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Investigador há 19 anos, Adilson Figueiredo traz das experiências em campo aprendizados para a vida

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Realizado por integrar a Polícia Civil do seu estado, Adilson afirma que um dos orgulhos é a valorização do salário, bem como as boas condições de trabalho com relação a outros estados, onde teve oportunidade de conhecer.

Há 19 anos atuando na linha de frente das ações especiais da Polícia Civil de Mato Grosso, o investigador Adilson de Figueiredo, integrante da Gerência de Operações Especiais (GOE) conta um pouco da sua vida profissional dedicada à instituição.

Natural de Chapada dos Guimarães, o investigador ingressou na carreira policial em março de 2002, sendo lotado na Diretoria de Atividades Especiais e começou a trabalhar na GOE.

Durante as quase duas décadas de serviço público prestado, Adilson foi designado a operar na Força Nacional, do Ministério da Justiça, em duas ocasiões diferentes – de 2011 a 2012 e de 2015 a 2016, quando também foi selecionado para trabalhar durante as Olimpíadas 2016 na cidade do Rio de Janeiro, oportunidade avaliada por ele como de grande satisfação e aprendizado.

Com três irmãos que trabalham no Tribunal de Justiça, o policial civil cresceu vendo a família exercer suas atividades laborais em meio ao Sistema de Justiça, o que despertou a vontade de seguir os exemplos na família. Assim que viu a oportunidade de fazer o concurso e se estabilizar, não pensou duas vezes em estudar para ser aprovado no cargo de investigador de polícia.

Realizado por integrar a Polícia Civil do seu estado, Adilson afirma que um dos orgulhos é a valorização do salário, bem como as boas condições de trabalho com relação a outros estados, onde teve oportunidade de conhecer.

Ações emocionantes

Entre as inúmeras missões cumpridas com a equipe da GOE em todas as regiões de Mato Grosso, o investigador conta que duas delas o marcaram muito. A primeira foi o resgate de duas crianças na cidade de Nova Lacerda, deixadas pelo pai no meio da mata, em novembro de 2018. O suspeito abandonou os filhos de um e de três anos de idade, por volta das 17 horas, em região de mata extensa e habitada por diferentes espécies de animais, principalmente peçonhentos, como cobras e escorpiões.

Ao relento e em meio a riscos diversos, as crianças passaram a noite toda sozinhas. Porém, foram localizadas no dia seguinte, por volta das 05h30 da manhã. Quando os policiais da GOE conseguiram chegar onde estavam as crianças, o bebê de um ano estava dormindo no chão, enquanto a menina de três anos estava em pé, ao lado do irmão.

A segunda ocorrência que Adilson relembra foi o roubo a banco ocorrido em 2009, na cidade de Nova Mutum, quando o grupo criminoso atuou na modalidade conhecida como “novo cangaço”. Durante atendimento à ocorrência, a equipe da GOE entrou em uma área de mata onde os suspeitos estavam escondidos, houve troca de tiros e mesmo assim foi possível recuperar cerca de R$ 950 mil em dinheiro que havia sido roubado pelos criminosos.

Para o investigador, um dos motivos que o impulsiona a desempenhar suas atribuições diariamente é o fato de poder defender a sociedade e proteger o cidadão, além de ser na Polícia Civil a fonte de sustento de sua família, que depende do seu trabalho.

Nos 19 anos de atuação policial, Adilson destaca a importância do aprendizado adquirido com as experiências vividas. “E também dos bons exemplos que admiramos e assimilamos ao longo do tempo de serviço prestado”.

Para ele foi uma honra trabalhar com vários servidores que se tornaram amigos, sendo três deles já falecidos: Nezito Pereira Nogueira, Juinir Luiz de Moraes e Eurípedes Alves de Jesus Filho, além de muitos delegados com quem teve o privilégio de trabalhar e compartilhar vivências e conhecimentos.

Fonte: Assessoria de Comunicação Social da Polícia Civil de MT

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PM acusado de matar esposa em Cuiabá vai a júri popular

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A Justiça de Mato Grosso decidiu levar a julgamento pelo Tribunal do Júri o policial militar Ricker Maximiano de Moraes, acusado de matar a esposa, G.D.S., em maio de 2025, em Cuiabá. Na sentença de pronúncia, o Juízo da 1ª Vara Especializada de Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher considerou haver provas da materialidade do crime e indícios suficientes de autoria para que o réu seja submetido ao julgamento pelos jurados. A denúncia foi oferecida pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), por meio da 15ª Promotoria de Justiça Criminal de Cuiabá – Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher, sob responsabilidade da promotora de Justiça Claire Vogel Dutra. O MPMT imputou ao acusado a prática do crime de feminicídio em contexto de violência doméstica e familiar, com causas de aumento de pena e circunstância qualificadora que dificultou a defesa da vítima. De acordo com a denúncia, no dia 25 de maio de 2025, por volta das 16h40, o acusado efetuou disparos de arma de fogo contra a esposa dentro da residência do casal, localizada no Bairro Praeiro, em Cuiabá. A vítima morreu em decorrência dos ferimentos causados pelos tiros. Conforme a acusação, o crime foi cometido na presença dos filhos do casal, então com três e cinco anos de idade.Na decisão, destacou-se que a materialidade do crime está comprovada por laudos periciais, entre eles o exame de necropsia, que apontou que a vítima morreu em decorrência de choque hemorrágico provocado por disparos de arma de fogo que atingiram órgãos vitais. O laudo de confronto balístico também confirmou que os projéteis encontrados foram disparados pela pistola funcional acautelada ao acusado. Durante a instrução processual, testemunhas relataram que o acusado deixou o local após os disparos levando os filhos para a casa dos avós paternos. Em juízo, o próprio réu admitiu ter efetuado os disparos contra a esposa, alegando que passava por forte perturbação emocional e problemas psiquiátricos. A defesa buscou a absolvição sumária sob o argumento de inimputabilidade por doença mental. No entanto, um laudo psiquiátrico concluiu que o acusado apresentava Transtorno Psicótico Não Especificado (CID-10 F29) e possuía capacidade de entendimento parcialmente preservada, sendo enquadrado na condição de semi-imputável. Diante disso, a Justiça afastou o pedido de absolvição sumária, entendendo que a questão deverá ser apreciada pelo Tribunal do Júri.Ao pronunciar o réu, a Justiça manteve todas as circunstâncias descritas na denúncia do Ministério Público, incluindo o feminicídio em contexto de violência doméstica e familiar, a condição de a vítima ser mãe de crianças, a suposta prática do crime na presença dos descendentes e o emprego de recurso que teria dificultado ou impossibilitado a defesa da vítima. Também foi mantida a prisão preventiva do acusado, que está preso desde a conversão do flagrante em prisão preventiva, ocorrida logo após o crime. Com a pronúncia, o processo seguirá para a fase de preparação do julgamento pelo Tribunal do Júri da Comarca de Cuiabá.

Fonte: Ministério Público MT – MT



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