Mato Grosso
Homem é preso após descumprir decreto e ainda dão risada na cara dos Policiais
Mato Grosso
Da Redação
Um homem de 38 anos, identificado pelas iniciais A.S., foi preso e o filho G.P. D.S, 15, apreendido após serem flagrados pela Polícia Militar (PM) realizando uma festa em casa, no Residencial Viver Bem, em Santa Carmem (531 km da Capital), onde riram dos policiais e afirmaram que ‘na casa deles não tem decreto’, se negando em encerrar com a aglomeração.
De acordo com a ocorrência, a PM recebeu denúncia de que no endereço estava acontecendo uma festa clandestina, então uma guarnição seguiu para o local e flagrou ‘o evento’.
Os militares contaram cerca de 13 pessoas, além dos donos do imóvel, todos aglomerados, consumindo bebidas alcoólicas e sem nenhum cuidado de prevenção contra o possível contágio de covid.
Os policiais identificaram os responsáveis pela festa, comunicaram sobre os decretos, estadual e municipal, que proíbem os eventos, orientaram para que encerrassem o evento e dispersassem os convidados.
O dono da casa e o filho teriam dado risada na cara dos policiais e afirmado que na casa dele ‘esses decretos’ não têm validade.
Em seguida, a dupla voltou para a festa afirmando que ninguém iria embora.
Os militares pediram apoio a outra equipe, adentraram a residência e deram voz de prisão ao homem e ao filho, que ficaram exaltados com a PM acabando com a festa.
Os dois foram encaminhados à Delegacia de Polícia Civil, onde foram autuados em flagrante por desrespeitar ordem pública, contribuir para a propagação de doença contagiosa e desacatar autoridade policial e resistir à prisão.
Mato Grosso
Promotoria recomenda à Câmara avaliação de conduta de vereador
A 1ª Promotoria de Justiça Cível de Várzea Grande, especializada na Defesa da Probidade Administrativa e do Patrimônio Público, expediu notificação recomendatória à Câmara Municipal para que analise possível repercussão ética e parlamentar envolvendo o vereador licenciado e ex-diretor-presidente do Departamento de Água e Esgoto de Várzea Grande (DAE/VG), Rogério de França Martins.A recomendação foi assinada pela promotora de Justiça Taiana Castrillon Dionello no âmbito do inquérito civil instaurado para apurar a origem, a natureza e as circunstâncias de valores em espécie supostamente recebidos pelo gestor, bem como eventual relação dos fatos com o exercício da função pública e possível prática de ato lesivo ao patrimônio público ou de improbidade administrativa.A investigação teve início após a divulgação de imagens que mostrariam o então diretor-presidente do DAE/VG recebendo quantias em dinheiro e manuseando uma sacola contendo valores em espécie. Segundo a promotoria, o material audiovisual foi juntado aos autos e passou por análise preliminar. Também foram incorporadas ao procedimento informações sobre a existência de investigações relacionadas à autarquia municipal e um áudio que, conforme apurado, teria sido atribuído ao investigado.Na notificação, a promotora de Justiça destaca que, embora enquanto exercia a presidência do DAE/VG, Rogério de França Martins permanecia titular do mandato de vereador, estando apenas licenciado da função legislativa. Por essa razão, a promotoria aponta que os fatos investigados podem ter repercussão no âmbito do decoro parlamentar, matéria de competência da Câmara Municipal.O documento encaminhado ao presidente da Câmara de Várzea Grande, vereador Wanderley Cerqueira, com cópia à Comissão de Ética Parlamentar, recomenda que os elementos reunidos no inquérito civil sejam submetidos ao órgão competente para análise fundamentada sobre eventual violação ao decoro parlamentar e sobre a existência de requisitos para instauração de procedimento ético-disciplinar ou político-administrativo.A promotoria ressalta que a medida não representa antecipação de julgamento sobre a responsabilidade do investigado, mas busca assegurar que o Poder Legislativo exerça sua competência constitucional e regimental para avaliar se os fatos possuem repercussão na dignidade do mandato parlamentar. Conforme a recomendação, cabe à Câmara realizar juízo próprio e fundamentado acerca da necessidade de adoção de providências no âmbito de suas atribuições.O Ministério Público também recomenda que, caso sejam constatados indícios suficientes para atuação da Casa Legislativa, sejam adotadas as medidas institucionais juridicamente cabíveis, observando-se o devido processo legal, o contraditório e a ampla defesa, inclusive em eventual processo político-administrativo.A Câmara Municipal terá prazo de 10 dias para prestar informações ao Ministério Público sobre as providências adotadas. Além da resposta formal, deverão ser encaminhados documentos que comprovem o atendimento à recomendação.De acordo com a promotora de Justiça Taiana Castrillon Dionello, o encaminhamento dos elementos já reunidos no inquérito civil tem o objetivo de viabilizar a análise institucional da matéria pela Câmara Municipal e prevenir eventual omissão na apreciação de fatos que podem estar relacionados ao exercício do mandato parlamentar.Foto: Câmara Municipal de Várzea Grande
Fonte: Ministério Público MT – MT
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