Mato Grosso
História de vida e contribuição de Justina Ferreira é retratada em documentário
Mato Grosso
A produção audiovisual será lançada nesta terça-feira (13.04), dia em que a homenageada completa 65 anos de vida. Além do documentário, a história de Justina Ferreira poderá ser conhecida em uma exposição virtual, e um livro que está em processo de edição.
“As mãos Beneditas de Justina” um vídeo documentário que conta um pouco da história e contribuição de Justina Ferreira da Silva, será lançado nesta terça-feira (13.04), às 19h, dia em que a homenageada completa 65 anos de vida. O projeto foi contemplado no Edital Conexão Mestres da Cultura – Marília Beatriz de Figueiredo Leite, realizado pela Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT). O documentário poderá ser assistido no Canal da Secel no Youtube.
A produção audiovisual conta com a participação da comunidade Ribeirão do Mutuca no Quilombo Mata Cavalo, em Nossa Senhora do Livramento. Lugar este que Justina vive e pertence, como ela mesma diz no documentário. “Aqui eu nasci, aqui eu vivi, aqui eu vou morrer, mas com muita garra, que hoje, estou sendo uma mulher reconhecida, para contar a história para o meu povo. O que eu passei, mas não morri”, frisa.
Muito mais do que a história de vida desta guardiã dos conhecimentos, os produtos culturais narram o grito de resistência da comunidade, diante de todas as tentativas de massacre físico e cultural vivenciados por eles no decorrer dos tempos. Os relatos da própria Justina e dos moradores da comunidade, são um misto de reconhecimento à essa Mestre da Cultura de Mato Grosso, a luta pela terra e sobrevivência dos aprendizados deixados pelos antepassados.
Justina conta tudo que viveu e como procura repassar para os mais novos o conhecimento herdado de seus pais e avós. Para a comunidade, ela é um patrimônio vivo, uma mãe de todos. Ela é referência em tudo o que é feito na comunidade, e da forma mais humilde ensina a todos com a sua sabedoria. “Eu não aprendi a ler. Aprendi a sabedoria. É o amor, o carinho. Não pense você que a roupa é sua felicidade. A sua felicidade está dentro de você”, declara Justina Ferreira.
Exposição virtual
Além do documentário, a história de Justina Ferreira poderá ser conhecida em uma exposição virtual, e um livro que está em processo de edição. A exposição conta com imagens de João Almeida, Téo Miranda e de alguns membros da própria comunidade: Rayane Vitória da Silva, Eduarda Karolyne Ferreira Brito, Eliana Letícia da Silva, Graciele Evangelista da Silva, Wenderson David Ferreira da Silva e Samuel Felipe dos Santos, que foram capacitados durante uma oficina audiovisual realizada durante a execução do projeto.
A curadora da exposição Gilda Portela, conta que a ideia é que a mostra seja transpassada pelo espírito da reciprocidade, solidariedade e pelo trabalho coletivo que enxergamos na vida de Justina, e que manteve viva a comunidade Ribeirão do Mutuca. As fotografias foram feitas e selecionadas neste clima juntamente com os jovens quilombolas expositores e parte da equipe executora do projeto.
“Outro elemento que cabe destaque é que a identidade étnica quilombola deve ir além da resistência cultural. A evocação da cosmogênese das memórias ancestrais seja ressaltada como elemento principal através da temática ‘nossos ancestrais são rainhas e reis’. Vemos nas imagens uma Justina que comanda a cozinha, que embala doce, que é mãe, é avó, que lutou pra permanecer nesse território, mas também descendente de reis e rainhas”, finaliza Gilda.
Serviço
Para visitar a exposição virtual: www.acorquirim.org.br
Documentário: Canal Secel-MT no Youtube
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Mato Grosso
Gaeco-MT atua em operação contra esquema milionário no agronegócio
O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado de Mato Grosso (Gaeco-MT) participa da Operação Safra Oculta, deflagrada nesta quarta-feira (26) pelo Ministério Público de Goiás (MPGO) para investigar um esquema interestadual de sonegação fiscal no comércio de grãos. A ação ocorre de forma integrada em Goiás, Mato Grosso, São Paulo, Santa Catarina e Bahia e apura a atuação de uma organização criminosa suspeita de crimes contra a ordem tributária, lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio.Em Mato Grosso, o Gaeco-MT cumpriu mandado de prisão contra um alvo no Estado. Ao todo, foram expedidos nove mandados de prisão preventiva e 13 mandados de busca e apreensão em municípios dos cinco estados envolvidos na operação.Segundo as investigações, o grupo teria estruturado uma rede de empresas para viabilizar operações de comercialização de grãos e dificultar a identificação dos verdadeiros responsáveis pelos negócios. Entre os investigados estão três contadores apontados como integrantes da estrutura utilizada para manter o esquema.As apurações indicam ainda o uso de empresas chamadas de “noteiras” para emissão de documentos fiscais e formalização de operações comerciais. A estrutura teria permitido a movimentação de grandes volumes financeiros por empresas registradas em nome de terceiros, sem capacidade econômica compatível com os valores movimentados.Duas das principais empresas investigadas acumulam mais de R$ 90 milhões em débitos de ICMS constituídos e não quitados. Uma delas teria movimentado cerca de R$ 200 milhões no período analisado pelos investigadores.Além da sonegação fiscal, a operação busca identificar possíveis práticas de lavagem de dinheiro e organização criminosa, bem como produtores rurais e empresários que possam ter se beneficiado do esquema.A atuação do Gaeco-MT integra uma força-tarefa formada pelo Ministério Público de Goiás, por meio do Gaeco e do Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos (Cira-GO), além dos Gaecos de São Paulo e Santa Catarina, do Grupo de Atuação Especial de Combate à Sonegação Fiscal (Gaesf) do Ministério Público da Bahia, da Secretaria de Estado da Economia de Goiás e das Polícias Civil e Militar goianas. As investigações seguem em andamento.O Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) de Mato Grosso é uma força-tarefa permanente coordenada pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT) e integrada pela Polícia Civil, Polícia Militar, Polícia Penal e pelo Sistema Socioeducativo.(Com informações do MPGO)
Foto: Imagem ilustrativa.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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