Mato Grosso
Descoberta pela PM desmatamento e extração ilegal de madeira e babaçu em Alto Paraguai
Mato Grosso
A ocorrência foi encaminhada aos órgãos ambientais competentes
Da Redação
Policiais militares do Batalhão de Proteção Ambiental encaminharam um homem de 34 anos à delegacia, por crimes de desmatamento, extração ilegal de madeira e de babaçu, na quarta-feira (26.05), na zona rural do munícipio de Alto Paraguai.
Por volta das 17h, os policiais ambientais receberam inúmeras denúncias de desmatamento e extração ilegal de madeira e babaçu, em um assentamento, na zona rural. A Polícia Militar foi verificar a denúncia e constatou diversas irregularidades; o assentamento apontado na denúncia está localizado às margens do Rio Lavrinha.
Na fiscalização, os policiais identificaram o desmatamento na área de reserva legal e na áres de reserva permanente( às margens do Rio Lavrinha). A extração de 50 pés de babaçu. O operador de máquina que não tinha documentação para executar o serviço foi detido em flagrante, ele disse à PM que estava prestando serviço à Prefeitura Municipal de Alto Paraguai. O homem relatou ainda que a madeira retirada sem autorização dos orgãos ambientais seria para a reforma de algumas pontes na região da cidade.
O trator da marca New Holland, uma retroescavadeira seis longarinas, 20 vigas, 70 pranchas e 200 lascas foram apreendidos na ação policial. Um auto de infração foi confeccionado, a multa aplicada foi de R$ 150.000.00 (cento e cinquenta mil reais), por desmatar área de reserva, extrairmadeira sem licença/autorização do órgão competente e R$ 100.000.00 (cem mil reais) por desmatar por desmatar área de preservação permanente APP (margens do rio Lavrinha); totalizando: R$ 250.000.00 (duzentos e cinquenta mil reais).
O operador de máquinas foi conduzido à delegacia e a ocorrência foi encaminhada aos orgãos ambientais competentes.
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PMMT
Serviço
A sociedade pode contribuir com as ações da Polícia Militar de qualquer cidade do Estado, pelo 190 ou, sem precisar se identificar, por meio do disque-denúncia 0800. 065.3939. Nesse número, sem custo de ligação, qualquer cidadão pode informar situações suspeitas ou crimes.
Mato Grosso
MPMT e Prefeitura alinham ações para desocupação de áreas verdes
O avanço de ocupações irregulares em áreas públicas situadas nos loteamentos Senador Jonas Pinheiro e Residencial Ilza Therezinha Picoli Pagot foi tema de uma reunião realizada nesta sexta-feira (28) entre o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) e a Prefeitura de Cuiabá. O encontro foi conduzido pela promotora de Justiça Maria Fernanda Corrêa da Costa, titular da 17ª Promotoria de Justiça de Defesa da Ordem Urbanística da Capital, e contou com a participação do Prefeito Abilio Brunini, da Secretária Municipal de Ordem Pública, Juliana Palhares, e de técnicos da administração municipal. Na ocasião, foram discutidas as medidas adotadas para conter novas invasões e garantir a proteção das áreas.Recentemente, o MPMT notificou o Município de Cuiabá para que, no exercício do poder de polícia administrativa, adotasse providências destinadas à desocupação de duas áreas verdes ocupadas irregularmente. Parte da região afetada está inserida em Área de Preservação Permanente (APP), com a presença de nascente difusa. A atuação ministerial considera o crescimento das ocupações em uma área classificada pela Defesa Civil como de alto risco, exigindo medidas preventivas para impedir novas construções e assegurar a preservação ambiental.Segundo a promotora de Justiça Maria Fernanda Corrêa da Costa, a atuação conjunta busca assegurar o cumprimento da legislação urbanística e ambiental. A região já havia sido alvo de ações fiscalizatórias anteriormente. Em abril de 2025, foram realizadas demolições de imóveis em construção e sem ocupação. Já na quinta-feira (27), uma nova operação resultou na demolição de 19 edificações desabitadas erguidas irregularmente na área invadida.De acordo com a secretária Municipal de Ordem Pública, Juliana Palhares, o trabalho da Prefeitura tem sido realizado em consonância com as orientações do Ministério Público. “A ação teve como foco construções sem ocupação identificadas durante o monitoramento da área. Além de famílias em situação de vulnerabilidade, foram encontradas edificações de grande porte e padrão construtivo elevado, evidenciando que parte das ocupações não está relacionada exclusivamente à necessidade de moradia. O Município seguirá adotando medidas para impedir novas invasões e garantir o cumprimento da legislação”, afirmou.A promotora de Justiça Maria Fernanda Corrêa da Costa reforçou que o Ministério Público continuará acompanhando o caso e adotando as medidas extrajudiciais e judiciais necessárias para promover a desocupação das áreas irregularmente ocupadas, assegurar a preservação das áreas verdes e proteger os recursos ambientais existentes na região.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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