Política
Wellington recomenda uso de sistema do Senado para evitar paralisação do Legislativo em MT
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Da Redação
O senador Wellington Fagundes (PL-MT), permanece em Brasília e tem participado das reuniões de líderes, sessões e votações por meio de um sistema on-line de transmissão e participação, desenvolvido pelo próprio Senado Federal. E, preocupado com uma possível “paralisia legislativa” na Assembleia do Estado de Mato Grosso e câmaras municipais, ele quer que os parlamentares estaduais e municipais utilizem a mesma tecnologia.
“O Sistema de Deliberação Remota (SDR) é algo simples e quase intuitivo. Por isso, o Senado se destaca no cenário nacional pela inovação. Agora, o Interlegis está disponibilizando essa ferramenta para todas as casas legislativas do país. É uma possibilidade de gestores e parlamentares mantenham os trabalhos remotamente. Nesse momento emergencial, a última coisa que precisamos é uma paralisia de quem faz e aprova leis”, alertou Fagundes.
“Ferramenta desenvolvida para deliberação remota “é simples e intuitiva” e representa grande avanço tecnológico”.
Wellington lembrou que a iniciativa atende um anseio dos parlamentares estaduais e municipais, preocupados com a paralisação das votações nas casas legislativas. De acordo com o Interlegis, a primeira votação utilizando a transferência de tecnologia do Sistema de Deliberação Remota do Senado vai ser realizada na Câmara Municipal de São José (SC), na próxima semana.
“Assim como no Senado, os vereadores irão votar por um aplicativo instalado no aparelho de celular ou computador. Quando os parlamentares registrarem o voto, um código de confirmação será encaminhado por SMS. As opções de voto são: sim, não, e abstenção”, explica Márcio Coimbra, Diretor Executivo do Interlegis – braço do Senado para integração e modernização do Legislativo.
Atualmente, o Interlegis possui convênio com Casas Legislativas de 4.389 dos 5.568 municípios brasileiros. Desde sua criação, em 1997, o Interlegis disponibiliza, gratuitamente, ferramentas para automatizar os serviços e a gestão nas Câmaras Municipais e Assembleias Legislativas. O Sistema de Apoio ao Processo Legislativo (SAPL), o Portal Modelo e o domínio “.Leg.br” são alguns exemplos de tecnologias ofertadas.
Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado
Política
Pivetta prepara enxugamento da máquina e avalia cortes no Governo de MT
O governador reeleito Otaviano Pivetta (Republicanos) prepara uma revisão ampla da estrutura do Governo de Mato Grosso antes do início do novo mandato, em janeiro de 2027. A medida pretende identificar despesas que podem ser reduzidas e tornar a máquina pública mais enxuta.
A previsão é que um decreto seja publicado entre esta quarta-feira (7) e quinta-feira (8), estabelecendo os critérios para a análise. O trabalho deverá avaliar a estrutura dos órgãos estaduais, gastos com pessoal e custeio, contratos e possíveis sobreposições de funções.
A condução dos estudos deverá ficar a cargo de uma comissão presidida pelo ex-secretário de Fazenda Rogério Gallo, que coordenou a campanha de Pivetta nas eleições deste ano. O grupo terá a missão de reunir informações de diferentes setores do Estado para elaborar um diagnóstico da atual estrutura administrativa.
Entre os dados que serão analisados estão o número de servidores e cargos existentes, a organização das secretarias, contratos firmados pelo Governo e despesas administrativas. A partir desse levantamento, a comissão deverá apontar setores com possibilidade de redução de custos e áreas que precisam ser preservadas ou consideradas prioritárias.
A revisão também poderá atingir o quadro de pessoal, principalmente os cargos comissionados. No entanto, a quantidade e o formato de eventuais cortes ainda não estão definidos e dependerão das conclusões do levantamento.
A proposta faz parte da preparação para o novo ciclo administrativo de Pivetta, que foi reeleito no primeiro turno no último domingo (4). A intenção é iniciar 2027 com uma estrutura considerada mais eficiente e com maior capacidade de direcionar recursos para investimentos e serviços públicos.
O movimento ocorre paralelamente às mudanças que o governador já sinalizou para a equipe de secretariado. Pivetta afirmou que pretende promover alterações pontuais na estrutura do Governo, sem uma reforma ampla, com o objetivo de corrigir áreas que ainda não apresentam os resultados esperados.
Com a revisão, a gestão pretende identificar onde há espaço para economia sem comprometer serviços considerados essenciais. O diagnóstico deverá servir de base para as decisões administrativas que serão tomadas na preparação do próximo mandato.
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