Mato Grosso
Blogueiro Muvuca atira na própria cabeça após alvejar ex-namorada
Mato Grosso
TANGARÁ DA SERRA – Mais conhecido por “Muvuca”, o jornalista José Marcondes, titular do site noticioso Muvuca Popular, protagonizou na manhã de hoje (28) uma tentativa de assassinato contra a ex-companheira, Nádia. Muvuca invadiu farmácia onde a ex-namorada trabalha, estabelecimento localizado no centro de Tangará, e disparou quatro tiros em sua direção. Todos os projéteis atingiram a vítima. Em seguida, ele disparou um tiro na própria cabeça. Em estado gravíssimo, ambos foram socorridos por populares, sendo encaminhados a uma unidade hospitalar.
Já circulam notícias de que Muvuca teria falecido há minutos atrás. Isso porque, segundo informações preliminares, o quadro de Muvuca, apesar de ter sido atingido por apenas um tiro, era bem mais grave. A moça registrou três perfurações no tórax e um tiro de raspão no rosto, e se encontra na Unidade de Terapia Intensiva (UTI)fa. Já em relação a Muvuca, a bala atingiu diretamente o cérebro.
Pelos levantamentos iniciais feitos pela Polícia, o motivo da tentativa de assassinato de Nádia foi porque ela rompeu o namoro, deixando o jornalista inconformado. Há dias ele vinha tentando reconciliação, sem sucesso, segundo informações inconsistentes, pois não houve ainda nenhum depoimento oficial a respeito desse caso.
O jornalista é bastante conhecido em Mato Grosso pela sua militância profissional de 25 anos. Já se candidatou ao governo estadual em 2014 e à Câmara de Cuiabá em 2020, não logrando êxito nessas empreitadas. Seu site se tornou famoso pelas polêmicas causadas pelas postagens veiculadas quase que diariamente.
Mato Grosso
Evento debate segurança jurídica na era da inteligência artificial
O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) realizou, na manhã desta quarta-feira (21), o webinar “Sistema de Justiça na Era da Inteligência Artificial”, reunindo especialistas para discutir os desafios, riscos e oportunidades trazidos pelas novas tecnologias para as instituições públicas e para a garantia dos direitos fundamentais. O evento foi transmitido de forma virtual e contou com a participação de membros, servidores, estagiários, residentes, colaboradores do Ministério Público e público externo. Na abertura, o procurador de Justiça José Antônio Borges Pereira destacou a importância de promover o debate sobre inteligência artificial sob a perspectiva dos direitos humanos e do acesso à Justiça. Ele ressaltou a relevância da participação do especialista Ronaldo Lemos no encontro. “Pensando nessa situação da inteligência artificial e dos direitos humanos, pensamos em trazê-lo para esse debate tão importante dessa discussão do acesso à Justiça e da forma que vai ocorrer e já está ocorrendo com essas transformações”, afirmou. A palestra principal foi ministrada pelo advogado e especialista em tecnologia Ronaldo Lemos, que apresentou um panorama sobre a rápida expansão da inteligência artificial no mundo, seus impactos no setor público e privado e os desafios regulatórios enfrentados pelos países. Durante a exposição, ele defendeu que o desenvolvimento e a utilização da tecnologia devem ocorrer com responsabilidade e supervisão humana.“O humano precisa ter uma centralidade, ele precisa assinar e se responsabilizar com relação a qualquer criação, inclusive aquelas que são assistidas por IA. Os sistemas de IA precisam ser auditáveis e precisam ser contestáveis”, enfatizou o palestrante. Ronaldo Lemos também alertou para a necessidade de o poder público preservar sua autonomia tecnológica e evitar dependência excessiva de fornecedores externos. Segundo ele, a expansão da inteligência artificial no Sistema de Justiça deve ocorrer com transparência, mecanismos de controle e respeito às garantias fundamentais. “A infraestrutura que a gente usa para exercer as nossas tarefas no serviço público precisa ser controlada por quem usa. Não dá para a gente ficar dependente de tecnologias que vêm 100% de fora”, observou. Na sequência, o promotor de Justiça Daniel Carvalho Mariano, integrante do Comitê Estratégico de Tecnologia da Informação e do Laboratório de Inovação do MPMT, participou do debate e abordou os desafios da implementação responsável da inteligência artificial no setor público. Para ele, é necessário investir na capacitação dos usuários e estabelecer uma cultura institucional voltada ao uso adequado dessas ferramentas.“O usuário final precisa ter o mínimo de conhecimento e aplicar as regras. Podemos entrar em todas as outras questões, mas se o usuário final não tem o mínimo de conhecimento, não adianta apenas teorizar”, ponderou. Daniel Carvalho Mariano também reforçou a importância da supervisão humana sobre os sistemas inteligentes e da transparência nos processos de treinamento dos algoritmos. Segundo o promotor, a inteligência artificial deve atuar como ferramenta de apoio, sem substituir a análise crítica e a responsabilidade dos profissionais que atuam no Sistema de Justiça. Ao longo do webinar, foram debatidos temas como eficiência e celeridade proporcionadas pelas novas tecnologias, proteção de dados pessoais, ética, transparência, segurança jurídica, riscos da automação excessiva e mecanismos de governança para o uso responsável da inteligência artificial. Os participantes também discutiram experiências nacionais e internacionais relacionadas à aplicação dessas ferramentas em tribunais, órgãos de controle e instituições públicas. O webinar “Sistema de Justiça na Era da Inteligência Artificial” foi realizado pela Procuradoria de Justiça Especializada na Defesa da Cidadania, Consumidor, Direitos Humanos, Minorias, Segurança Alimentar e Estado Laico, por meio do Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do Ministério Público do Estado de Mato Grosso.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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