"Comissão de Educação e Cultura"
TCE-MT garante efetividade em políticas de acesso e permanência de crianças na escola
Oficialmente instalado em outubro, o grupo tem como objetivo aperfeiçoar a governança horizontal, multissetorial e multinível, na área da educação no estado.
Variedades
Para além de identificar fragilidades, a Comissão Permanente de Educação e Cultura do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT) garantiu, ao longo de 2022, a efetividade de políticas públicas voltadas ao setor. À frente do trabalho, o conselheiro e ouvidor-geral da Corte de Contas, conselheiro Antonio Joaquim, garantiu, dentre outros, o engajamento de todas as 141 prefeituras do estado ao programa Busca Ativa Escolar.
A plataforma, desenvolvida pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), tem o intuito de combater a evasão e o abandono escolar, atingindo a totalidade da adesão no mês de julho, um ano após o lançamento de nota técnica. À época o trabalho foi elogiado pela Associação dos Membros dos Tribunais de Contas do Brasil (Atricon), que repercutiu os bons resultados alcançados em Mato Grosso para outros estados.
Criada pelo presidente do TCE-MT, conselheiro José Carlos Novelli, a comissão levou em consideração para o trabalho o cenário preocupante da educação no país, agravado pela pandemia de Covid-19. “O Tribunal uniu forças a outras instituições para melhorar o sistema educacional, especialmente considerando as consequências impostas pela pandemia”, explica o conselheiro Antonio Joaquim.
Vale destacar que, neste ano, as ações do Tribunal tiveram como foco o controle e acompanhamento pós-adesão ao Busca Ativa Escolar para avaliação da efetividade das medidas. ” Precisamos de uma série de políticas que garantam que a criança chegue à escola, esteja alimentada, vestida, cuidada. A escola tem que oferecer suporte institucional”, avaliou.
Seguindo esta linha, a Corte de Contas, junto a outras instituições, garantiu que Mato Grosso fosse o 7° estado do Brasil a implementar o Gabinete de Articulação para Efetividade das Políticas de Educação (Gaepe-MT). Idealizada pelo Instituto Articule, a iniciativa é resultado de um acordo de cooperação com a Atricon e o Instituto Rui Barbosa (IRB), por meio do Comitê Técnico de Educação do IRB.
Oficialmente instalado em outubro, o grupo tem como objetivo aperfeiçoar a governança horizontal, multissetorial e multinível, na área da educação no estado, mediante diálogo, pactuação e monitoramento entre os atores institucionais responsáveis pela formulação, execução, controle, fiscalização, julgamento e regulamentação das questões relacionadas à política educacional do estado e dos municípios.
Já em novembro, durante a realização do programa TCE em Movimento, em Sinop, Antonio Joaquim fez um balanço das ações da comissão, chamando a atenção ainda para auditoria coordenada referente à infraestrutura das escolas mato-grossenses. Na ocasião, também lançou o módulo “Educação” do Radar de Controle Público, que agora conta com números do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb).
Por meio do painel de pesquisa, é possível cruzar dados e reforçar o monitoramento e as análises das informações relacionados ao ensino, o que servirá como subsídio para o desenvolvimento de ações e para o avanço do setor. “Vou propor que todas as escolas, municipais e estaduais, coloquem em seus muros os resultados alcançados no Ideb. Ao expor o que não está bom, poderemos trabalhar para a melhoria daquela unidade. Haverá um mutirão de atores, incluindo governo, Tribunal, prefeitos, governador, pais e alunos, mobilizados por essa melhora”, avaliou o conselheiro.
Para continuar garantindo resultados positivos e o consequente avanço da educação em Mato Grosso, a comissão já estabeleceu as diretrizes para sua atuação em 2023. O plano de trabalho leva em consideração diversas demandas da educação no estado, como a infraestrutura das escolas, transporte, acesso à água e evasão dos alunos.
A proposta inclui a realização de auditoria operacional coordenada no acesso ao ensino médio, monitoramento do programa Busca Ativa Escolar e fiscalização remota de recursos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb), dentre outros.
Saúde
Ex-secretária de Saúde de Cuiabá é alvo de denúncia por supostos benefícios; Prefeitura nega irregularidades
Servidores da Secretaria Municipal de Saúde de Cuiabá denunciaram supostas irregularidades ao Site Afolhanews envolvendo a ex-secretária Danielle Carmona nos últimos dias à frente da pasta.
De acordo com os relatos, a ex-gestora teria se autolotado no próprio gabinete para garantir o recebimento do chamado “prêmio saúde”, no valor de R$ 2 mil. Além disso, também teria concedido a si mesma um período de 60 dias de férias.
A situação provocou revolta entre profissionais da rede municipal, principalmente da enfermagem. Segundo os denunciantes, a gestão costumava negar pedidos de férias superiores a 30 dias para servidores da linha de frente, sob a justificativa de falta de pessoal nas unidades de saúde.
Os servidores apontam ainda incoerência entre discurso e prática da administração municipal. Durante a inauguração da Unidade de Saúde da Família (USF) do bairro Pedregal, o prefeito teria afirmado que não autorizaria férias sem a devida substituição de profissionais, o que reforçou a percepção de tratamento desigual dentro da pasta.
Danielle Carmona é servidora efetiva do município e atua como enfermeira de carreira. Conforme os relatos, ela teria se beneficiado de decisões administrativas tomadas enquanto ainda ocupava o cargo de secretária.
Prefeitura nega irregularidades
Em nota, a Prefeitura de Cuiabá afirmou que não há irregularidades na situação funcional da ex-secretária.
Segundo o município, Danielle Carmona possui todos os direitos garantidos por lei, incluindo férias e benefícios como o prêmio saúde, desde que atendidos os critérios estabelecidos.
A gestão também informou que a lotação em gabinete é um ato administrativo regular, especialmente em períodos de transição, e que a permanência da servidora no local foi previamente alinhada com a atual direção da Secretaria.
Sobre os 60 dias de férias, a Prefeitura destacou que a concessão ocorreu dentro da normalidade administrativa e já havia sido informada anteriormente, não havendo qualquer excepcionalidade.

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