Mato Grosso

Quatro traficantes são presos com pasta base de cocaína trazida da Bolívia

Publicado em

Mato Grosso

Da Redação

 

Quatro jovens envolvidos com tráfico de drogas, entre eles um menor de idade, foram presos em flagrante em uma ação conjunta das Forças de Segurança, realizada na quinta-feira (29.03), em Porto Esperidião (326 km a Oeste). Os suspeitos foram flagrados transportando drogas adquiridas na Bolívia.

O trabalho da Delegacia de Repressão a Entorpecentes (DRE), Delegacia Especial de Fronteira (Defron), Agência Regional de Inteligência  (ARI) do 6º Comando Regional de Cáceres (228 km a Oeste), e Grupo Especial de Segurança Pública (Gefron) resultou na apreensão de dois quilos de pasta base de cocaína e de duas motocicletas.

Os acusados, Lucas da Cruz Santana, 23, Daniel de Faria dos Santos, 19, Mateus de Souza, 18, foram autuados em flagrante pelos crimes de tráfico de drogas e associação para o tráfico. O adolescente, J.M.S., 17, é irmão de Daniel e foi autuado pelo ato infracional análogo aos mesmos crimes.

A ação teve inicio após levantamentos e troca de informações entre as instituições sobre a atuação de traficantes na localidade conhecida como “Laranjal”, zona rural de Porto Esperidião. Durante monitoramento da região, as equipes policiais visualizaram duas motocicletas ocupadas pelos suspeitos.

Na abordagem aos investigados, foi realizada a revista pessoal, sendo um deles flagrado com uma mochila com dois quilos de pasta base de cocaína. Os ocupantes da outra motocicleta seguiam à frente como ‘batedores’, com objetivo de avistar possíveis policiais na estrada.

Questionados, os suspeitos disseram que compraram a droga na cidade de San Mathias, na Bolívia, pelo valor de R$ 13 mil e que a droga teria como destino a cidade de Mirassol D’Oeste. Diante da situação, as duas motocicletas Honda Titan foram apreendidas e os acusados conduzidos a Defron. Após serem interrogados pela delegada Cinthia Gomes da Rocha Cupido foi lavrado o flagrante.

O delegado titular da DRE, Vitor Chab Domingues, e o delegado, Marcelo Miranda Muniz, destacaram a importância da integração entre as unidades na repressão ao tráfico de entorpecentes. “A DRE tem como foco atuar sempre junto as demais forças de segurança o tráfico de drogas, seja o doméstico ou interestadual”, destacou Vitor Chab.

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Júri condena trio a mais de 68 anos pela morte de Zampieri

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Após três dias de julgamento e a análise de um processo com mais de 55 mil páginas, o Tribunal do Júri da Comarca de Cuiabá condenou três acusados de serem executores e intermediários da morte do advogado Roberto Zampieri. As penas somadas alcançam 68 anos, 9 meses e 30 dias de reclusão. Antônio Gomes da Silva foi condenado a 21 anos, 10 meses e 15 dias de prisão, Hedilerson Fialho Martins Barbosa a 25 anos de reclusão e Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas a 21 anos, 10 meses e 15 dias. A decisão foi proferida às 00h49 da madrugada desta sexta-feira (2), ao término dos debates entre acusação e defesa e da deliberação dos jurados.Atuaram na acusação os promotores de Justiça Samuel Frungilo e Vinícius Gahyva Martins, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), além do assistente de acusação Giovani Santin, vice-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil – Seccional Mato Grosso (OAB-MT).Ao longo de três dias de julgamento, jurados acompanharam depoimentos de testemunhas, interrogatórios dos réus, exposição de provas e sustentações orais das partes.No primeiro dia de julgamento, foram ouvidas seis testemunhas, entre elas os delegados da Polícia Judiciária Civil Nilson André Farias de Oliveira e Edilson Ricardo Pick, responsáveis por etapas da investigação, além do delegado da Polícia Federal Marco Bontempo. Também prestaram depoimento José Marcos Marini, Mariana Costa Pinto e Lucilene Gonçalves da Silva. As oitivas abordaram a dinâmica da execução do crime, o papel atribuído a cada acusado e os elementos reunidos durante a apuração.O segundo dia foi dedicado aos interrogatórios dos réus Antônio Gomes da Silva, Hedilerson Fialho Martins Barbosa e Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas. Já no terceiro dia, acusação e defesa apresentaram seus argumentos finais aos jurados. Durante a réplica, os promotores de Justiça reforçaram provas que, segundo a acusação, demonstraram a participação dos três condenados na execução do homicídio. Entre os elementos destacados esteve o rastreamento da movimentação financeira relacionada ao crime. Conforme sustentado pelo Ministério Público, ficou comprovado o pagamento de R$ 124.250,00 antes da execução e outros R$ 60 mil após o homicídio. Segundo a acusação, os valores tiveram origem nos recursos pagos pelos apontados mandantes do crime.Também foi destacado durante os debates que, ao longo das investigações, surgiram elementos indicando que Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas teria solicitado valores entre R$ 500 mil e R$ 750 mil para que ele e os demais envolvidos não entregassem os mandantes às autoridades.Ao defender a condenação dos acusados, o promotor de Justiça Samuel Frungilo ressaltou a robustez do conjunto probatório reunido ao longo da investigação e da tramitação processual. “Eu tenho 27 anos de Ministério Público. Eu nunca vi um crime de recompensa e homicídio mercenário com tantas provas”, afirmou aos jurados.O promotor de Justiça Vinícius Gahyva Martins destacou o planejamento empregado para a execução do crime e a gravidade da conduta atribuída aos acusados. “Planejaram e esperaram o melhor momento de vulnerabilidade da vítima para poder retirar o seu bem mais precioso, o direito de viver. O maior roubo que alguém pode sofrer é a interrupção do curso da sua existência”, sustentou.Conforme a denúncia do MPMT, Antônio Gomes da Silva foi apontado como o autor dos disparos que mataram Roberto Zampieri. Hedilerson Fialho Martins Barbosa foi acusado de ter participado da execução do plano criminoso, inclusive com o fornecimento da arma utilizada no crime. Já Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas respondeu à acusação de integrar a empreitada criminosa.Ao final do julgamento, o Conselho de Sentença acolheu integralmente a tese sustentada pelo Ministério Público e reconheceu a responsabilidade dos três réus pelo homicídio de Roberto Zampieri. Os jurados condenaram os acusados e reconheceram todas as qualificadoras apresentadas na denúncia: homicídio cometido mediante paga ou promessa de recompensa, com emprego de recurso que dificultou a defesa da vítima e com utilização de arma de fogo de uso restrito.

Fonte: Ministério Público MT – MT



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