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Sob ameaças de parentes de criminoso morto, familiares das vítimas recorrem ao “Programa da Gente”

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Da Redação

“Serial Killer” de Mato Grosso é esmagado por empilhadeira sem condutor

Identificado nos autos judiciais como Creudinei da Costa Lima, 42 anos, ex-presidiário de alta periculosidade morreu na tarde da última sexta-feira (26), após ser atingido por empilhadeira no bairro Renascer, em Cuiabá. Ele havia sido condenado a 73 anos de prisão pelo assassinato de um homem e de outras três pessoas da mesma família, em Chapada dos Guimarães (a 65 km de Cuiabá).

A família dessas vítimas entrou em contato com o “Programa da Gente” e informou estar com medo, pois vem recebendo ameaças por parte de parentes do morto. Ainda disse que o criminoso em questão não era trabalhador, e estava sendo obrigado a trabalhar em função da exigência judicial de cumprimento da pena.

Entenda o caso…

O primeiro crime de Creudinei da Costa Lima ocorreu em janeiro de 2005, em uma boate. Creudinei chegou até Edirson Carlos da Cruz, 23 anos, e pediu um cigarro. A vítima respondeu que não tinha, mas ele não acreditou e, em seguida, atirou duas vezes contra a vítima.

Meses após o homicídio, ele se escondeu numa chácara no Distrito de Aguaçu, em Chapada dos Guimarães. Acabou se apaixonando pela prima, que não quis aceitar o romance, motivo pelo qual a matou. Ainda executou seus dois primos.

O assassino foi condenado a 16 anos de prisão pela morte de Edirson, em Cuiabá, e a 57 anos pelo triplo homicídio em Chapada, mas cumpriu apenas 12 anos.

Após ficar livre das grades, Creudinei procurava por emprego e conseguiu uma oportunidade em uma empresa de açaí, até que, na tarde da última sexta-feira (26), acabou morrendo em acidente de trabalho, imprensado por empilhadeira.

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência foi acionado no local, já encontrando Creudinei sem nenhum sinal vital.

A Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa irá investigar o caso, para saber como a empilhadeira se movimentou sozinha.

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Wanderley nega manobra e diz que eleição pode ocorrer até dezembro

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O presidente da Câmara Municipal de Várzea Grande, Wanderley Cerqueira (MDB), negou que esteja tentando adiar deliberadamente a eleição da Mesa Diretora para o biênio 2027/2028. Segundo ele, o Legislativo ainda está dentro do prazo previsto para realizar a votação, que pode ocorrer até 31 de dezembro.

A declaração ocorre em meio à pressão de um grupo de vereadores ligado à prefeita Flávia Moretti (PL), que cobra a convocação de uma nova eleição e acusa Wanderley de postergar o processo por não contar com votos suficientes para garantir a permanência na presidência.

“Eu não estou me recusando em nada, eu não tenho nenhuma ordem judicial, então eu não estou recusando nada”, afirmou o presidente.

Wanderley ressaltou que cumprirá eventual determinação da Justiça, mas defendeu que, enquanto não houver uma ordem nesse sentido, a Câmara pode seguir o calendário que considera previsto nas normas vigentes.

“Se a lei determinar que eu tenho que fazer, não tem problema nenhum. Enquanto a lei não determinar, nós estamos dentro do prazo. Porque tem até 31 de dezembro para fazer eleição”, declarou.

O presidente também destacou que o mandato da próxima Mesa Diretora começa em 1º de janeiro de 2027.

“E eu não tô [negando], tem presidente, e o próximo presidente assume a partir de 1º de janeiro de 2027. Nós estamos dentro do marco temporal, que é outubro a 31 de dezembro”, acrescentou.

A eleição anterior da Mesa Diretora, realizada em maio, reconduziu Wanderley ao comando da Câmara para o próximo biênio, mas acabou anulada pelo Supremo Tribunal Federal (STF), que considerou irregular a antecipação da votação.

Após a anulação, vereadores contrários ao presidente passaram a cobrar a realização de um novo pleito. O grupo apresentou à Justiça um pedido para obrigar Wanderley a convocar a votação em até 24 horas. A iniciativa recebeu apoio de 15 dos 23 parlamentares da Casa.

No início de outubro, o juiz Carlos Roberto Barros de Campos, da 3ª Vara Especializada da Fazenda Pública de Várzea Grande, determinou que o presidente prestasse esclarecimentos antes de decidir sobre o pedido de urgência. Na ocasião, o magistrado não concedeu nem negou a liminar.

Wanderley afirma que não existe, até o momento, determinação judicial obrigando a convocação imediata da eleição. A disputa sobre o calendário do pleito segue em análise, enquanto os vereadores aguardam uma definição sobre os próximos passos.



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