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Casos de febre chikungunya em Várzea Grande (MT) sobem de 12 para 2.248 em um ano

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Diretor municipal de Vigilância em Saúde diz que aumento de notificações no município era esperado após surto em outros estados. Casos de dengue também aumentaram.

Da Redação

número de casos de febre chikungunya em Várzea Grande, região metropolitana de Cuiabá, teve um aumento expressivo em 2017, com 2.248 casos notificados até o dia 9 de dezembro, quando apenas 12 casos haviam sido registrados no município no mesmo período de 2016. Os dados foram divulgados pela Secretaria Estadual de Saúde (SES).

De acordo com o diretor de Vigilância em Saúde de Várzea Grande, Juliano Silva Melo, o aumento do índice era esperado após o surto da doença em outros estados. Ele explica que a maior parte das notificações da doença aconteceram até o mês de junho, a partir do primeiro ciclo de chuvas no município.

“Esperávamos muito mais casos relatados. É uma epidemia nova, um vírus novo, que acaba predominando, principalmente porque tínhamos uma população suscetível a isso. Em compensação, diminuíram os casos do vírus da zika, no mesmo período, por exemplo”, disse.

A expectativa da Secretaria Municipal de Saúde é de que o novo ciclo de chuvas que se inicia agora faça com que o número de casos notificados seja ainda maior, apesar das ações preventivas tomadas no município, pois grande parte da população ainda não teve a doença.

“O que podíamos fazer para prevenir, foi feito, que era vistoriar os depósitos baixos, visitar 100% dos imóveis, fazer campanha junto aos moradores para tentar diminuir o impacto”, afirmou.

O diretor explica que o maior impacto causado pelo aumento de casos de febre chikungunya no município é a sobrecarga na rede pública de saúde, uma vez que os sintomas da doença se arrastam por meses, diferente, por exemplo, dos casos notificados de zika, quando apenas 30% da população afetada apresenta sintomas.

“No caso da febre chikungunya, o mesmo paciente volta até sete ou oito vezes para a rede de saúde, por causa das dores. Há casos que se arrastam por dois, três meses”, disse.

De acordo com o boletim da SES-MT, atualmente há um caso de óbito causado por febre chikungunya já confirmado em Várzea Grande.

Dengue e zika

A febre chikungunya, o vírus da zika e a dengue são doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti. Segundo o balanço da SES, 86% dos municípios de Mato Grosso tiveram casos de dengue registrados.

Em Várzea Grande o número de notificações de dengue aumentou de 716, em 2016, para 2.223 neste ano. No município, apenas os casos de vírus da zika diminuíram este ano, passando de 1.540 casos no ano passado para 561 ocorrências em 2017.

Fonte: G1-MT

Foto: Divulgação

 
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Júri do caso Zampieri encerra segundo dia com interrogatórios

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O segundo dia de julgamento dos três acusados de participação no homicídio do advogado Roberto Zampieri foi encerrado na noite desta quarta-feira (30), após cerca de dez horas de sessão no Tribunal do Júri da Comarca de Cuiabá. Os trabalhos foram marcados pelos interrogatórios dos réus e pela análise de pedidos apresentados pela defesa.Atuam na acusação os promotores de Justiça Samuel Frungilo e Vinícius Gahyva Martins, integrantes do Núcleo de Defesa da Vida do MPMT. A sessão é presidida pelo juiz José Mauro Nagib Jorge, titular da 11ª Vara Criminal, Justiça Militar e Tribunal do Júri da Comarca de Cuiabá.Durante o interrogatório, Antônio Gomes da Silva confirmou ter recebido uma fotografia de Roberto Zampieri quando ainda estava em Belo Horizonte (MG). Em outro momento, questionado sobre o sentimento após o homicídio, respondeu que foi o de “missão cumprida”.Antônio ainda evitou, em depoimento, comentar sobre eventual participação do Coronel Caçadini e confirmou o envolvimento de Hedilerson.O segundo interrogatório foi o de Hedilerson Fialho Martins Barbosa, que negou participação no homicídio, apesar de reconhecer que a arma utilizada por Antônio era sua. Já o terceiro a ser interrogado foi Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas – coronel Caçadini. Ele confirmou que conheceu Antônio Gomes da Silva em setembro de 2023, quando o contratou para realizar uma reforma em seu escritório.Caçadini ainda relatou manter relação próxima com o empresário Aníbal Manoel Laurindo, apontado nas investigações como um dos mandantes do crime. Conforme afirmou, os dois mantinham conversas frequentes.A defesa de Antônio Gomes da Silva requereu a suspensão do julgamento, com o desmembramento do processo em relação ao acusado e sua submissão a incidente de insanidade mental. Alternativamente, pediu que os jurados fossem chamados a deliberar, em quesitos específicos, sobre eventual inimputabilidade ou semi-imputabilidade do réu. Os promotores de Justiça manifestaram-se contra os pedidos, que foram indeferidos pelo José Mauro Nagib Jorge.O julgamento será retomado na quinta-feira (1º), quando terão início os debates entre acusação e defesa perante o Conselho de Sentença, etapa que antecede a deliberação dos jurados e a definição do veredicto.

Fonte: Ministério Público MT – MT



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