Mato Grosso
Emanuel prorroga retorno das aulas presenciais na rede municipal
Mato Grosso
Gestor cuiabano também autorizou funcionamento do comércio no dia 1º de maio
O prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro, assinou o Decreto Municipal nº 8.419 nesta quarta-feira (28), e prorrogou o retorno das atividades presenciais nas unidades educacionais da rede pública de Educação para junho. Até o dia 31 de maio, as atividades educacionais continuarão, em todos os níveis, exclusivamente de forma remota, na modalidade ensino a distância (EAD). A medida emergencial e temporária visa a prevenção ao contágio pelo novo coronavirus. O Decreto será publicado na Gazeta Municipal de 29 de abril.
O mesmo documento autoriza, excepcionalmente, o funcionamento das atividades econômicas em geral no dia 1º de maio (Dia do Trabalhador), nos horários estabelecidos pelo Decreto nº 8.388, de 9 de abril deste ano. Segundo a normativa, o comércio local pode funcionar de forma escalonada, das 5h às 22h com toque de recolher, das 23h às 5h.
O prefeito Emanuel Pinheiro destacou que o funcionamento das atividades comerciais deve acontecer de forma segura para os trabalhadores e a população por isso, devem ser mantidas de forma rigorosa as medidas de biossegurança definidas pelas autoridades sanitárias do Município. “Como prefeito da Capital, sou sensível às necessidades da população e as demandas dos setores produtivos, que têm acumulado perdas ao longo desses meses de pandemia. As medidas tomadas pelo Município visam restabelecer de forma segura as atividades econômicas, para que todos possamos retornar as nossas vidas da melhor maneira possível”, disse Emanuel Pinheiro.
Em relação às atividades presenciais na rede pública municipal de Educação, o prefeito Emanuel Pinheiro salientou que as medidas são adotadas de forma responsável e respaldadas nas orientações das autoridades médicas e sanitárias. “Existe uma preocupação em torno do retorno presencial das atividades educacionais por tratar-se de um segmento que movimenta um grande numero de pessoas. Portanto, continuaremos atentos as orientações técnicas a fim de protegermos a comunidade escolar”, destacou o prefeito.
Confira anexo o Decreto Municipal nº 8.419, de 28 de abril de 2021.
Mato Grosso
TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%
O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.
A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.
O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.
“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.
A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.
“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.
Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.
O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.
Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.
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