Economia
Sedec-MT promove 1ª reunião descentralizada com participação de secretários municipais
Economia
O objetivo é gerar a integração dos gestores municipais e interiorizar as ações do Estado
Da Redação
O secretário de Desenvolvimento Econômico de Mato Grosso, César Miranda, realizou nesta quinta-feira (24.06), a primeira reunião descentralizada com a participação de secretários de desenvolvimento e ou administração municipais. O objetivo do projeto é integrar representantes de todos os municípios para a levar as políticas públicas estaduais à ponta, de forma mais rápida e com isso, apoiar o desenvolvimento municipal.
O projeto visa ainda interiorizar as ações da Sedec-MT, bem como, abrir espaço de diálogo, troca de experiências e cases de sucesso, a fim de colaborar efetivamente com o desenvolvimento dos municípios e regiões que fazem parte.
Atualmente, muitos municípios não têm estrutura de uma secretaria ou coordenadoria voltada para o desenvolvimento econômico local. Situação que Miranda acredita que precisa ser mudada. “Queremos incentivar essa criação, para que os gestores municipais apoiem o empresariado da cidade e atraiam futuros investidores. Temos ferramentas disponíveis para fomentar o desenvolvimento e criar esse ambiente de negócios. As reuniões que faremos irão levar esse conhecimento aos municípios”, destaca.
A iniciativa foi bem recebida pelos gestores. O secretário de Indústria, Comércio, Emprego, Renda, Cultura e Turismo de Colíder, Lourenço Marani elogiou a ação.
“Agradeço à Sedec por nos abrir portas junto ao Estado. Hoje quebramos paradigmas com essa linha direta às políticas públicas estaduais, que com certeza irão chegar de forma mais efetiva à base, que são os municípios. Essa é uma das maiores transformações de conhecimento que poderíamos conquistar, isso demonstra que temos um governo atuante e participativo”, frisa Marani.
Para o secretário de Inovação e Desenvolvimento de Alta Floresta, Eloi de Almeida, esse foi o pontapé para a disseminação de um conhecimento que antes era concentrado. “Essa ação tem uma magnitude imensurável para o desenvolvimento de Mato Grosso, precisamos unificar o discurso para gerar o bem-estar coletivo. Obrigado por descentralizarem as ações do governo e aproximá-las de quem produz”, pontua.
Ao longo da reunião também foi apresentada a estrutura da Sedec e os serviços que cada adjunta e autarquia vinculada desenvolve, de modo a esclarecer dúvidas quanto a projetos existentes, linhas de crédito, incentivos fiscais e outras atividades que poderão ser acessadas para garantir o desenvolvimento econômico do Estado.
Economia
Governo federal dá nova destinação a 1,9 mil imóveis abandonados
O Ministério da Gestão e Inovação em Serviços Públicos (MGI) anunciou nesta quinta-feira (11) que quase 1,9 mil imóveis de propriedade da União estão em processo de destinação para regularização de fundiária em áreas urbanas e rurais, construção de moradias populares, transformação em equipamentos de saúde e educação, além da venda no mercado imobiliário com o objetivo de compor um fundo de investimentos administrado pelo próprio governo.

As medidas fazem parte do programa Imóvel da Gente, que se tornou uma ferramenta de mapeamento e destinação social de imóveis e áreas públicas federais.
Um evento no Palácio do Planalto, com a participação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ministros, gestores municipais e movimentos sociais, apresentou balanço das ações do programa desde 2023.
“Você pega o centro velho de São Paulo, o centro velho do Rio de Janeiro, de Salvador, de Recife, todas essas capitais, há muito tempo, têm prédios abandonados, casas abandonadas, lojas abandonadas. E muitas vezes são abandonadas com processos na Justiça”, disse o presidente, ao explicar a ideia de buscar uma função social para áreas públicas ociosas.
Segundo dados da Secretaria de Patrimônio da União (SPU), vinculada ao MGI, as destinações realizadas desde 2023 têm potencial para beneficiar cerca de 400 mil famílias, em todos os estados. Ao todo, as áreas destinadas somam mais de 18,5 mil quilômetros quadrados, cerca de três vezes o tamanho do Distrito Federal.
“A gente está transformando imóveis abandonados em moradias, em títulos de propriedade, em escolas, em hospitais, em oportunidades. O patrimônio da União voltou a cumprir sua função social e socioambiental e voltou a servir ao povo brasileiro”, destacou a ministra da Gestão e Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck.
Titulação de bairros
Segundo a ministra, os imóveis não são apenas casas ou apartamentos, envolvem áreas extensas abrangidas por bairros inteiros. À frente do programa de regularização fundiária, disse a ministra, a SPU cruzou os dados e identificou 370 áreas da União onde há ocupação habitacional ainda não titulada.
Os processos envolvem parcerias com estados e prefeituras, que atuam na urbanização do território, parcelamento dos imóveis, identificação de famílias e registro em cartório.
Cerca de R$ 200 bilhões do PAC Periferia Viva, outro programa federal, estão sendo disponibilizados para custear a titulação, inclusive os custos cartoriais. Do total de 370 áreas, 129 já têm parceria entre governo federal e municípios para viabilizar a regularização, informou Dweck
A ministra também destacou que, em cidades como Belém, cerca de 15 bairros poderão ter as casas completamente regularizadas em nome das famílias ocupantes a partir do programa. Cerca de 68 imóveis foram destinados para hospitais, unidades básicas de saúde e unidades de assistência social. E outros 141 imóveis, até então ociosos, estão sendo transferidos para a educação pública, incluindo 25 campi de institutos federais.
Destinação coletiva
Uma outra parceria semelhante viabilizou o repasse de 196 áreas da União para comunidades indígenas, quilombolas e ribeirinhas. Glebas federais com centenas de hectares, aeroportos abandonados e galpões em zonas urbanas, como os armazéns do antigo Instituto Central do Café, na Vila Carioca, centro de São Paulo, também foram incluídos no programa.
Os galpões do antigo Instituto Central do Café estão na mira para destinação pelo governo desde 2009, ainda no segundo mandato presidencial de Lula. Durante a cerimônia desta quinta-feira (11), ele contou sua relação com o local, perto de onde viveu na infância.
“Isso para mim é um sonho, poder entregar ao povo da Vila Carioca esse armazém”, disse Lula.
A destinação do imóvel ainda deve demorar algum tempo. Após destravar o repasse da propriedade, um projeto arquitetônico para múltiplos usos da área deve ser apresentado e discutido diretamente com os moradores do bairro, por meio de consultas públicas. A ideia do governo é que o local seja um equipamento híbrido, com centro cultural e áreas de lazer.
Presente ao evento, o ministro Guilherme Boulos, da Secretaria-Geral da Presidência, destacou que o governo federal dá exemplo ao transformar “abandono em dignidade”.
“Um dado que o movimento de moradia sempre reforçou é que, no Brasil, por uma herança histórica de desigualdade, a gente tem mais casa sem gente do que gente sem casa. Aliás, segundo o último censo do IBGE, são 11 milhões de imóveis ociosos e 6,2 milhões famílias sem casa no Brasil”, observou.
-
Política7 dias atrásProjeto de leitura transforma experiências e amplia horizontes de pessoas privadas de liberdade
-
Cidades6 dias atrásTrânsito terá alterações em Cuiabá para realização de corridas no sábado e domingo
-
Esporte4 dias atrásAntonelli domina o caos em Mônaco e dispara na liderança do Mundial
-
Política7 dias atrásCompromisso com o meio ambiente: Conheça as ações do Poder Judiciário de Mato Grosso
-
Cidades6 dias atrásCuiabá realiza mutirão de consultas neurológicas no HMC neste sábado
-
Cidades7 dias atrásMuseu do Morro da Caixa D’Água Velha reúne dois importantes nomes da poesia visual brasileira
-
Esporte5 dias atrásSeleção Feminina vence Estados Unidos em amistoso preparatório para o Mundial
-
Política2 dias atrásMotta destaca aprovação pela Câmara de acordos internacionais


Você precisa estar logado para postar um comentário Login