Mato Grosso
Secretaria da Mulher e Sine Municipal com projetos às vítimas de violência doméstica
Mato Grosso
O objetivo é inserir no cadastro do Sine Municipal as mulheres assistidas pelo Espaço Acolhimento
Com o objetivo de firmar parcerias que contribuam no desenvolvimento de políticas sociais de combate à violência contra a mulher, a secretária municipal da Mulher, Luciana Zamproni, realizou uma reunião com o diretor de Geração de Emprego e Renda de Cuiabá, Rafael Butareli. O encontro teve como intuito tratar de ações que possam inserir no cadastro do Sine Municipal as mulheres assistidas pelo Espaço Acolhimento.
De acordo com Zamproni, a inserção no mercado de trabalho é uma alternativa que livra a mulher do ciclo de violência doméstica, visto que um dos principais fatores para que as vítimas não procurem ajuda é a dependência financeira.
“Muitas mulheres dizem que preferem não registrar ocorrências pela dependência dos companheiros, por eles serem pais de seus filhos e a única fonte de renda da casa. Se conseguirmos quebrar esse ciclo de dependência financeira, acabamos também com o ciclo de dependência da mulher em relação ao seu agressor”, explica.
Para Butareli, a busca pelo desenvolvimento de projetos e programas que incluam as mulheres vítimas de violência doméstica já vem acontecendo desde 2018 em parceria com a Secretaria Municipal de Assistência Social, por meio dos CRAS. Ele destaca que o próximo passo é trabalhar em conjunto com a Secretaria da Mulher e fortalecer as políticas públicas, alcançando aquelas que vivem no ciclo de violência doméstica.
“Nossa reunião foi positiva e o próximo passo é ajudar essas mulheres a entrarem no mercado de trabalho, queremos triplicar os atendimentos que realizávamos antes da pandemia. A intenção é criar mais uma ferramenta de apoio às vítimas de violência, para que tenham renda e condições de seguir em frente”, opina.
Por Júlia Milhomem Batista
Mato Grosso
MPMT e Prefeitura alinham ações para desocupação de áreas verdes
O avanço de ocupações irregulares em áreas públicas situadas nos loteamentos Senador Jonas Pinheiro e Residencial Ilza Therezinha Picoli Pagot foi tema de uma reunião realizada nesta sexta-feira (28) entre o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) e a Prefeitura de Cuiabá. O encontro foi conduzido pela promotora de Justiça Maria Fernanda Corrêa da Costa, titular da 17ª Promotoria de Justiça de Defesa da Ordem Urbanística da Capital, e contou com a participação do Prefeito Abilio Brunini, da Secretária Municipal de Ordem Pública, Juliana Palhares, e de técnicos da administração municipal. Na ocasião, foram discutidas as medidas adotadas para conter novas invasões e garantir a proteção das áreas.Recentemente, o MPMT notificou o Município de Cuiabá para que, no exercício do poder de polícia administrativa, adotasse providências destinadas à desocupação de duas áreas verdes ocupadas irregularmente. Parte da região afetada está inserida em Área de Preservação Permanente (APP), com a presença de nascente difusa. A atuação ministerial considera o crescimento das ocupações em uma área classificada pela Defesa Civil como de alto risco, exigindo medidas preventivas para impedir novas construções e assegurar a preservação ambiental.Segundo a promotora de Justiça Maria Fernanda Corrêa da Costa, a atuação conjunta busca assegurar o cumprimento da legislação urbanística e ambiental. A região já havia sido alvo de ações fiscalizatórias anteriormente. Em abril de 2025, foram realizadas demolições de imóveis em construção e sem ocupação. Já na quinta-feira (27), uma nova operação resultou na demolição de 19 edificações desabitadas erguidas irregularmente na área invadida.De acordo com a secretária Municipal de Ordem Pública, Juliana Palhares, o trabalho da Prefeitura tem sido realizado em consonância com as orientações do Ministério Público. “A ação teve como foco construções sem ocupação identificadas durante o monitoramento da área. Além de famílias em situação de vulnerabilidade, foram encontradas edificações de grande porte e padrão construtivo elevado, evidenciando que parte das ocupações não está relacionada exclusivamente à necessidade de moradia. O Município seguirá adotando medidas para impedir novas invasões e garantir o cumprimento da legislação”, afirmou.A promotora de Justiça Maria Fernanda Corrêa da Costa reforçou que o Ministério Público continuará acompanhando o caso e adotando as medidas extrajudiciais e judiciais necessárias para promover a desocupação das áreas irregularmente ocupadas, assegurar a preservação das áreas verdes e proteger os recursos ambientais existentes na região.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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