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Secretaria da Mulher e Sine Municipal com projetos às vítimas de violência doméstica

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O objetivo é inserir no cadastro do Sine Municipal as mulheres assistidas pelo Espaço Acolhimento

Com o objetivo de firmar parcerias que contribuam no desenvolvimento de políticas sociais de combate à violência contra a mulher, a secretária municipal da Mulher, Luciana Zamproni, realizou uma reunião com o diretor de Geração de Emprego e Renda de Cuiabá, Rafael Butareli. O encontro teve como intuito tratar de ações que possam inserir no cadastro do Sine Municipal as mulheres assistidas pelo Espaço Acolhimento.

De acordo com Zamproni, a inserção no mercado de trabalho é uma alternativa que livra a mulher do ciclo de violência doméstica, visto que um dos principais fatores para que as vítimas não procurem ajuda é a dependência financeira.

“Muitas mulheres dizem que preferem não registrar ocorrências pela dependência dos companheiros, por eles serem pais de seus filhos e a única fonte de renda da casa. Se conseguirmos quebrar esse ciclo de dependência financeira, acabamos também com o ciclo de dependência da mulher em relação ao seu agressor”, explica.

Para Butareli, a busca pelo desenvolvimento de projetos e programas que incluam as mulheres vítimas de violência doméstica já vem acontecendo desde 2018 em parceria com a Secretaria Municipal de Assistência Social, por meio dos CRAS. Ele destaca que o próximo passo é trabalhar em conjunto com a Secretaria da Mulher e fortalecer as políticas públicas, alcançando aquelas que vivem no ciclo de violência doméstica.

“Nossa reunião foi positiva e o próximo passo é ajudar essas mulheres a entrarem no mercado de trabalho, queremos triplicar os atendimentos que realizávamos antes da pandemia. A intenção é criar mais uma ferramenta de apoio às vítimas de violência, para que tenham renda e condições de seguir em frente”, opina. 

Por Júlia Milhomem Batista

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Wanderley nega manobra e diz que eleição pode ocorrer até dezembro

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O presidente da Câmara Municipal de Várzea Grande, Wanderley Cerqueira (MDB), negou que esteja tentando adiar deliberadamente a eleição da Mesa Diretora para o biênio 2027/2028. Segundo ele, o Legislativo ainda está dentro do prazo previsto para realizar a votação, que pode ocorrer até 31 de dezembro.

A declaração ocorre em meio à pressão de um grupo de vereadores ligado à prefeita Flávia Moretti (PL), que cobra a convocação de uma nova eleição e acusa Wanderley de postergar o processo por não contar com votos suficientes para garantir a permanência na presidência.

“Eu não estou me recusando em nada, eu não tenho nenhuma ordem judicial, então eu não estou recusando nada”, afirmou o presidente.

Wanderley ressaltou que cumprirá eventual determinação da Justiça, mas defendeu que, enquanto não houver uma ordem nesse sentido, a Câmara pode seguir o calendário que considera previsto nas normas vigentes.

“Se a lei determinar que eu tenho que fazer, não tem problema nenhum. Enquanto a lei não determinar, nós estamos dentro do prazo. Porque tem até 31 de dezembro para fazer eleição”, declarou.

O presidente também destacou que o mandato da próxima Mesa Diretora começa em 1º de janeiro de 2027.

“E eu não tô [negando], tem presidente, e o próximo presidente assume a partir de 1º de janeiro de 2027. Nós estamos dentro do marco temporal, que é outubro a 31 de dezembro”, acrescentou.

A eleição anterior da Mesa Diretora, realizada em maio, reconduziu Wanderley ao comando da Câmara para o próximo biênio, mas acabou anulada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que considerou irregular a antecipação da votação.

Após a anulação, vereadores contrários ao presidente passaram a cobrar a realização de um novo pleito. O grupo apresentou à Justiça um pedido para obrigar Wanderley a convocar a votação em até 24 horas. A iniciativa recebeu apoio de 15 dos 23 parlamentares da Casa.

No início de outubro, o juiz Carlos Roberto Barros de Campos, da 3ª Vara Especializada da Fazenda Pública de Várzea Grande, determinou que o presidente prestasse esclarecimentos antes de decidir sobre o pedido de urgência. Na ocasião, o magistrado não concedeu nem negou a liminar.

Wanderley afirma que não existe, até o momento, determinação judicial obrigando a convocação imediata da eleição. A disputa sobre o calendário do pleito segue em análise, enquanto os vereadores aguardam uma definição sobre os próximos passos.



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