vírus causador da Aids

OMS recomenda uso de remédio injetável para prevenir infecção de HIV

A OMS pediu que países considerem esse medicamento injetável de longa duração como opção de prevenção, destacando que ele é “seguro” e “altamente eficaz”

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Saúde

A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomendou na última quinta-feira (28) o uso de cabotegravir como profilaxia pré-exposição (PrEP) para o HIV, vírus causador da Aids. A OMS pediu que países considerem esse medicamento injetável de longa duração como opção de prevenção, destacando que ele é “seguro” e “altamente eficaz”.

As novas novas diretrizes são baseadas em critérios de eficácia, aceitabilidade e viabilidade, e são sugeridas em “momento crítico”, conforme a OMS. Isso porque esforços de prevenção parecem ter estagnado: 1,5 milhão de novas infecções por HIV foram registradas no ano passado – o mesmo número que em 2020.

“O cabotegravir de ação prolongada é uma ferramenta de prevenção segura e altamente eficaz do HIV, mas ainda não está disponível fora dos ambientes de estudo”, disse, em nota, Meg Doherty, diretora dos programas globais de HIV, hepatite e infecções sexualmente transmissíveis da OMS. “Esperamos que essas novas diretrizes ajudem a acelerar os esforços dos países para começar a planejar e entregar o CAB-LA juntamente com outras opções de prevenção.”

Conforme a OMS, o cabotegravir tem aplicação intramuscular. As duas primeiras injeções são administradas com quatro semanas de intervalo, seguidas por novas aplicações a cada 8 semanas.

Além de seguro, segunda a organização internacional, o medicamento proporcionou uma redução relativa de 79% no risco de HIV em comparação com a PrEP oral – que também é altamente eficaz -, em estudos. Essas pesquisas envolveram mulheres cisgênero, homens cisgênero que fazem sexo com homens e mulheres transgênero que fazem sexo com homens.

No Brasil, atualmente, o Sistema Único de Saúde (SUS) oferece uma opção de tratamento preventivo oral: a combinação de dois medicamentos (tenofovir + entricitabina). Um comprimido precisa ser tomado diariamente. Essa exigência, conforme a OMS, tem se mostrado um desafio, por isso, a diversidade de opções é tão importante.

Unitaid e Fiocruz vão implementar PrEp injetável no Brasil

Em março, a Fiocruz informou que a Unitaid, agência internacional de saúde ligada à OMS, vai financiar um projeto de implantação do cabotegravir no País. A coordenação será feita pelo Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI/Fiocruz) junto ao Ministério da Saúde.

A África do Sul também vai receber financiamento. A ideia é integrar o remédio injetável aos programas nacionais de saúde e gerar dados – que podem apoiar a implementação global. Conforme a Fiocruz, o projeto vai focar em grupos mais vulneráveis à infecção: homens que fazem sexo com homens e mulheres trans, de 18 a 30 anos.

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Mesmo após reforma, UPA Leblon fica encharcada durante chuva em Cuiabá; veja vídeo

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Reforma recente não resolve problemas e UPA Leblon fica encharcada após chuva em Cuiabá.
Unidade de saúde passou por obras há pouco tempo, mas vídeos mostram grande quantidade de água dentro da recepção, próxima a computadores e outros equipamentos; atendimentos chegaram a ser suspensos temporariamente
Pouco tempo após passar por reformas, a UPA Leblon, em Cuiabá, voltou a apresentar problemas em sua estrutura. Após uma chuva registrada na madrugada, pacientes e funcionários se depararam com uma grande quantidade de água dentro da unidade, deixando áreas da recepção completamente encharcadas.
Vídeos encaminhados ao site A Folha News mostram água caindo em diferentes pontos da recepção e atingindo áreas próximas a mesas, computadores e outros equipamentos utilizados no atendimento à população.
A situação chama ainda mais atenção pelo fato de a unidade ter passado por uma reforma recentemente. Mesmo após as intervenções realizadas, os problemas aparentemente persistem e voltaram a ficar evidentes após a chuva.
As imagens levantam questionamentos sobre a qualidade dos serviços executados e, principalmente, sobre a fiscalização da reforma. A situação gera preocupação, especialmente porque a água chegou a áreas onde há equipamentos eletrônicos e circulação de pacientes e funcionários.
Pacientes e funcionários demonstraram preocupação com as condições encontradas na unidade e cobram uma solução definitiva para os problemas estruturais da UPA Leblon.
Segundo informações, os atendimentos tiveram que ser suspensos temporariamente para evitar possíveis acidentes envolvendo pacientes e funcionários, diante da quantidade de água no interior da unidade e dos riscos provocados pela situação.

O Afolhanews deixa espaço aberto para que a Prefeitura de Cuiabá e os responsáveis pela reforma se manifestem sobre o ocorrido e esclareçam quais medidas serão tomadas.

 

 

Veja o vídeo:

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