"Tecnologia"
TCE-MT e AMM debatem criação do sistema de planejamento e contabilidade para implantação do GPE
“O que mais nos interessa é fazer com que os gestores façam uma boa gestão. Para isso, tem que haver tanto o planejamento quanto as ferramentas de controle dos gastos e de desempenho.”
Variedades
Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT) e Associação Mato-grossense dos Municípios (AMM) deram início, nesta quarta-feira (4), ao debate acerca da criação de um sistema integrado de planejamento, contabilidade e finanças para os municípios do estado. A plataforma, semelhante ao Fiplan-MT, substituirá o sistema Aplic e facilitará a prestação de contas, fortalecendo o controle externo.
De acordo com o presidente da Corte de Contas, conselheiro José Carlos Novelli, a novidade trará mais segurança para a contabilidade das prefeituras, tornando-a mais fidedigna. “Essa parceria vai nos ajudar na implementação de um novo sistema junto a toda a administração pública mato-grossense. Isso já é executado no governo do estado, inclusive com reconhecimento internacional.”
Neste contexto, o presidente da AMM, Neurilan Fraga, explicou que uma das maiores preocupações da entidade diz respeito ao planejamento. “O que mais nos interessa é fazer com que os gestores façam uma boa gestão. Para isso, tem que haver tanto o planejamento quanto as ferramentas de controle dos gastos e de desempenho.”
Na ocasião também foi debatido o andamento do Programa de Apoio ao Gerenciamento do Planejamento Estratégico dos Municípios (GPE). O programa, de longo prazo, visa abranger os 141 municípios do estado no que diz respeito ao desenvolvimento das políticas públicas municipais, tais como de saúde, educação, infraestrutura, economia e assistência social.
A partir disso, os gestores passarão a contar com eixos e metas já estabelecidos. “Ao avançarmos no desenvolvimento destes dois projetos, teremos duas ferramentas tecnológicas importantíssimas para o desenvolvimento da administração pública, que é nosso principal objetivo”, pontuou o presidente.
Durante a reunião, Neurilan Fraga destacou o aniversário de 39 anos da AMM, celebrado hoje. “Quem ganha com essa parceria são os gestores municipais e a população que mora nos municípios, que vai viver sob gestões planejadas, cujas ações serão bem executadas porque haverá o acompanhamento financeiro e físico”, concluiu.
Saúde
Ex-secretária de Saúde de Cuiabá é alvo de denúncia por supostos benefícios; Prefeitura nega irregularidades
Servidores da Secretaria Municipal de Saúde de Cuiabá denunciaram supostas irregularidades ao Site Afolhanews envolvendo a ex-secretária Danielle Carmona nos últimos dias à frente da pasta.
De acordo com os relatos, a ex-gestora teria se autolotado no próprio gabinete para garantir o recebimento do chamado “prêmio saúde”, no valor de R$ 2 mil. Além disso, também teria concedido a si mesma um período de 60 dias de férias.
A situação provocou revolta entre profissionais da rede municipal, principalmente da enfermagem. Segundo os denunciantes, a gestão costumava negar pedidos de férias superiores a 30 dias para servidores da linha de frente, sob a justificativa de falta de pessoal nas unidades de saúde.
Os servidores apontam ainda incoerência entre discurso e prática da administração municipal. Durante a inauguração da Unidade de Saúde da Família (USF) do bairro Pedregal, o prefeito teria afirmado que não autorizaria férias sem a devida substituição de profissionais, o que reforçou a percepção de tratamento desigual dentro da pasta.
Danielle Carmona é servidora efetiva do município e atua como enfermeira de carreira. Conforme os relatos, ela teria se beneficiado de decisões administrativas tomadas enquanto ainda ocupava o cargo de secretária.
Prefeitura nega irregularidades
Em nota, a Prefeitura de Cuiabá afirmou que não há irregularidades na situação funcional da ex-secretária.
Segundo o município, Danielle Carmona possui todos os direitos garantidos por lei, incluindo férias e benefícios como o prêmio saúde, desde que atendidos os critérios estabelecidos.
A gestão também informou que a lotação em gabinete é um ato administrativo regular, especialmente em períodos de transição, e que a permanência da servidora no local foi previamente alinhada com a atual direção da Secretaria.
Sobre os 60 dias de férias, a Prefeitura destacou que a concessão ocorreu dentro da normalidade administrativa e já havia sido informada anteriormente, não havendo qualquer excepcionalidade.

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