Mato Grosso
“Câmara da Vergonha” ou “Casa dos Horrores”, para quem os vereadores de Sapezal trabalham?
Mato Grosso
Da Redação
Omissão, conivência e prevaricação, somados resultam em saldos negativos que refletem diretamente no cotidiano de uma sociedade, assim são as características da maioria de supostos vereadores de Sapezal, município localizado a cerca de 500 km de Cuiabá.
“Cerca de 10 mil casos notificados, sendo mais de 4 mil confirmados e 50 mortes assombram a população”.
Desde as primeiras denúncias envolvendo a gestão do atual prefeito, Valcir Casagrande, com suspeitas e indícios de irregularidades, referente as atividades do suposto uso indivíduo da máquina pública, abuso de poder econômica, publicidade extemporânea, improbidade administrativa, entre outras denúncias, até o momento não foram fiscalizadas por aqueles eleitos pelo povo, para o exercício da função de vereador.

Foto: Arquivo Pessoal/FaceBook
“Função de um vereador: representar os interesses da população perante o poder público; Legislar – criar, extinguir e emendar leis, como também, e não menos importante que as outras funções, fiscalizar as atividades desenvolvidas pela Prefeitura”.
Desta forma, boa parte da população de Sapezal está questionando, qual é o verdadeiro papel da maioria dos vereadores da Câmara Municipal, trabalhar para defender os interesses do povo, ou apenas obedecer com “lealdade” as ordens do poder executivo municipal, mesmo que isso venha custar a vida de dezenas de sapezalenses.
Durante a semana passada, uma equipe de reportagem esteve na cidade, para verificar algumas situações que foram denunciadas, que vai desde a crise no sistema municipal de saúde, em plena pandemia do Coronavírus, passando por pagamentos irregulares, até as obras paralisadas.
A maioria das pessoas que foram questionadas sobre o assunto, ficaram sem entender, como uma equipe de reportagem de Cuiabá sabe de tanta coisa, e os vereadores da cidade não sabem?
“Será que os vereadores não sabem ou não querem, por motivos obscuros, investigar as informações das supostas irregularidades”?
Indignado com tal situação de questionamentos, o vereador identificado como Francisco Erinaldo de Melo, popularmente conhecido como “Chapadinha”, utilizou da Tribuna, durante a sessão ordinária da última segunda-feira, 28.06.21, para tecer críticas, pautadas pelo ódio, falta de respeito aos profissionais da imprensa, mostrado a falta de preparo intelectual e desequilíbrio psicológico, para exercer as funções exigidas ao cargo de vereador.
Com atitude que tendência apenas para atender as necessidades do poder executivo municipal, a Câmara de Vereadores está recebendo várias alcunhas, sendo compara a “Câmara da Vergonha” ou até mesmo a “Casa do Horrores”.
A equipe de reportagem esteve na Câmara Municipal para falar sobre o assunto, mas nenhum vereador foi localizado.
Foto: Edmar Zorze/ CâmaradeSapezal
Mato Grosso
Membros discutem aplicações da IA no Tribunal do Júri
Ferramentas capazes de resumir processos, organizar provas, elaborar apresentações e auxiliar na construção de teses para o Tribunal do Júri estiveram no centro dos debates do colóquio “IA no Júri”, realizado nesta sexta-feira (9) pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT).O encontro reuniu membros do Ministério Público Brasileiro para compartilhar experiências sobre o uso da inteligência artificial como aliada da atuação ministerial, sem abrir mão da supervisão humana e dos cuidados éticos exigidos pela atividade.Promovido pelo Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do MPMT, em parceria com o Centro de Apoio Operacional (CAO) Júri e a Confraria do Júri, o evento teve como palestrante o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto, que apresentou aplicações práticas da inteligência artificial na atividade ministerial, especialmente na preparação de julgamentos perante o Tribunal do Júri.Na abertura, o coordenador do CAO Júri, promotor de Justiça César Danilo Ribeiro de Novais, ressaltou a importância do compartilhamento de conhecimento e destacou os ganhos de produtividade proporcionados pela tecnologia.Segundo o promotor de Justiça, a inteligência artificial tem reduzido significativamente o tempo necessário para a preparação dos casos. “Tenho reduzido de forma considerável o tempo de estudo e melhorado muito a qualidade dos meus júris”, afirmou.Ao longo da exposição, o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto demonstrou como diferentes plataformas podem ser utilizadas para analisar processos, organizar elementos probatórios, gerar apresentações para plenário, elaborar documentos e apoiar a construção de estratégias argumentativas. Para o palestrante, o avanço da tecnologia exige adaptação dos profissionais do Direito. “A inteligência artificial veio para ficar. Temos que nos adaptar”, destacou.O promotor também enfatizou que a utilização dessas ferramentas representa uma oportunidade para otimizar o trabalho dos membros do Ministério Público sem substituir a análise humana.“É um ganho imensurável de tempo, que é o nosso bem mais precioso”, observou. Ele ainda alertou sobre a necessidade de revisão constante dos conteúdos produzidos pelas plataformas. “Por mais confiável que a IA seja, sempre faço uma revisão do texto”, ressaltou.Durante o debate, também foram abordados aspectos relacionados à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), à segurança das informações e aos limites éticos para o uso da inteligência artificial na atuação ministerial. A discussão reforçou a importância de que as ferramentas tecnológicas sejam empregadas como apoio ao trabalho jurídico, sempre sob supervisão dos membros do Ministério Público.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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