Mato Grosso
Presos suspeitos de traficar drogas nos bairros Vila Catarina e Jardim Marialva
Mato Grosso
Da Redação
Dois jovens de 19 e 21 anos foram presos em flagrante na tarde desta terça-feira (25.05) pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos de Rondonópolis (DERF) por tráfico e associação para o tráfico de drogas. As prisões ocorreram nos bairros Vila Catarina e Jardim Marialva e resultaram na apreensão de 31 porções de maconha, uma balança de precisão e dinheiro.
Durante investigação para apurar o tráfico doméstico na cidade, os policiais da DERF identificaram um rapaz de 21 anos que comercializava o produto ilícito por meio de grupos em aplicativo de mensagens. Nos grupos, ele anunciava o entorpecente como sendo chá.
Durante monitoramento no bairro, os investigadores avistaram quando uma pessoa chegou ao endereço e falou com uma criança, que em seguida entrou na casa e retornou entregando uma balança de precisão ao suspeito.
Ao ser abordado a duas quadras do local, na Vila Catarina, os policiais civis encontraram com ele a balança de precisão com resquícios de entorpecente. Ao retornar à residência, uma moradora autorizou a entrada da equipe policial e na busca no interior do imóvel foram apreendidas várias porções de maconha em uma bolsa preta e outras porções em uma vasilha plástica, que estava dentro da cama box do suspeito que mora no local.
Localizado em seu trabalho pelos investigadores, o suspeito declarou que a droga era sua e que estava comercializado o entorpecente há algumas semanas e o outro rapaz que foi preso com a balança de precisão pediu o equipamento emprestado para pesar droga.
Na casa do segundo suspeito, no Jardim Marialva, os policiais apreenderam embaixo da geladeira do quarto do suspeito meio tablete de maconha.
Após a apreensão dos entorpecentes, os dois suspeitos foram encaminhados à delegacia e autuados em flagrante por tráfico e associação para o tráfico. Ambos foram encaminhados à penitenciária de Rondonópolis e apresentados em audiência de custódia do Poder Judiciário.
Mato Grosso
Wanderley nega manobra e diz que eleição pode ocorrer até dezembro
O presidente da Câmara Municipal de Várzea Grande, Wanderley Cerqueira (MDB), negou que esteja tentando adiar deliberadamente a eleição da Mesa Diretora para o biênio 2027/2028. Segundo ele, o Legislativo ainda está dentro do prazo previsto para realizar a votação, que pode ocorrer até 31 de dezembro.
A declaração ocorre em meio à pressão de um grupo de vereadores ligado à prefeita Flávia Moretti (PL), que cobra a convocação de uma nova eleição e acusa Wanderley de postergar o processo por não contar com votos suficientes para garantir a permanência na presidência.
“Eu não estou me recusando em nada, eu não tenho nenhuma ordem judicial, então eu não estou recusando nada”, afirmou o presidente.
Wanderley ressaltou que cumprirá eventual determinação da Justiça, mas defendeu que, enquanto não houver uma ordem nesse sentido, a Câmara pode seguir o calendário que considera previsto nas normas vigentes.
“Se a lei determinar que eu tenho que fazer, não tem problema nenhum. Enquanto a lei não determinar, nós estamos dentro do prazo. Porque tem até 31 de dezembro para fazer eleição”, declarou.
O presidente também destacou que o mandato da próxima Mesa Diretora começa em 1º de janeiro de 2027.
“E eu não tô [negando], tem presidente, e o próximo presidente assume a partir de 1º de janeiro de 2027. Nós estamos dentro do marco temporal, que é outubro a 31 de dezembro”, acrescentou.
A eleição anterior da Mesa Diretora, realizada em maio, reconduziu Wanderley ao comando da Câmara para o próximo biênio, mas acabou anulada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que considerou irregular a antecipação da votação.
Após a anulação, vereadores contrários ao presidente passaram a cobrar a realização de um novo pleito. O grupo apresentou à Justiça um pedido para obrigar Wanderley a convocar a votação em até 24 horas. A iniciativa recebeu apoio de 15 dos 23 parlamentares da Casa.
No início de outubro, o juiz Carlos Roberto Barros de Campos, da 3ª Vara Especializada da Fazenda Pública de Várzea Grande, determinou que o presidente prestasse esclarecimentos antes de decidir sobre o pedido de urgência. Na ocasião, o magistrado não concedeu nem negou a liminar.
Wanderley afirma que não existe, até o momento, determinação judicial obrigando a convocação imediata da eleição. A disputa sobre o calendário do pleito segue em análise, enquanto os vereadores aguardam uma definição sobre os próximos passos.
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