PROGRAMA FILA ZERO

Governo de MT já realizou mais de 15 mil cirurgias eletivas em 2024

Neste ano, o programa passou a contar com 62 novos procedimentos, ofertando o total de 465 cirurgias em seu portfólio

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Saúde

Foto: Secom-MT

O Governo de Mato Grosso já realizou, em 2024, 15.968 cirurgias eletivas por meio do programa Fila Zero na Cirurgia, gerido pela Secretaria de Estado de Saúde (SES). 

O Fila Zero na Cirurgia é o maior programa de cirurgias eletivas já ofertado em Mato Grosso e realizou, ao todo, 53,5 mil procedimentos neste ano – um aumento de 62% em relação ao ano anterior, em que foram realizados cerca de 33 mil. 

Além das cirurgias eletivas, foram realizados 21.286 exames e 16.299 consultas por meio do programa. Em 2023, os números foram de 8.086 cirurgias, 18.129 exames e 7.026 consultas. 

O aumento significativo nos atendimentos reduziu o tempo de espera dos pacientes de 59 para 26 dias. Além disso, em 2024 o programa passou a contar com 62 novos procedimentos, chegando a ofertar o total de 465 cirurgias em seu portfólio. 

O Hospital Municipal de Novo São Joaquim se destaca na realização de diversas cirurgias do Programa Fila Zero. A secretária de saúde do município, Renata Martins de Oliveira, afirma que o programa transformou a vida da população. 

“Tenho muito orgulho de falar que a SES criou o melhor programa da história do SUS de Mato Grosso com o Fila Zero. Além de ajudar as pessoas, esse programa incentiva a gente [gestores municipais]. O SUS e o Fila Zero estão marcados no coração do nosso povo”, afirma. 

Manoel Benedito das Dores, de 65 anos, conseguiu realizar uma cirurgia para a retirada de pedra da bexiga por meio do Programa Fila Zero, após sete anos de espera. Ele conta que já havia perdido as esperanças de realizar a cirurgia, porque não conseguia vaga na rede pública de saúde.

“Me pediram 15 mil para tirar essa pedra, nos hospitais particulares. Então, graças a Deus me chamaram para vir para cá [Novo São Joaquim] e eu consegui fazer a cirurgia. No começo era só pedra na bexiga, depois viram que tinha a próstata também. Fui bem recebido no hospital e só tenho a agradecer”, conta.

O secretário de Estado de Saúde, Gilberto Figueiredo, ressalta o impacto do programa na agilidade do atendimento aos pacientes.

“O Programa Fila Zero está fazendo a diferença na vida da população. Através dele, nós estamos reduzindo o tempo de espera e entregando um atendimento em saúde de qualidade e tecnológico. O nosso objetivo é reduzir cada vez mais o tempo de espera pelos procedimentos eletivos – sejam eles exames, consultas ou cirurgias”, afirma o secretário. 

Dentre os procedimentos incluídos recentemente estão a cirurgia bariátrica, a reparação para pacientes que já passaram pela bariátrica e a reparação para pessoas que sofreram queimaduras no corpo. 

O programa Fila Zero na Cirurgia, lançado pela Secretaria de Estado de Saúde em 2023, tem como meta realizar 422.393 procedimentos em quatro anos, englobando consultas, exames e cirurgias eletivas.

O comprometimento do Governo do Estado com a Saúde também é demonstrado através do investimento no programa. Em 2024 foram investidos R$ 42,4 milhões. Em 2023, o valor foi R$ 25,2 milhões.

Sobre o programa Fila Zero

O total de investimento previsto para os quatro anos do programa Fila Zero na Cirurgia é de R$ 200 milhões, que serão usados para custear as cirurgias e outros procedimentos, ampliando o alcance e impacto do programa.

O Estado repassa os recursos previstos para os procedimentos contemplados pelo programa e, desta forma, os entes parceiros se beneficiam do incentivo para aprimorarem outros serviços prestados à população. 

São elegíveis para o programa as unidades públicas de saúde municipais e estaduais, unidades privadas e filantrópicas, associações denominadas como consórcios e parceiros (como o MT Saúde). 

Atualmente, o programa conta com a participação de 78 municípios e consórcios, o que fortalece a rede de atendimento, descentralizando os serviços e garantindo acesso a uma maior parcela da população.

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Saúde

HMC recebe quase metade dos pacientes regulados pelas UPAs e reforça papel estratégico na saúde de Cuiabá

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Da Redação

 

O Hospital Municipal de Cuiabá (HMC) consolidou sua posição como principal unidade de retaguarda da rede municipal de urgência e emergência. Levantamento referente aos meses de maio e junho de 2026 mostra que o hospital foi responsável por 44,8% de todas as transferências realizadas pelas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) de Cuiabá, recebendo 661 dos 1.479 pacientes regulados no período.
Os números evidenciam a importância da unidade na organização da assistência hospitalar. Sozinho, o HMC recebeu quase quatro vezes mais pacientes que o segundo hospital com maior volume de transferências, contribuindo para garantir maior agilidade na internação de pacientes e desafogar as UPAs.
A secretária municipal de Saúde, Deisi Bocalon, destacou que os resultados refletem o fortalecimento da rede pública de saúde.
“Os números demonstram que o Hospital Municipal de Cuiabá cumpre um papel essencial na organização da nossa rede de urgência e emergência. Ser responsável por praticamente metade das transferências das UPAs significa garantir acesso mais rápido à internação, desafogar as unidades de pronto atendimento e oferecer um cuidado mais resolutivo à população. Nosso compromisso é continuar fortalecendo a rede municipal com planejamento, investimentos e ampliação da capacidade assistencial”, afirmou.
Liderança nas internações em enfermaria
O desempenho do HMC torna-se ainda mais expressivo quando analisadas apenas as internações em enfermaria. Nos dois meses avaliados, a unidade recebeu 638 pacientes — 335 em maio e 303 em junho —, concentrando 53,6% de todas as transferências destinadas a leitos clínicos e cirúrgicos da rede.
Nas admissões em Unidade de Terapia Intensiva (UTI), a maior demanda foi absorvida pelo Hospital Municipal São Benedito (HMSB) e pelo Hospital e Pronto-Socorro Municipal de Cuiabá (HPSMC), responsáveis por 27,3% e 24,9% das vagas, respectivamente. O HMC respondeu por 8% das internações em terapia intensiva, reforçando sua vocação como principal retaguarda para leitos de enfermaria.
Além do HMC, o HPSMC e o HMSB receberam 170 e 164 pacientes regulados, respectivamente. Outro destaque foi o Hospital Estadual de Câncer, que registrou crescimento superior a 200% nas transferências entre maio e junho, passando de 25 para 79 pacientes.
Gestão destaca eficiência e qualidade da assistência
A diretora-geral da Empresa Cuiabana de Saúde Pública, Kelluby de Oliveira, atribuiu os resultados ao trabalho integrado das equipes e ao fortalecimento da gestão hospitalar.
“O protagonismo do HMC é resultado do empenho diário de equipes multiprofissionais altamente qualificadas e de uma gestão comprometida com a eficiência e a humanização da assistência. Além de sermos referência em urgência, emergência, politrauma e tratamento de queimados, temos ampliado a oferta de cirurgias eletivas e procedimentos especializados, garantindo mais acesso e qualidade no atendimento prestado aos usuários do SUS”, destacou.
Hospital amplia serviços especializados
Referência estadual em urgência, emergência, politrauma, traumato-ortopedia e tratamento de queimados, por meio do Centro de Tratamento de Queimados (CTQ), o HMC funciona em regime de portas abertas para atendimentos de urgência e emergência.
A unidade dispõe de enfermarias adulta e infantil, Hospital Dia, centros cirúrgicos, salas de medicação e decisão médica, seis leitos destinados à saúde mental e estrutura completa para assistência ambulatorial e hospitalar.
Nos últimos meses, o hospital também ampliou a oferta de procedimentos especializados. Entre junho e julho, iniciou um mutirão de cirurgias de vesícula por videolaparoscopia, com previsão de 30 procedimentos para reduzir a fila de espera do Sistema Único de Saúde (SUS).
Outra ação inédita colocou Cuiabá em destaque no cenário nacional. O HMC promoveu um mutirão exclusivo de cirurgias reparadoras para vítimas de queimaduras elétricas decorrentes de acidentes de trabalho, tornando-se a única unidade do país a realizar uma iniciativa voltada exclusivamente para esse público. Aproximadamente 20 pacientes foram atendidos durante a ação.
Para o diretor técnico do HMC, Dr. Eduardo Andraus, os indicadores confirmam a capacidade da unidade em atender pacientes de média e alta complexidade.
“O HMC foi concebido para ser um hospital de alta resolutividade. Nossa capacidade de receber pacientes regulados das UPAs permite que essas unidades continuem atendendo novos casos de urgência e emergência. Contamos com equipes preparadas, protocolos bem estabelecidos e uma estrutura capaz de atender desde casos clínicos até situações de alta complexidade, como politrauma, queimados e cirurgias especializadas. Os resultados de maio e junho demonstram que estamos cumprindo essa missão com eficiência”, concluiu.

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