Mato Grosso

Suspeitos de matar aposentado da Sefaz são soltos em Cuiabá

Publicado em

Mato Grosso

Da Reprodução

Os quatro criminosos no envolvimento da morte do servidor aposentado da Secretaria de Fazenda (Sefaz), Nicomedes Francisco Pinto Lopes, de 69 anos, foram soltos em audiência de custódia, na ultima na ultima sexta-feira (26) no Fórum de Cuiabá.

A decisão é da juíza plantonista Cristiane Padim da Silva, que concedeu liberdade provisória aos acusados P.H.L., D.M.B.R., W.O.S.C. e J.S. 

Na decisão, ela afirma ser necessário aprofundar as investigações para restar caracterizado a participação dos indiciados no crime.

“No tocante à necessidade da manutenção da custódia cautelar dos autuados, importante assinalar que o procedimento em tela se restringe à apuração do crime de receptação dos bens da vítima de um homicídio, que está sendo apurado na comarca de Chapada dos Guimarães/MT”, disse.

Nicomedes foi sequestrado no último domingo (21), por criminosos que invadiram a sua casa em Chapada dos Guimarães (a 64 km de Cuiabá).

A vítima foi encontrada na manhã da ultima quinta-feira (25), na MT-010, conhecida como Estrada da Guia, em Cuiabá. O crime foi registrado como latrocínio, ou seja, quando há roubo seguido de morte.  Os filhos do aposentado tinham acesso à conta do pai e receberam notificações de movimentações bancárias, além de outros bens de valor que foram levados da residência   

As prisões dos suspeitos foram efetuadas pela Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), na quinta-feira (2

COMENTE ABAIXO:
Propaganda
Clique para comentar

Você precisa estar logado para postar um comentário Login

Deixe uma resposta

Mato Grosso

Após 19 anos, júri condena réu que matou trabalhador por engano

Publicados

em


Nesta segunda-feira (24), o Tribunal do Júri de Várzea Grande julgou um homicídio ocorrido em 9 de maio de 2007. Quase duas décadas depois, Antônio Wilson Ribeiro foi condenado por homicídio qualificado e ocultação de cadáver, à pena de 13 anos de reclusão.
O caso teve origem em um episódio anterior. Anos antes, uma clínica odontológica havia sido alvo de um crime, ocasião em que uma funcionária chegou a ser feita refém. Tempos depois, William Batista Luz, paciente do estabelecimento, foi confundido com o autor daquela ocorrência.
Em 9 de maio de 2007, William retornou à clínica para dar continuidade ao tratamento odontológico. A suspeita de que ele seria o antigo criminoso desencadeou uma sequência de acontecimentos que terminou em sua morte.
Segundo a denúncia do Ministério Público, William foi algemado e retirado da clínica por um grupo de homens. A partir daquele momento, nunca mais foi visto.
Seu corpo jamais foi localizado.
A investigação, contudo, reuniu uma cadeia de evidências sobre a dinâmica dos fatos e a participação do acusado. Foram apresentados ao Conselho de Sentença depoimentos de testemunhas presenciais, elementos sobre os vínculos entre os envolvidos, dados relativos à presença do réu no contexto do crime e informações relacionadas ao veículo utilizado na retirada da vítima.
A inexistência do cadáver não impediu o reconhecimento da materialidade. O desaparecimento definitivo, as circunstâncias em que William foi visto pela última vez e o conjunto probatório permitiram a reconstrução do homicídio. A morte da vítima também foi reconhecida judicialmente como presumida, com a correspondente emissão de certidão de óbito.
Ao final do julgamento, os jurados acolheram a tese do Ministério Público e reconheceram a responsabilidade de Antônio Wilson Ribeiro pelo homicídio qualificado e pela ocultação do cadáver.
O caso também evidencia um ponto essencial: justiçamento não é Justiça. Ninguém pode investigar, julgar, condenar e executar uma pessoa por conta própria. O monopólio legítimo da aplicação da lei pertence ao Estado, justamente para impedir que a vingança privada substitua o devido processo legal.
Dezenove anos depois, mesmo sem a localização do corpo de William, o Tribunal do Júri apresentou sua resposta.
É possível esconder um cadáver. A verdade dos fatos e a resposta da Justiça, não.

Fonte: Ministério Público MT – MT



COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

POLÍTICA

POLÍCIA

ESPORTE

ENTRETENIMENTO

MAIS LIDAS DA SEMANA