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Cuiabá: campanha Vacina Solidária atinge primeira tonelada em arrecadação de alimentos

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Mais de uma tonelada de alimentos foram arrecadados em menos de um mês do lançamento da campanha “Vacina Solidária”, idealizada pela primeira-dama de Cuiabá, Márcia Pinheiro. A arrecadação vem acontecendo em todos os postos de vacinação contra a Covid-19.

De acordo com Márcia, a ação tem como objetivo distribuir cestas básicas para as famílias em situação de vulnerabilidade social e que estão sofrendo com a crise financeira e sanitária causada pela pandemia do coronavírus. Para Márcia Pinheiro, chegar a mais de uma tonelada, em menos de um mês de campanha, mostra como os cuiabanos são solidários. “O gesto dessas pessoas, que contribuíram em um momento importante como o da vacinação, nos permite ajudar centenas de famílias. Isso é compartilhar o que temos com quem precisa. É isso que precisamos ter em nossa vida: solidariedade e amor ao próximo”, pontua.

Secom-Cuiabá

Ela ainda destacou que o ato de vacinar já é uma dose de esperança, e unida à doação de alimentos se torna alento providencial para os mais necessitados. “Agradeço às pessoas que já contribuíram com essa ação ao doar alimentos nos pontos de vacinação. Afinal, diante de um cenário mundial tão ruim, em razão dessa pandemia do COVID-19, a generosidade da nossa população tem feito notável diferença na vida de centenas de famílias”, comenta.

A campanha “Vacina contra a Fome”, vai continuar durante todo o período de vacinação contra a COVID-19. Já a campanha Vacina Solidária consiste em arrecadar alimentos não perecíveis, de forma voluntária, nos polos montados no Centro de Eventos Pantanal, UFMT, Sesc Balneário e Sesi Papa, onde são realizadas a aplicação da vacina contra o Coronavírus. A doação não é obrigatória: a ação humanitária é mais um incentivo para auxiliar pessoas necessitadas.

Créditos: Júlia Batista Milhomem

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TJ anula votação secreta e manda AL reanalisar veto a reajuste de 6,8%

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) anulou a votação secreta realizada pela Assembleia Legislativa (ALMT) que manteve o veto do Governo do Estado ao projeto que prevê reajuste salarial de 6,8% para os servidores do Poder Judiciário. Com a decisão, os deputados terão de analisar novamente o veto, desta vez em uma votação aberta e nominal.

A decisão foi tomada pela Turma de Câmaras Cíveis Reunidas de Direito Público e Coletivo do TJMT após recurso apresentado pelo Sindicato dos Servidores do Poder Judiciário de Mato Grosso (Sinjusmat), que questionou a validade da votação realizada em dezembro de 2025.

O relator do processo, desembargador Márcio Vidal, destacou que o próprio Judiciário já havia reconhecido a inconstitucionalidade de dispositivos que permitiam o sigilo na apreciação de vetos. Para ele, não seria coerente manter uma votação baseada justamente em uma regra considerada inconstitucional.

“Não seria juridicamente coerente declarar inconstitucional a norma que autorizou o sigilo e, simultaneamente, preservar a votação realizada com fundamento direto nessa mesma disposição”, afirmou o magistrado.

A decisão, entretanto, não determina que o reajuste seja aprovado. O TJMT deixou claro que cabe à Assembleia decidir novamente se mantém ou derruba o veto do Executivo, apenas exigindo que o procedimento siga as regras constitucionais.

“Preserva-se a liberdade política da Assembleia Legislativa para deliberar acerca da manutenção ou da rejeição do veto governamental, sem que o Poder Judiciário interfira no conteúdo da decisão parlamentar”, destacou Vidal.

Na votação anulada, realizada em dezembro do ano passado, 12 deputados votaram pela manutenção do veto e 10 pela derrubada. Como a sessão ocorreu de forma secreta, não foi possível identificar como cada parlamentar se posicionou. Para derrubar o veto, eram necessários 13 votos.

O projeto havia sido aprovado anteriormente pela Assembleia e previa reajuste de 6,8% para os servidores do Judiciário. O então governador Mauro Mendes vetou integralmente a proposta, alegando que o aumento poderia provocar impacto nas contas públicas e gerar um efeito cascata sobre outras carreiras do funcionalismo.

Com a decisão do TJMT, a Assembleia deverá incluir novamente o veto na pauta e realizar uma votação pública, com registro nominal dos votos. O julgamento, portanto, não garante o reajuste aos servidores, mas reabre a discussão sobre a proposta e elimina o sigilo que marcou a primeira análise do veto.



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