Mato Grosso
Carro bate de frente e carreta esmaga casal em rodovia de Mato Grosso
Mato Grosso
Da Redação
Um grave acidente envolvendo três veículos matou duas pessoas nesta terça-feira (30), por volta das 09h50, no Km 565 da BR-163, em Nova Mutum (239 km de Cuiabá).
A batida envolveu duas carretas, uma Volvo FH540, de cor branca, uma Scania R440, de cor branca, placas de Lucas do Rio Verde, e um veículo Fiat Strada, de cor vermelha, placas de Sinop.
Segundo informações do site Power Mix, o condutor do veículo, que seguia sentido Nova Mutum, teria invadido a pista contrária e colidido de frente com uma carreta Volvo FH540, uma segunda carreta, Scania R440, que seguia sentido Cuiabá, não conseguiu frear a tempo e acabou colidindo com a traseira da Volvo FH540, que ficou atravessada na rodovia.
No veículo viajava um casal identificado como Joel Marcelino da Silva, de 68 anos, e Ivonice Pereira de Assis, de 50 anos, ambos morreram na hora.
Os motoristas das duas carretas não ficaram feridos e assinaram o termo de recusa de atendimento.
A rodovia segue interditada nos dois sentidos, equipes da Rota do Oeste, bem como a PRF e a Polícia Civil estão no local aguardando a chegada da Perícia Oficial e Identificação Técnica POLITEC, de Sorriso.
Veículos de passeio estão conseguindo passar pela lateral da pista, por um desvio, já os veículos de carga seguem na pista, alguns motoristas estão retornando para Nova Mutum e seguindo viagem pela MT-249.

Mato Grosso
Após 19 anos, júri condena réu que matou trabalhador por engano
Nesta segunda-feira (24), o Tribunal do Júri de Várzea Grande julgou um homicídio ocorrido em 9 de maio de 2007. Quase duas décadas depois, Antônio Wilson Ribeiro foi condenado por homicídio qualificado e ocultação de cadáver, à pena de 13 anos de reclusão.
O caso teve origem em um episódio anterior. Anos antes, uma clínica odontológica havia sido alvo de um crime, ocasião em que uma funcionária chegou a ser feita refém. Tempos depois, William Batista Luz, paciente do estabelecimento, foi confundido com o autor daquela ocorrência.
Em 9 de maio de 2007, William retornou à clínica para dar continuidade ao tratamento odontológico. A suspeita de que ele seria o antigo criminoso desencadeou uma sequência de acontecimentos que terminou em sua morte.
Segundo a denúncia do Ministério Público, William foi algemado e retirado da clínica por um grupo de homens. A partir daquele momento, nunca mais foi visto.
Seu corpo jamais foi localizado.
A investigação, contudo, reuniu uma cadeia de evidências sobre a dinâmica dos fatos e a participação do acusado. Foram apresentados ao Conselho de Sentença depoimentos de testemunhas presenciais, elementos sobre os vínculos entre os envolvidos, dados relativos à presença do réu no contexto do crime e informações relacionadas ao veículo utilizado na retirada da vítima.
A inexistência do cadáver não impediu o reconhecimento da materialidade. O desaparecimento definitivo, as circunstâncias em que William foi visto pela última vez e o conjunto probatório permitiram a reconstrução do homicídio. A morte da vítima também foi reconhecida judicialmente como presumida, com a correspondente emissão de certidão de óbito.
Ao final do julgamento, os jurados acolheram a tese do Ministério Público e reconheceram a responsabilidade de Antônio Wilson Ribeiro pelo homicídio qualificado e pela ocultação do cadáver.
O caso também evidencia um ponto essencial: justiçamento não é Justiça. Ninguém pode investigar, julgar, condenar e executar uma pessoa por conta própria. O monopólio legítimo da aplicação da lei pertence ao Estado, justamente para impedir que a vingança privada substitua o devido processo legal.
Dezenove anos depois, mesmo sem a localização do corpo de William, o Tribunal do Júri apresentou sua resposta.
É possível esconder um cadáver. A verdade dos fatos e a resposta da Justiça, não.
Fonte: Ministério Público MT – MT
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