Mato Grosso
Governador pede para prefeitos de MT intensificarem atualização de dados da vacinação
Mato Grosso
Da Redação.
O governador Mauro Mendes enviou uma mensagem a todos os 141 prefeitos de Mato Grosso na qual pede uma atuação mais firme para que os dados sobre a vacinação contra a covid-19 sejam inseridos no sistema do Ministério da Saúde.
A mensagem foi encaminhada na manhã desta quarta-feira (31.03), em razão de Mato Grosso figurar em último colocado no ranking de vacinação dos estados, divulgado pelo consórcio de imprensa.
Mauro Mendes destacou que dentro do Plano Nacional de Imunização (PNI), o Governo de Mato Grosso é responsável por receber e distribuir as vacinas aos municípios mato-grossenses. E isso tem sido feito: das 447.960 doses enviadas pelo Ministério da Saúde, o Estado já distribuiu 445.995 doses às Regionais de Saúde – 99% do total.
Porém, é papel de cada prefeitura fazer a aplicação da vacina na população, bem como informar o status da vacinação dentro do sistema do Ministério da Saúde.
“Quero pedir a colaboração e atuação mais firme dos prefeitos nessa campanha de vacinação. É muito ruim para o estado de Mato Grosso passar para todo mundo na mídia que é o estado em último lugar. A nossa função é receber as vacinas, fazer a logística e fazer chegar aos municípios. Feita a vacinação, o pessoal precisa alimentar o sistema do ministério. Peço que os senhores prefeitos orientem, cobrem, ajudem os seus secretários de Saúde para que as secretarias, quando vacinarem, alimentarem o sistema do Ministério da Saúde”, explicou.
Conforme o chefe do Executivo Estadual, os dados do Ministério da Saúde mostram que há prefeituras de Mato Grosso que estariam vacinando pouco em relação à quantidade de doses recebidas.
“Pelos dados oficiais, nós estamos com prefeituras com 15%, 20%, 30% de vacinação das doses que recebeu, enquanto há municípios com 70%, 80%, 90%. Nitidamente existe algum problema de alimentação do sistema. Acredito que está todo mundo aplicando. Mas tem que aplicar e alimentar o sistema”, pontuou.
Foto: Mayke Toscano Secom-MT
Mato Grosso
Após 19 anos, júri condena réu que matou trabalhador por engano
Nesta segunda-feira (24), o Tribunal do Júri de Várzea Grande julgou um homicídio ocorrido em 9 de maio de 2007. Quase duas décadas depois, Antônio Wilson Ribeiro foi condenado por homicídio qualificado e ocultação de cadáver, à pena de 13 anos de reclusão.
O caso teve origem em um episódio anterior. Anos antes, uma clínica odontológica havia sido alvo de um crime, ocasião em que uma funcionária chegou a ser feita refém. Tempos depois, William Batista Luz, paciente do estabelecimento, foi confundido com o autor daquela ocorrência.
Em 9 de maio de 2007, William retornou à clínica para dar continuidade ao tratamento odontológico. A suspeita de que ele seria o antigo criminoso desencadeou uma sequência de acontecimentos que terminou em sua morte.
Segundo a denúncia do Ministério Público, William foi algemado e retirado da clínica por um grupo de homens. A partir daquele momento, nunca mais foi visto.
Seu corpo jamais foi localizado.
A investigação, contudo, reuniu uma cadeia de evidências sobre a dinâmica dos fatos e a participação do acusado. Foram apresentados ao Conselho de Sentença depoimentos de testemunhas presenciais, elementos sobre os vínculos entre os envolvidos, dados relativos à presença do réu no contexto do crime e informações relacionadas ao veículo utilizado na retirada da vítima.
A inexistência do cadáver não impediu o reconhecimento da materialidade. O desaparecimento definitivo, as circunstâncias em que William foi visto pela última vez e o conjunto probatório permitiram a reconstrução do homicídio. A morte da vítima também foi reconhecida judicialmente como presumida, com a correspondente emissão de certidão de óbito.
Ao final do julgamento, os jurados acolheram a tese do Ministério Público e reconheceram a responsabilidade de Antônio Wilson Ribeiro pelo homicídio qualificado e pela ocultação do cadáver.
O caso também evidencia um ponto essencial: justiçamento não é Justiça. Ninguém pode investigar, julgar, condenar e executar uma pessoa por conta própria. O monopólio legítimo da aplicação da lei pertence ao Estado, justamente para impedir que a vingança privada substitua o devido processo legal.
Dezenove anos depois, mesmo sem a localização do corpo de William, o Tribunal do Júri apresentou sua resposta.
É possível esconder um cadáver. A verdade dos fatos e a resposta da Justiça, não.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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