Saúde, Inédito!

Médico remove tumor cerebral pela sobrancelha de pacientes

O neurocirurgião Anastasios Giamouriadis adaptou uma técnica existente para remover tumores do tamanho de maçãs pelas sobrancelhas.

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Saúde

Foto: NHS Grampian / Reprodução

Um neurocirurgião de Grampian, na Escócia, desenvolveu uma técnica inovadora capaz de remover tumores cerebrais do tamanho de maçãs a partir de pequenos cortes nas sobrancelhas dos pacientes. A cirurgia minimamente invasiva deixa cicatrizes muito menores do que as das operações convencionais.

A novidade foi anunciada nesta sexta-feira (25/10) pelo Serviço Nacional de Saúde (NHS) de Grampian. O procedimento já foi feito em 48 pacientes pelo médico Anastasios Giamouriadis.

De acordo com o neurocirurgião, a técnica permite que tumores muito maiores, localizados na parte da frente do cérebro, sejam removidos por incisões pequenas — geralmente do tamanho de um buraco de fechadura. O método desenvolvido pelo profissional é uma adaptação da laparoscopia, que é um método de cirurgia minimamente invasiva.

A técnica foi endossada pela Sociedade Neurológica Britânica e pela Associação Europeia de Sociedades Neurocirúrgicas. “Eu não inventei esse tipo de cirurgia, mas a modifiquei para me dar mais espaço através da sobrancelha e isso está me permitindo remover tumores cerebrais muito grandes”, afirma o médico em comunicado divulgado pelo NHS Grampian.

Imagem de tomografia de Doreen Adams mostra o tumor (massa branca) antes da cirurgia / Foto: NHS Grampian – Reprodução

Primeira paciente

Doreen Adams, 75 anos, é uma das pacientes de Giamouriadis. A escocesa teve um tumor do tamanho de uma maçã removido pela sobrancelha no ano passado.

Antes disso, a paciente foi submetida a uma craniotomia em outro país, mas a cirurgia não conseguiu remover o tumor. “A recuperação após a craniotomia foi difícil. Contraí sepse, fiquei doente por algumas semanas e a recuperação levou muito tempo. Infelizmente a cirurgia não resolveu o problema e quando voltei para a Escócia, fui encaminhada ao doutor Giamouriadis”, lembra.

Doreen conta ter se recuperado muito bem após passar pela nova cirurgia. “Saí do hospital dois dias depois e voltei à minha vida normal quase imediatamente”, comemora.

“Com craniotomias normais e extensas, a duração da operação geralmente é de cerca de oito horas e os pacientes passam dias no hospital. O método através da sobrancelha é mais desafiador tecnicamente, mas provavelmente leva metade do tempo – se não menos”, explica o médico. “É uma virada de jogo e uma cirurgia muito menos invasiva. Tradicionalmente, as pessoas ficariam com cicatrizes em toda a testa, evitamos isso com este método”, continua.

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Saúde

HMC recebe quase metade dos pacientes regulados pelas UPAs e reforça papel estratégico na saúde de Cuiabá

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Da Redação

 

O Hospital Municipal de Cuiabá (HMC) consolidou sua posição como principal unidade de retaguarda da rede municipal de urgência e emergência. Levantamento referente aos meses de maio e junho de 2026 mostra que o hospital foi responsável por 44,8% de todas as transferências realizadas pelas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) de Cuiabá, recebendo 661 dos 1.479 pacientes regulados no período.
Os números evidenciam a importância da unidade na organização da assistência hospitalar. Sozinho, o HMC recebeu quase quatro vezes mais pacientes que o segundo hospital com maior volume de transferências, contribuindo para garantir maior agilidade na internação de pacientes e desafogar as UPAs.
A secretária municipal de Saúde, Deisi Bocalon, destacou que os resultados refletem o fortalecimento da rede pública de saúde.
“Os números demonstram que o Hospital Municipal de Cuiabá cumpre um papel essencial na organização da nossa rede de urgência e emergência. Ser responsável por praticamente metade das transferências das UPAs significa garantir acesso mais rápido à internação, desafogar as unidades de pronto atendimento e oferecer um cuidado mais resolutivo à população. Nosso compromisso é continuar fortalecendo a rede municipal com planejamento, investimentos e ampliação da capacidade assistencial”, afirmou.
Liderança nas internações em enfermaria
O desempenho do HMC torna-se ainda mais expressivo quando analisadas apenas as internações em enfermaria. Nos dois meses avaliados, a unidade recebeu 638 pacientes — 335 em maio e 303 em junho —, concentrando 53,6% de todas as transferências destinadas a leitos clínicos e cirúrgicos da rede.
Nas admissões em Unidade de Terapia Intensiva (UTI), a maior demanda foi absorvida pelo Hospital Municipal São Benedito (HMSB) e pelo Hospital e Pronto-Socorro Municipal de Cuiabá (HPSMC), responsáveis por 27,3% e 24,9% das vagas, respectivamente. O HMC respondeu por 8% das internações em terapia intensiva, reforçando sua vocação como principal retaguarda para leitos de enfermaria.
Além do HMC, o HPSMC e o HMSB receberam 170 e 164 pacientes regulados, respectivamente. Outro destaque foi o Hospital Estadual de Câncer, que registrou crescimento superior a 200% nas transferências entre maio e junho, passando de 25 para 79 pacientes.
Gestão destaca eficiência e qualidade da assistência
A diretora-geral da Empresa Cuiabana de Saúde Pública, Kelluby de Oliveira, atribuiu os resultados ao trabalho integrado das equipes e ao fortalecimento da gestão hospitalar.
“O protagonismo do HMC é resultado do empenho diário de equipes multiprofissionais altamente qualificadas e de uma gestão comprometida com a eficiência e a humanização da assistência. Além de sermos referência em urgência, emergência, politrauma e tratamento de queimados, temos ampliado a oferta de cirurgias eletivas e procedimentos especializados, garantindo mais acesso e qualidade no atendimento prestado aos usuários do SUS”, destacou.
Hospital amplia serviços especializados
Referência estadual em urgência, emergência, politrauma, traumato-ortopedia e tratamento de queimados, por meio do Centro de Tratamento de Queimados (CTQ), o HMC funciona em regime de portas abertas para atendimentos de urgência e emergência.
A unidade dispõe de enfermarias adulta e infantil, Hospital Dia, centros cirúrgicos, salas de medicação e decisão médica, seis leitos destinados à saúde mental e estrutura completa para assistência ambulatorial e hospitalar.
Nos últimos meses, o hospital também ampliou a oferta de procedimentos especializados. Entre junho e julho, iniciou um mutirão de cirurgias de vesícula por videolaparoscopia, com previsão de 30 procedimentos para reduzir a fila de espera do Sistema Único de Saúde (SUS).
Outra ação inédita colocou Cuiabá em destaque no cenário nacional. O HMC promoveu um mutirão exclusivo de cirurgias reparadoras para vítimas de queimaduras elétricas decorrentes de acidentes de trabalho, tornando-se a única unidade do país a realizar uma iniciativa voltada exclusivamente para esse público. Aproximadamente 20 pacientes foram atendidos durante a ação.
Para o diretor técnico do HMC, Dr. Eduardo Andraus, os indicadores confirmam a capacidade da unidade em atender pacientes de média e alta complexidade.
“O HMC foi concebido para ser um hospital de alta resolutividade. Nossa capacidade de receber pacientes regulados das UPAs permite que essas unidades continuem atendendo novos casos de urgência e emergência. Contamos com equipes preparadas, protocolos bem estabelecidos e uma estrutura capaz de atender desde casos clínicos até situações de alta complexidade, como politrauma, queimados e cirurgias especializadas. Os resultados de maio e junho demonstram que estamos cumprindo essa missão com eficiência”, concluiu.

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