Mato Grosso
Nesta quarta [5], Brasil rende homenagens ao sertanista Marechal Rondon
Mato Grosso
No dia 5 de maio é celebrado o Dia Nacional das Comunicações, data escolhida em homenagem ao nascimento de Marechal Rondon, uma das principais figuras da difusão dos sistemas de comunicação no Brasil. Por esse motivo, por vezes, a referida data é mencionada como “Dia de Rondon”.
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O marechal Cândido Mariano da Silva Rondon nasceu na cidade de Santo Antônio de Leverger, no Estado do Mato Grosso, em 5 de maio de 1865. Descendente de três povos indígenas (bororo, terena e guaná), Rondon era órfão. Seu pai, Cândido Mariano da Silva, morreu antes do nascimento do filho, e a mãe, chamada Claudina Lucas Evangelista, faleceu em 1867.
Na condição de sertanista brasileiro, idealizador do Parque Nacional do Xingu e Diretor do Serviço de Proteção ao Índio, Rondon integrou a Comissão Construtora de Linhas Telegráficas; atravessou o sertão desconhecido, na maior parte, habitado por índios bororos, terenas e guaicurus. Tornou-se assim conhecido explorador do interior do Brasil que atuou na integração do oeste e norte do Brasil e na defesa dos povos indígenas.
Também trabalhou na construção de telégrafos para conectar Mato Grosso com a capital do Brasil – na época, sediada no Rio de Janeiro.
Na defesa dos indígenas, foi o primeiro diretor do Serviço de Proteção ao Índio (SPI) e um dos que incentivaram a criação de uma reserva indígena no Mato Grosso – o Parque Nacional Indígena do Xingu. A contribuição de Rondon para a integração das regiões mais isoladas do país fez com que ele fosse homenageado com o nome de um estado: Rondônia.
Rondon foi criado pelo seu tio, Manoel Rodrigues da Silva Rondon. O sobrenome “Rondon”, inclusive, foi uma homenagem feita pelo futuro marechal ao tio, que faleceu em 1890.
Realizou sua educação básica na cidade de Cuiabá, finalizando seus estudos com 16 anos e iniciando carreira como professor. Logo depois ingressou no Exército e mudou-se para o Rio de Janeiro, com o objetivo de estudar na Escola Militar do Rio de Janeiro. Lá obteve bacharelado em Ciências Físicas e Naturais e conseguiu prosperar na hierarquia militar.
Depois de se formar, Rondon tornou-se professor substituto da Escola Militar, mas optou por trocar de função para trabalhar como assistente do major Antônio Carneiro no trabalho de construir uma linha telegráfica que ligaria Mato Grosso e Goiás. Isso permitiria que a capital pudesse manter contato com o Mato Grosso, um dos estados mais isolados do Brasil na época.
As obras realizadas para conectar o Mato Grosso à capital do Brasil estenderam-se de 1891 a 1906. Depois disso, Rondon seguiu sua carreira como sertanista e foi convidado pelo governo para construir linhas telegráficas até o vale amazônico.
Atuação com os índios
Enquanto sertanista, Rondon passou sua vida explorando as regiões mais remotas do Brasil. Em todas as expedições que realizou, ficou conhecido pelo respeito aos indígenas e pela luta para que os direitos deles fossem garantidos.
Nos últimos anos de sua vida, Rondon ainda trabalhava na defesa dos indígenas. Sinal disso é sua atuação para que os presidentes Getúlio Vargas e Juscelino Kubitschek tomassem medidas que garantissem os direitos dos índios. Ele faleceu no dia 19 de fevereiro de 1958, em sua residência no Rio de Janeiro.
Toda a atuação de Rondon como sertanista e defensor dos direitos dos índios fez com que ele recebesse inúmeras homenagens. Vários eventos científicos em todo o planeta homenagearam-no pelos trabalhos realizados por ele. Aqui no Brasil existem cidades e até um estado que levam em seus nomes uma homenagem a Rondon.
Em Mato Grosso, a cidade de Rondonópolis e, no Paraná, a cidade de Marechal Cândido Rondon levam esses nomes como forma de homenagem ao sertanista. Em 1956, o território de Guaporé, na Região Norte, teve seu nome alterado para Rondônia. Ele também foi promovido a marechal pelo Exército quando possuía 90 anos.
Rondon ainda foi considerado por muitas personalidades como merecedor do Nobel da Paz pelo seu trabalho na defesa dos índios. Até mesmo Albert Einstein, um grande nome da Física, sugeriu que ele fosse indicado para receber o prêmio. Infelizmente, o sertanista nunca recebeu o Nobel.
Fonte de pesquisa e Créditos do Texto: Mundo Educação
Mato Grosso
PM acusado de matar esposa em Cuiabá vai a júri popular
A Justiça de Mato Grosso decidiu levar a julgamento pelo Tribunal do Júri o policial militar Ricker Maximiano de Moraes, acusado de matar a esposa, G.D.S., em maio de 2025, em Cuiabá. Na sentença de pronúncia, o Juízo da 1ª Vara Especializada de Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher considerou haver provas da materialidade do crime e indícios suficientes de autoria para que o réu seja submetido ao julgamento pelos jurados. A denúncia foi oferecida pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), por meio da 15ª Promotoria de Justiça Criminal de Cuiabá – Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher, sob responsabilidade da promotora de Justiça Claire Vogel Dutra. O MPMT imputou ao acusado a prática do crime de feminicídio em contexto de violência doméstica e familiar, com causas de aumento de pena e circunstância qualificadora que dificultou a defesa da vítima. De acordo com a denúncia, no dia 25 de maio de 2025, por volta das 16h40, o acusado efetuou disparos de arma de fogo contra a esposa dentro da residência do casal, localizada no Bairro Praeiro, em Cuiabá. A vítima morreu em decorrência dos ferimentos causados pelos tiros. Conforme a acusação, o crime foi cometido na presença dos filhos do casal, então com três e cinco anos de idade.Na decisão, destacou-se que a materialidade do crime está comprovada por laudos periciais, entre eles o exame de necropsia, que apontou que a vítima morreu em decorrência de choque hemorrágico provocado por disparos de arma de fogo que atingiram órgãos vitais. O laudo de confronto balístico também confirmou que os projéteis encontrados foram disparados pela pistola funcional acautelada ao acusado. Durante a instrução processual, testemunhas relataram que o acusado deixou o local após os disparos levando os filhos para a casa dos avós paternos. Em juízo, o próprio réu admitiu ter efetuado os disparos contra a esposa, alegando que passava por forte perturbação emocional e problemas psiquiátricos. A defesa buscou a absolvição sumária sob o argumento de inimputabilidade por doença mental. No entanto, um laudo psiquiátrico concluiu que o acusado apresentava Transtorno Psicótico Não Especificado (CID-10 F29) e possuía capacidade de entendimento parcialmente preservada, sendo enquadrado na condição de semi-imputável. Diante disso, a Justiça afastou o pedido de absolvição sumária, entendendo que a questão deverá ser apreciada pelo Tribunal do Júri.Ao pronunciar o réu, a Justiça manteve todas as circunstâncias descritas na denúncia do Ministério Público, incluindo o feminicídio em contexto de violência doméstica e familiar, a condição de a vítima ser mãe de crianças, a suposta prática do crime na presença dos descendentes e o emprego de recurso que teria dificultado ou impossibilitado a defesa da vítima. Também foi mantida a prisão preventiva do acusado, que está preso desde a conversão do flagrante em prisão preventiva, ocorrida logo após o crime. Com a pronúncia, o processo seguirá para a fase de preparação do julgamento pelo Tribunal do Júri da Comarca de Cuiabá.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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