Mato Grosso

Cinco foram detidos por mandados em aberto, quatro deles no mesmo bairro

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Quatro indivíduos foram localizados no bairro Jardim São Paulo, em Mirassol D’Oeste. O outro foi em Cáceres, na rodoviária

 

Da Redação

 

Mais dois indivíduos com mandados de prisão em aberto foram detidos em Mirassol do Oeste, totalizando quadro num só dia, na segunda-feira (02.04) e em um único bairro da cidade, o Jardim São Paulo. Eles foram localizados pelos policiais da 1ª Cia de Polícia Militar de Mirassol D’Oeste e encaminhados para a Delegacia de Polícia da cidade.

L.C.R., 43 anos e  E.O.G., 44, estavam na rua 03, na praça do Jardim São Paulo quando foram avistados pela equipe que realizou a abordagem e constatou, via Ciosp Web, o mandado de prisão em aberto, ambos por tentativa de homicídio. Eles não estavam juntos, a prisão ocorreu em horários distintos.

No ano passado, E.O.G. foi detido por mandato de prisão em aberto diferente do atual. Na época, correspondia a prisão preventiva.

Pouco antes, também pelo decorrer da Rua 03, policiais da mesma Cia, prenderam A.A.F., 63 anos, que responde por três estupros e um homicídio.

E pela rua 02, do referido bairro, em direção ao posto de saúde, o suspeito W.S. F., de 22 anos, que estava com prisão decretada por furto praticado em 2015, na sede da unidade do Detran de Mirassol.

Força Tática 

Ainda na segunda-feira (02.04), a Força Tática do 6º Batalhão de Policia Militar prendeu outro individuo com manado de prisão em aberto. Desta vez, na Rodoviária José Palmiro, no bairro Jardim União, em Cáceres.

J. M. G. B., 54 anos, demonstrou certa agitação quando percebeu a presença dos policiais que faziam o patrulhamento. Com ele nada foi encontrado de ilícito, mas ao checar via Ciosp a situação do mesmo, averiguou-se o mandado em aberto pelo artigo 121 do Código Penal (homicídio).

 

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Júri condena trio a mais de 68 anos pela morte de Zampieri

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Após três dias de julgamento e a análise de um processo com mais de 55 mil páginas, o Tribunal do Júri da Comarca de Cuiabá condenou três acusados de serem executores e intermediários da morte do advogado Roberto Zampieri. As penas somadas alcançam 68 anos, 9 meses e 30 dias de reclusão. Antônio Gomes da Silva foi condenado a 21 anos, 10 meses e 15 dias de prisão, Hedilerson Fialho Martins Barbosa a 25 anos de reclusão e Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas a 21 anos, 10 meses e 15 dias. A decisão foi proferida às 00h49 da madrugada desta sexta-feira (2), ao término dos debates entre acusação e defesa e da deliberação dos jurados.Atuaram na acusação os promotores de Justiça Samuel Frungilo e Vinícius Gahyva Martins, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), além do assistente de acusação Giovani Santin, vice-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso (OAB-MT).Ao longo de três dias de julgamento, jurados acompanharam depoimentos de testemunhas, interrogatórios dos réus, exposição de provas e sustentações orais das partes.No primeiro dia de julgamento, foram ouvidas seis testemunhas, entre elas os delegados da Polícia Judiciária Civil Nilson André Farias de Oliveira e Edilson Ricardo Pick, responsáveis por etapas da investigação, além do delegado da Polícia Federal Marco Bontempo. Também prestaram depoimento José Marcos Marini, Mariana Costa Pinto e Lucilene Gonçalves da Silva. As oitivas abordaram a dinâmica da execução do crime, o papel atribuído a cada acusado e os elementos reunidos durante a apuração.O segundo dia foi dedicado aos interrogatórios dos réus Antônio Gomes da Silva, Hedilerson Fialho Martins Barbosa e Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas. Já no terceiro dia, acusação e defesa apresentaram seus argumentos finais aos jurados. Durante a réplica, os promotores de Justiça reforçaram provas que, segundo a acusação, demonstraram a participação dos três condenados na execução do homicídio. Entre os elementos destacados esteve o rastreamento da movimentação financeira relacionada ao crime. Conforme sustentado pelo Ministério Público, ficou comprovado o pagamento de R$ 124.250,00 antes da execução e outros R$ 60 mil após o homicídio. Segundo a acusação, os valores tiveram origem nos recursos pagos pelos apontados mandantes do crime.Também foi destacado durante os debates que, ao longo das investigações, surgiram elementos indicando que Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas teria solicitado valores entre R$ 500 mil e R$ 750 mil para que ele e os demais envolvidos não entregassem os mandantes às autoridades.Ao defender a condenação dos acusados, o promotor de Justiça Samuel Frungilo ressaltou a robustez do conjunto probatório reunido ao longo da investigação e da tramitação processual. “Eu tenho 27 anos de Ministério Público. Eu nunca vi um crime de recompensa e homicídio mercenário com tantas provas”, afirmou aos jurados.O promotor de Justiça Vinícius Gahyva Martins destacou o planejamento empregado para a execução do crime e a gravidade da conduta atribuída aos acusados. “Planejaram e esperaram o melhor momento de vulnerabilidade da vítima para poder retirar o seu bem mais precioso, o direito de viver. O maior roubo que alguém pode sofrer é a interrupção do curso da sua existência”, sustentou.Conforme a denúncia do MPMT, Antônio Gomes da Silva foi apontado como o autor dos disparos que mataram Roberto Zampieri. Hedilerson Fialho Martins Barbosa foi acusado de ter participado da execução do plano criminoso, inclusive com o fornecimento da arma utilizada no crime. Já Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas respondeu à acusação de integrar a empreitada criminosa.Ao final do julgamento, o Conselho de Sentença acolheu integralmente a tese sustentada pelo Ministério Público e reconheceu a responsabilidade dos três réus pelo homicídio de Roberto Zampieri. Os jurados condenaram os acusados e reconheceram todas as qualificadoras apresentadas na denúncia: homicídio cometido mediante paga ou promessa de recompensa, com emprego de recurso que dificultou a defesa da vítima e com utilização de arma de fogo de uso restrito.

Fonte: Ministério Público MT – MT



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