Saúde

Investimentos no enfrentamento à dengue chegam a R$ 2,5 bilhões em 2024

Reforço financeiro ampliou as ações de prevenção em todo o país, além de reforçar a vigilância e melhorar a assistência à população

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Foto: Joao Paulo Burini/Getty Images

Para enfrentar um ano com aumento recorde de casos de dengue em território nacional, o Ministério da Saúde já investiu mais de R$ 2,5 bilhões em 2024. Os recursos estão sendo utilizados por estados, municípios e Distrito Federal para reforçar as ações de vigilância e melhorar o atendimento médico à população.

Cerca de 580 municípios e 9 estados decretaram situação de emergência em saúde pública por arboviroses ao longo do ano e receberam incremento financeiro de cerca de R$ 244 milhões, por meio da Portaria GM/MS Nº 3.160 . Ainda em 2024, os investimentos para manter as cidades abastecidas com inseticidas e biolarvicidas foram em torno de R$ 130 milhões.

Para a vacinação contra a dengue, foram investidos mais de R$ 500 milhões em 2024. Até o momento, 1921 municípios estão sendo contemplados em todos os estados brasileiros e no Distrito Federal. São 6,5 milhões de doses, suficientes para vacinar 3,2 milhões de crianças e adolescentes entre 10 e 14 anos. Para 2025, a pasta já contratou mais 9,5 milhões de doses – a capacidade máxima de fornecimento do único produtor mundial da vacina.

O Ministério da Saúde também investiu em novas tecnologias, como o método Wolbachia , no qual foram aplicados R$ 50 milhões. A Wolbachia é uma bactéria presente em cerca de 60% dos insetos, inclusive em alguns mosquitos. No entanto, não é encontrada naturalmente no Aedes aegypti . Quando presente neste mosquito, a bactéria impede que os vírus da dengue, zika , chikungunya e febre amarela se desenvolvam dentro dele, contribuindo para redução das doenças.

Para ajudar os entes federativos a custear os salários de Agentes de Combate às Endemias (ACEs) , até setembro de 2024, já foi destinado mais de R$ 1,6 bilhão, beneficiando cerca de 68 mil ACEs.

Os recursos também apoiarão a ampliação da rede assistencial de saúde para atender o aumento de casos de arboviroses , como dengue, chikungunya e Zika. O secretário-adjunto de Vigilância em Saúde e Ambiente (SVSA) , Rivaldo Venâncio, destacou que os repasses serão feitos de acordo com as necessidades locais. “O objetivo é evitar a sobrecarga das redes assistenciais, antecipando as ações antes que os municípios cheguem a decretar emergência em saúde pública”, afirma.

Novas ações em andamento

Entre as ações em implementação em 2024, está a ampliação do acesso à rede de atendimento, evitando mortes por dengue. Em municípios onde o número de casos aumentar, o Ministério da Saúde poderá sugerir a extensão do horário de funcionamento das Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e Unidades de Pronto Atendimento (UPAs), oferecendo atendimento em turnos adicionais, além de organizar salas para hidratação dos pacientes com quadros mais graves.

Tecnologias e novos métodos de controle

Além das ações de assistência, parte dos recursos será utilizada para implementar novas tecnologias de controle do vetor Aedes aegypti. Entre elas, o Wolbachia, insetos estéreis, borrifação residual intradomiciliar e estações disseminadoras de larvicidas. Além disso, a ampliação do uso de Bacillus Thuringienses Israelensis (BTi), para controle da disseminação do mosquito. A expectativa é aumentar o número de municípios beneficiados por essas tecnologias.

Desafios e a participação da sociedade

Venâncio ressaltou que os desafios vão além dos aspectos epidemiológicos e logísticos. A participação ativa da população é fundamental para o sucesso das estratégias de controle do mosquito, uma vez que ele se prolifera em ambientes domésticos. “Estados e municípios, sozinhos, não conseguirão reduzir o impacto das arboviroses. A mudança de comportamento da população, cuidando melhor do ambiente ao seu redor, é essencial”, reforça o secretário-adjunto.

O Ministério da Saúde alerta que a forma mais eficaz de prevenir a dengue continua sendo a eliminação dos focos do mosquito, que se desenvolve em água parada. Medidas simples como tampar caixas d’água, limpar ralos e pias, cobrir potes de água de animais e evitar o acúmulo de lixo são fundamentais para impedir a proliferação do vetor.

Além disso, a pasta recomenda que a população faça uma inspeção semanal em suas residências para identificar possíveis focos e receba os agentes de combate às endemias. O uso de repelentes e a instalação de telas em portas e janelas também são medidas importantes de proteção.

Fonte: Agência Gov – https://agenciagov.ebc.com.br/noticias/202410/investimentos-no-enfrentamento-a-dengue-chegam-a-r-2-5-bilhoes-em-2024

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Mesmo após reforma, UPA Leblon fica encharcada durante chuva em Cuiabá; veja vídeo

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Reforma recente não resolve problemas e UPA Leblon fica encharcada após chuva em Cuiabá.
Unidade de saúde passou por obras há pouco tempo, mas vídeos mostram grande quantidade de água dentro da recepção, próxima a computadores e outros equipamentos; atendimentos chegaram a ser suspensos temporariamente
Pouco tempo após passar por reformas, a UPA Leblon, em Cuiabá, voltou a apresentar problemas em sua estrutura. Após uma chuva registrada na madrugada, pacientes e funcionários se depararam com uma grande quantidade de água dentro da unidade, deixando áreas da recepção completamente encharcadas.
Vídeos encaminhados ao site A Folha News mostram água caindo em diferentes pontos da recepção e atingindo áreas próximas a mesas, computadores e outros equipamentos utilizados no atendimento à população.
A situação chama ainda mais atenção pelo fato de a unidade ter passado por uma reforma recentemente. Mesmo após as intervenções realizadas, os problemas aparentemente persistem e voltaram a ficar evidentes após a chuva.
As imagens levantam questionamentos sobre a qualidade dos serviços executados e, principalmente, sobre a fiscalização da reforma. A situação gera preocupação, especialmente porque a água chegou a áreas onde há equipamentos eletrônicos e circulação de pacientes e funcionários.
Pacientes e funcionários demonstraram preocupação com as condições encontradas na unidade e cobram uma solução definitiva para os problemas estruturais da UPA Leblon.
Segundo informações, os atendimentos tiveram que ser suspensos temporariamente para evitar possíveis acidentes envolvendo pacientes e funcionários, diante da quantidade de água no interior da unidade e dos riscos provocados pela situação.

O Afolhanews deixa espaço aberto para que a Prefeitura de Cuiabá e os responsáveis pela reforma se manifestem sobre o ocorrido e esclareçam quais medidas serão tomadas.

 

 

Veja o vídeo:

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