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Operação Amazônia: Apreensão de madeira e combate a crimes ambientais em Mato Grosso
Os alertas de alteração da vegetação, captados pelos satélites Planet, indicaram danos em uma área de 66 hectares, onde foram encontradas toras de madeira nativa de várias espécies.
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Durante uma operação de fiscalização, a Secretaria de Estado de Meio Ambiente, juntamente com a Polícia Judiciária Civil, apreendeu 618,6357 metros cúbicos de madeira em Apiacás, localizado a 950 quilômetros de Cuiabá. A apreensão ocorreu no contexto da Operação Amazônia, que detectou crimes ambientais enquanto as equipes realizavam inspeções de campo.
Os alertas de alteração da vegetação, captados pelos satélites Planet, indicaram danos em uma área de 66 hectares, onde foram encontradas toras de madeira nativa de várias espécies. A ação resultou na geração de cerca de R$ 517 mil em multas, distribuídas entre R$ 185 mil por armazenamento irregular de madeira e R$ 332 mil por exploração seletiva não autorizada. Os eventos ocorreram entre 15 e 22 de maio, marcando um flagrante de exploração ilegal de madeira na floresta amazônica.
Participaram dessa etapa da operação fiscais da Diretoria de Unidade Desconcentrada de Alta Floresta da Sema e policiais civis das Delegacias de Paranaita e Apiacás.
Sobre a Operação Amazônia, ela é uma iniciativa dos governos estadual e federal, liderada pela Sema. Para 2024, o Governo do Estado planeja alocar R$ 74,5 milhões para o combate a crimes ambientais no Mato Grosso. Desde 2019, já foram investidos mais de R$ 314,5 milhões em ações contra incêndios florestais e desmatamento ilegal.
As equipes de fiscalização contam com equipamentos de monitoramento via satélite para acompanhar todo o território de Mato Grosso, permitindo uma fiscalização contínua e imediata em locais onde crimes ambientais são detectados. A ferramenta contratada pelo REM facilita ações preventivas, acelera a resposta às infrações, ajuda na responsabilização dos infratores e permite o embargo imediato das áreas afetadas.
Além disso, agentes apreendem e removem equipamentos usados nos crimes, garantindo a responsabilização dos infratores pela perda de seus bens.
Crimes ambientais podem ser denunciados à Ouvidoria Setorial da Secretaria de Estado de Meio Ambiente pelo telefone 0800 065 3838, pelo aplicativo MT Cidadão ou em uma das regionais da Sema. A Polícia Militar também recebe denúncias, que podem ser feitas pelo número 190.
Cidades
Garimpo ilegal ignora operações da PF e volta a destruir rios no norte de Mato Grosso
Mesmo após operações da PF, garimpo ilegal volta a atuar nos rios de Peixoto de Azevedo
Apesar das operações deflagradas pela Polícia Federal em outubro de 2025 para combater o garimpo ilegal no norte de Mato Grosso, informantes do município de Peixoto de Azevedo relataram ao site Afolhanews que a atividade criminosa retornou em sua totalidade à região.
As denúncias apontam que balsas e maquinários voltaram a operar nos leitos dos rios, provocando novos danos ambientais e demonstrando a persistência das organizações envolvidas na exploração ilegal de ouro. Segundo as fontes, a retomada ocorreu poucos meses após as ações repressivas, indicando falhas na fiscalização contínua e na permanência do poder público nas áreas afetadas.
Em outubro do ano passado, a Polícia Federal deflagrou simultaneamente as operações Kuri II e Aurum Sordidos, dando continuidade à repressão ao garimpo ilegal nos rios São Benedito e Teles Pires. As investigações foram desdobramentos da Operação Kuri, iniciada em abril, que resultou na destruição de 17 balsas clandestinas e na apreensão de cerca de 2 mil litros de combustível, causando um prejuízo estimado em R$ 15 milhões aos responsáveis.
Na ocasião, a PF identificou uma estrutura criminosa complexa, formada por financiadores, operadores e comerciantes de ouro, além de constatar graves impactos ambientais e danos diretos às Terras Indígenas Kayabi e Munduruku.
Durante a segunda fase da operação, foram cumpridos 16 mandados de busca e apreensão expedidos pela 1ª Vara Federal da Subseção Judiciária de Sinop/MT, em municípios de Mato Grosso e do Pará, incluindo Peixoto de Azevedo. Também houve sequestro de bens ligados aos investigados.
Mesmo com essas ações, moradores e informantes locais afirmam que o garimpo ilegal voltou a operar de forma intensa, levantando preocupações sobre a continuidade da degradação ambiental, a contaminação dos rios e os impactos sobre comunidades tradicionais.
A Polícia Federal reforça que o combate à mineração ilegal é permanente e que novas ações podem ser realizadas a partir de informações e denúncias encaminhadas pelos órgãos competentes e pela população.
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