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Servidor furta pneus de prefeitura em MT e compra carro de luxo

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Da Redação

A Polícia Civil de Barra do Garças (509 km a leste de Cuiabá) esclareceu um crime de peculato em que ocorreu o desvio de pneus de veículos pertencentes à Secretaria Municipal de Urbanismo, da prefeitura. Um ex-servidor que exercia cargo em comissão foi identificado como autor dos fatos.

As diligências iniciaram após o atual prefeito da cidade, Adilson Gonçalves de Macedo, registrar boletim de ocorrência, no dia 22 de março comunicando o possível desvio.

Nas investigações, foi apurado que pneus adquiridos para serem utilizados nas automóveis da Secretaria Municipal de Urbanismo, foram desviados nos meses de novembro e dezembro do ano passado (2020), por um servidor comissionado que exercia suas funções na Secretaria Municipal do Meio Ambiente, ocupando o cargo de diretor de Divisão de Frotas. 

De acordo com o delegado Wilyney Santana Borges, os indícios apontados no inquérito policial indicam que até o momento, foi possível constatar o desvio de pelo menos 12 pneus novos utilizados em caminhões e retroescavadeiras, causando um prejuízo de aproximadamente R$ 35 mil ao Poder Público do município. 

“Várias diligências foram realizadas, até que o suspeito acabou confessando o crime. Em depoimento, ele  contou que os pneus desviados foram repassados para um comerciante como parte do pagamento na aquisição de um carro de luxo, da marca Audi A4, modelo/2011“, disse o delegado.

O investigado pela venda dos pneus deverá responder ação penal pelo crime de peculato, vez que na época dos desvios, exercia o cargo de funcionário público. Já o comerciante que recebeu os pneus desviados, em troca de pagamento, responderá pelo crime de receptação.

A Polícia Civil de Barra do Garças continua as investigações para saber se havia a conivência ou 

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Wanderley nega manobra e diz que eleição pode ocorrer até dezembro

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O presidente da Câmara Municipal de Várzea Grande, Wanderley Cerqueira (MDB), negou que esteja tentando adiar deliberadamente a eleição da Mesa Diretora para o biênio 2027/2028. Segundo ele, o Legislativo ainda está dentro do prazo previsto para realizar a votação, que pode ocorrer até 31 de dezembro.

A declaração ocorre em meio à pressão de um grupo de vereadores ligado à prefeita Flávia Moretti (PL), que cobra a convocação de uma nova eleição e acusa Wanderley de postergar o processo por não contar com votos suficientes para garantir a permanência na presidência.

“Eu não estou me recusando em nada, eu não tenho nenhuma ordem judicial, então eu não estou recusando nada”, afirmou o presidente.

Wanderley ressaltou que cumprirá eventual determinação da Justiça, mas defendeu que, enquanto não houver uma ordem nesse sentido, a Câmara pode seguir o calendário que considera previsto nas normas vigentes.

“Se a lei determinar que eu tenho que fazer, não tem problema nenhum. Enquanto a lei não determinar, nós estamos dentro do prazo. Porque tem até 31 de dezembro para fazer eleição”, declarou.

O presidente também destacou que o mandato da próxima Mesa Diretora começa em 1º de janeiro de 2027.

“E eu não tô [negando], tem presidente, e o próximo presidente assume a partir de 1º de janeiro de 2027. Nós estamos dentro do marco temporal, que é outubro a 31 de dezembro”, acrescentou.

A eleição anterior da Mesa Diretora, realizada em maio, reconduziu Wanderley ao comando da Câmara para o próximo biênio, mas acabou anulada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que considerou irregular a antecipação da votação.

Após a anulação, vereadores contrários ao presidente passaram a cobrar a realização de um novo pleito. O grupo apresentou à Justiça um pedido para obrigar Wanderley a convocar a votação em até 24 horas. A iniciativa recebeu apoio de 15 dos 23 parlamentares da Casa.

No início de outubro, o juiz Carlos Roberto Barros de Campos, da 3ª Vara Especializada da Fazenda Pública de Várzea Grande, determinou que o presidente prestasse esclarecimentos antes de decidir sobre o pedido de urgência. Na ocasião, o magistrado não concedeu nem negou a liminar.

Wanderley afirma que não existe, até o momento, determinação judicial obrigando a convocação imediata da eleição. A disputa sobre o calendário do pleito segue em análise, enquanto os vereadores aguardam uma definição sobre os próximos passos.



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