e uma Hilux prata. Em Cuiabá uma caminhonete Ford Ranger branca e, em Cáceres, uma moto Honda Pop vermelha. São ações que refletem a presença da polícia nas ruas.

De uma só vez policiais do Bravo encontraram dois veículos no estacionamento do mercado Himitsu, em Várzea Grande, um Fox branco e o Strada cinza, por volta das 18h30 de quinta-feira (12.04). O suspeito Alisson Alves de Araújo, 21 anos, correu e pulou o muro, mas foi detido. Ele estava com a chave de um dos veículos, mas policiais da Força Tática apresentaram a chave de outro veículo que um segundo suspeito deixou cair e fugiu.

Também por volta das 18h30 policiais do 25º Batalhão localizaram a caminhoneta Hilux prata no Bairro Parque do Lago, já com a placa trocada. O veículo estava em uma kitnet da Rua Morada Nova, conforme denunciado. O suspeito G. M. F. seria um morador da quitinete, mas não estava no local. Em seu quarto foi localizado a placa original da Hilux e o RG do suspeito.

A vítima foi até o local e informou que no dia 10 deste mês deixou o veículo em um lava jato no bairro Costa Verde de onde três indivíduos armados levaram a caminhonete, segundo o proprietário do estabelecimento.

Uma hora depois, às 19h30, a Força Tática em patrulhamento foi informada via Ciosp de que um Fiat Uno azul tinha sido roubado e que a proprietária estava acompanhando o veículo pelo bairro Vitória Régia, em Várzea Grande. O suspeito, que não foi identificado, abandonou o veículo e entrou por um terreno abandonado, antes da chegada da polícia.

Em Cáceres, por volta das 9h de quinta-feira (12.04), os policiais militares do 6º Batalhão localizaram com a ajuda de um estudante no pátio da Unemat, no Bairro Cavalhada, uma motocicleta Honda Pop vermelha de Nova Lacerda/MT sem o lacre na placa. Ao checar, constatou-se que se tratava de roubo e a mesma foi encaminhada para o CISC para medidas legais. O suspeito não foi identificado.

Em Cuiabá, a Companhia de Polícia do Moinho foi acionada para atender uma ocorrência no Bairro Jardim Imperial I, nesta sexta-feira (13.04). A vítima estava saindo de casa quando dois indivíduos armados o abordaram na porta da residência, entraram e levaram uma camionete Ford Ranger  branca, uma TV e um motor de popa. Um veículo Gol de cor prata teria dado apoio no crime.

Pelo sistema de rastreamento da Ranger a equipe policial foi até a ponte de ferro, onde indicava que o veículo estaria e o localizou. Porém, os suspeitos já haviam fugido levando os demais pertences. Buscas foram realizadas com apoio de outras equipes da polícia, entre elas a Rotam, mas os suspeitos não foram localizados. A vítima se deslocou com um caminhão de guincho para transportar a Ranger, pois não possui chave reserva.

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Júri condena trio a mais de 68 anos pela morte de Zampieri

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Após três dias de julgamento e a análise de um processo com mais de 55 mil páginas, o Tribunal do Júri da Comarca de Cuiabá condenou três acusados de serem executores e intermediários da morte do advogado Roberto Zampieri. As penas somadas alcançam 68 anos, 9 meses e 30 dias de reclusão. Antônio Gomes da Silva foi condenado a 21 anos, 10 meses e 15 dias de prisão, Hedilerson Fialho Martins Barbosa a 25 anos de reclusão e Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas a 21 anos, 10 meses e 15 dias. A decisão foi proferida às 00h49 da madrugada desta sexta-feira (2), ao término dos debates entre acusação e defesa e da deliberação dos jurados.Atuaram na acusação os promotores de Justiça Samuel Frungilo e Vinícius Gahyva Martins, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), além do assistente de acusação Giovani Santin, vice-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso (OAB-MT).Ao longo de três dias de julgamento, jurados acompanharam depoimentos de testemunhas, interrogatórios dos réus, exposição de provas e sustentações orais das partes.No primeiro dia de julgamento, foram ouvidas seis testemunhas, entre elas os delegados da Polícia Judiciária Civil Nilson André Farias de Oliveira e Edilson Ricardo Pick, responsáveis por etapas da investigação, além do delegado da Polícia Federal Marco Bontempo. Também prestaram depoimento José Marcos Marini, Mariana Costa Pinto e Lucilene Gonçalves da Silva. As oitivas abordaram a dinâmica da execução do crime, o papel atribuído a cada acusado e os elementos reunidos durante a apuração.O segundo dia foi dedicado aos interrogatórios dos réus Antônio Gomes da Silva, Hedilerson Fialho Martins Barbosa e Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas. Já no terceiro dia, acusação e defesa apresentaram seus argumentos finais aos jurados. Durante a réplica, os promotores de Justiça reforçaram provas que, segundo a acusação, demonstraram a participação dos três condenados na execução do homicídio. Entre os elementos destacados esteve o rastreamento da movimentação financeira relacionada ao crime. Conforme sustentado pelo Ministério Público, ficou comprovado o pagamento de R$ 124.250,00 antes da execução e outros R$ 60 mil após o homicídio. Segundo a acusação, os valores tiveram origem nos recursos pagos pelos apontados mandantes do crime.Também foi destacado durante os debates que, ao longo das investigações, surgiram elementos indicando que Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas teria solicitado valores entre R$ 500 mil e R$ 750 mil para que ele e os demais envolvidos não entregassem os mandantes às autoridades.Ao defender a condenação dos acusados, o promotor de Justiça Samuel Frungilo ressaltou a robustez do conjunto probatório reunido ao longo da investigação e da tramitação processual. “Eu tenho 27 anos de Ministério Público. Eu nunca vi um crime de recompensa e homicídio mercenário com tantas provas”, afirmou aos jurados.O promotor de Justiça Vinícius Gahyva Martins destacou o planejamento empregado para a execução do crime e a gravidade da conduta atribuída aos acusados. “Planejaram e esperaram o melhor momento de vulnerabilidade da vítima para poder retirar o seu bem mais precioso, o direito de viver. O maior roubo que alguém pode sofrer é a interrupção do curso da sua existência”, sustentou.Conforme a denúncia do MPMT, Antônio Gomes da Silva foi apontado como o autor dos disparos que mataram Roberto Zampieri. Hedilerson Fialho Martins Barbosa foi acusado de ter participado da execução do plano criminoso, inclusive com o fornecimento da arma utilizada no crime. Já Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas respondeu à acusação de integrar a empreitada criminosa.Ao final do julgamento, o Conselho de Sentença acolheu integralmente a tese sustentada pelo Ministério Público e reconheceu a responsabilidade dos três réus pelo homicídio de Roberto Zampieri. Os jurados condenaram os acusados e reconheceram todas as qualificadoras apresentadas na denúncia: homicídio cometido mediante paga ou promessa de recompensa, com emprego de recurso que dificultou a defesa da vítima e com utilização de arma de fogo de uso restrito.

Fonte: Ministério Público MT – MT



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