OBRAS DA SAÚDE
Construções dos quatro novos Hospitais Regionais avançaram em 2024; veja status
Obra que mais evoluiu no último ano foi a de Alta Floresta, que saiu de 33% para 80%, um avanço de quase 50% na edificação
Saúde
As construções dos novos Hospitais Regionais de Tangará da Serra, Alta Floresta, Juína e do Araguaia, em Confresa, avançaram muito durante o ano de 2024. A obra que mais evoluiu no último ano foi a de Alta Floresta, que saiu de 33% de execução para 80%, um avanço de quase 50% na realização da obra.
As demais obras dos novos hospitais também apresentaram um avanço positivo. Esses investimentos possibilitam preencher vazios assistenciais importantes para a saúde em Mato Grosso.
“O nosso objetivo é continuar fazendo a Saúde funcionar. E esses novos hospitais vão suprir os vácuos que ainda existem em algumas regiões do Estado. Vamos diminuir distâncias para o acesso à saúde e, principalmente, oferecer hospitais com o mesmo padrão de qualidade que os particulares”, destacou o governador Mauro Mendes.
O secretário de Estado de Saúde, Gilberto Figueiredo, reforça que as novas construções são um grande marco para a saúde pública de Mato Grosso.
“Estamos entrando na etapa de finalização de parte dessas obras e será uma grande honra poder entregar esses hospitais à população do nosso estado. Além de ser histórica a construção de seis novos hospitais em Mato Grosso, essas estruturas de saúde darão mais qualidade de vida e dignidade às pessoas que vivem nestas regiões”, acrescentou.
Para a secretária adjunta de Infraestrutura e Tecnologia da Informação da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT), Mayara Galvão, o avanço nas obras é resultado de um trabalho técnico feito em equipe.
“Podemos dizer que novamente encerramos o ano com um saldo muito positivo nas obras da Saúde do Estado. A construção do novo Hospital Regional de Alta Floresta avançou 47% só em 2024 e já está com 80% de execução. Os hospitais de Juína, Tangará da Serra e Confresa avançaram em cerca de 20% cada uma”, informou.
Status das obras
A obra do Hospital Regional de Juína foi iniciada em maio de 2022 e recebeu, até o momento, investimento de R$ 55,3 milhões. Já foram executados 44% do projeto e a previsão de aplicação financeira para a conclusão da unidade totaliza R$ 125,5 milhões em obras.
Já a construção do Hospital Regional de Alta Floresta foi iniciada em junho de 2022 e está 80% concluída. O valor já transferido para a execução da obra foi de R$ 115,6 milhões. O investimento total previsto para a unidade é de R$ 144,3 milhões em obras.
O Hospital Regional do Araguaia, em Confresa, foi iniciado em junho de 2022 e já recebeu um aporte financeiro de R$ 47,7 milhões. Na unidade, foram executados 37% dos serviços e a previsão é de que o hospital receba um investimento total de R$ 129,2 milhões em obras.
Também iniciado em junho de 2022, o Hospital Regional de Tangará da Serra está com 41% da obra realizada e já foram aplicados R$ 52,9 milhões para a execução da obra. O investimento em obras para o hospital está estimado em R$ 127,5 milhões.
As novas estruturas contarão com 111 leitos de enfermaria e 40 leitos de UTI – entre adulto, pediátrico, neonatal e unidade semi-intensiva neonatal – para atendimento na média e alta complexidade.
As unidades também vão ter 10 consultórios médicos, dois consultórios para atendimento a gestantes, seis salas de centro cirúrgico, além de espaços para banco de sangue, banco de leite materno e realização de exames, como tomografia e colonoscopia.
Outros grandes hospitais
Além dos quatro novos Hospitais Regionais, o Governo do Estado está construindo outras duas unidades hospitalares em Cuiabá: o Hospital Central, que será entregue em 2025, e o novo Hospital Universitário Júlio Muller.
Com investimento estimado em R$ 221,8 milhões em obras, o Hospital Central, cuja construção ficou abandonada por 34 anos, já está 97% concluído. Os primeiros equipamentos já começam a ser instalados na estrutura. A unidade será referenciada para os serviços de alta complexidade em saúde.
Já o novo Hospital Júlio Muller, obra executada pela Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (Sinfra-MT), tem 58,3 mil metros quadrados de área construída e está 70% executada. A unidade hospitalar é construída por meio de um convênio entre o Governo e a Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), em um investimento total de R$ 221 milhões, divididos entre Estado e União.
Saúde
Ex-secretária de Saúde de Cuiabá é alvo de denúncia por supostos benefícios; Prefeitura nega irregularidades
Servidores da Secretaria Municipal de Saúde de Cuiabá denunciaram supostas irregularidades ao Site Afolhanews envolvendo a ex-secretária Danielle Carmona nos últimos dias à frente da pasta.
De acordo com os relatos, a ex-gestora teria se autolotado no próprio gabinete para garantir o recebimento do chamado “prêmio saúde”, no valor de R$ 2 mil. Além disso, também teria concedido a si mesma um período de 60 dias de férias.
A situação provocou revolta entre profissionais da rede municipal, principalmente da enfermagem. Segundo os denunciantes, a gestão costumava negar pedidos de férias superiores a 30 dias para servidores da linha de frente, sob a justificativa de falta de pessoal nas unidades de saúde.
Os servidores apontam ainda incoerência entre discurso e prática da administração municipal. Durante a inauguração da Unidade de Saúde da Família (USF) do bairro Pedregal, o prefeito teria afirmado que não autorizaria férias sem a devida substituição de profissionais, o que reforçou a percepção de tratamento desigual dentro da pasta.
Danielle Carmona é servidora efetiva do município e atua como enfermeira de carreira. Conforme os relatos, ela teria se beneficiado de decisões administrativas tomadas enquanto ainda ocupava o cargo de secretária.
Prefeitura nega irregularidades
Em nota, a Prefeitura de Cuiabá afirmou que não há irregularidades na situação funcional da ex-secretária.
Segundo o município, Danielle Carmona possui todos os direitos garantidos por lei, incluindo férias e benefícios como o prêmio saúde, desde que atendidos os critérios estabelecidos.
A gestão também informou que a lotação em gabinete é um ato administrativo regular, especialmente em períodos de transição, e que a permanência da servidora no local foi previamente alinhada com a atual direção da Secretaria.
Sobre os 60 dias de férias, a Prefeitura destacou que a concessão ocorreu dentro da normalidade administrativa e já havia sido informada anteriormente, não havendo qualquer excepcionalidade.

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